sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mercado Internacional da Bola


Por Luiz


Estamos no período de pré-temporada do futebol europeu e as negociações correm a todo vapor. Vamos dar uma rápida passada neste assunto com este post.

Primeiramente, em Portugal, o Benfica está vindo com tudo para se reforçar e acabar com a hegemonia do Porto. Trouxe Ramires e Saviola, dois ótimos reforços, principalmente o brasileiro, pois é jovem e ainda pode dar um bom lucro ao seu clube numa futura transferência.

A Juventus também está trazendo ótimos jogadores para a próxima temporada. Já chegaram Diego, Felipe Melo e Cannavaro. Parece que finalmente a velha Senhora está se recuperando do baque do escândalo de 2006 e formando um time competitivo para o Cálcio. Se vier o André Santos, então...

O Manchester United trouxe uns seis reforços, mas como não conheço muito sobre eles, posso falar apenas sobre a vinda de Michael Owen. Depois de não dar certo no Newcastle (que caiu inacreditavelmente, pois tinha um bom time) ele tem uma grande chance de levantar sua carreira. Talento ele tem, só tem de aproveitar. Temos de observar também que nenhuma das contratações consegue suprir a falta de Cristiano Ronaldo.

Além de tudo o Tevez for pro rival Manchester City para fazer companhia para Robinho. E parece que eles vêm fortes pro ano que vem pois o paraguaio Santa Cruz também já está contratado e se Adebayor também acertar sua transferência o City terá um ótimo ataque. Daí já podem sonhar com uma vaga na Liga dos Campeões, se trouxerem mais alguns reforços para a defesa.

Mas o destaque destes últimos dias fica mesmo para o troca-troca entre Barcelona e Internazionale. Primeramente, Maxwell foi para o time catalão, que não teve de pagar muito para tê-lo, não me lembro do valor real, mas é algo em torno de 8 milhões de euros. O lateral era reserva do italiano Santon e tem qualidade para ser titular no novo time.

E temos a confirmação (pelo menos é o que mostraram na ESPN, se não for verdade não é culpa minha) da troca de Eto’o por Ibrahimovic. O que chama a atenção é que o camaronês será acompanhado de 44 milhões de euros e também do empréstimos de Hleb. Acho que é um bom negócio para ambas as partes. A Inter perde seu melhor jogador, mas ganha um excelente e um bom reforço para o seu time. Já o Barcelona está ainda mais forte para encarar os galácticos do Real Madrid. Messi, Henry e Ibra-kadraba (belo apelido) juntos é pra acabar com qualquer defesa. A temporada espanhola promete.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tristeza em azul e branco

Por Luiz


E não foi desta vez que o Cruzeiro conseguiu seu terceiro título da Libertadores. Mesmo com o favoritismo, mesmo tendo um time melhor, mesmo passando por uma ótima fase, mesmo com o Mineirão lotado, nada disso pôde impedir o título merecido do Estudiantes.

Não acompanhei o jogo inteiro pois fiquei revezando com o jogo do Palmeiras, pra poder assistir o máximo possível dos dois. Mas pelo que pude acompanhar o time mineiro não conseguiu praticar seu bom futebol de toque de bola e jogadas trabalhadas. Ficou muito limitado à chutões pra frente, bolas no alto que favoreciam a defesa adversária. Já o Estudiantes teve mais maturidade, calma pra virar o jogo e sangue frio pra agüentar a pressão dos últimos minutos.

Destaque para Veron que vem jogando muita bola mesmo com seus 34 anos. Começou a jogada do primeiro gol com um belo lançamento e fez o cruzamento mortal para o segundo. Já está merecendo uma vaga na atordoada seleção de Maradona.

Com o jogo desta quarta, já são cinco decisões seguidas de Libertadores em território brasileiro e a terceira derrota consecutiva dos times da casa. Isso só não aconteceu em 2005 e 2006, até porque os dois finalistas eram daqui. Será que isso significa alguma superioridade do futebol dos clubes estrangeiros, principalmente argentinos, sobre os nossos? Que fique claro que com as seleções a história é bem diferente, levando-se em conta os últimos jogos e finais de Copa América.

Resumindo, o título foi merecido para o Estudiantes que soube ter a cabeça no lugar e jogar seu futebol, sem retranca e sem medo, em pleno caldeirão adversário, contou com o futebol de um craque e agora pode ser aclamado por seus torcedores. Ao Cruzeiro resta se recompor do baque e tentar se recuperar no Brasileirão, já que apostou todas as suas fichas no torneio continental.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Is Rock Dead? Parte 4

Por Luiz


Chegamos à última edição desta coluna que já deveria ter sido finalizada, tendo em vista o tempo entre a presente parte e a terceira. Vamos para as conclusões finais, falar um pouco sobre o que tem acontecido e sobre o que já aconteceu, além daquilo que está por vir.

Como vimos nas outras edições, o rock viveu três décadas de ouro, feitas por várias bandas e artistas que escreveram seus nomes na história, conquistaram os corações do público e fizeram todos refletir sobre o que acontece, além de diverti-los e emocioná-los, o que é o principal.
Também vimos que dê uns tempos pra cá isso não tem mais acontecido, que estamos jogados ao relento da falta de percepção e bom gosto do povo, carentes de novos ídolos que mostrem habilidade e atitude para contrariar essa onda de falta de cultura. Realmente o cenário não é propício para grandes esperanças.
Mas vamos analisar melhor. Nos últimos, mesmo com a falta de novidades, não podemos reclamar das grandes bandas que fizeram sucesso anos atrás. Temos a volta do Metallica às suas origens com o sensacional Death Magnetic; o Snakes and Arrows do Rush; Black Ice do AC/DC, mostrando que eles ainda estão em forma; além do Iron Maiden, Dream Theater e Pearl Jam que continuam muito vivos. Isso sem falar nos aguardados álbuns novos do Kiss e do Alice in Chains, e tudo isso só para citar os mais famosos.
Para quem gosta de metal, temos bandas que estão mantendo o legado deixado pelos mestres de antigamente. E mesmo no rock em si temos bandas surgindo e tentando conquistar seu espaço, o problema é que, no Brasil e no mundo todo, a mídia adora valorizar qualquer coisa que se autodenomina música e que acaba conquistando as pessoas com menos discernimento, como por exemplo o funk carioca (que não merece ser chamado de música, como eu já disse antes). Ou então coloca em destaque modas passageiras como Hanna Montana e Jonas Brothers. Só o trabalho de ter de citá-los já é algo que me causa repulsa.
Mas se formos para os bares e casas de show mais desconhecidos, vamos encontrar muita gente talentosa que tenta conquistar seu espaço e realmente tem vontade de mudar o cenário musical que vivemos. Lutando contra gravadores e mídia que quase sempre se recusam a destacar o que é bom, eles continuam com a chama do rock ardendo em seus corações.
E é aí que eu quero chegar. O rock não pode morrer, isso nunca acontecerá, porque suas canções são marcantes e eternas. Ainda tem muita gente que se emociona ao ouvir Legão Urbana ou Pink Floyd, que se diverte com os Beatles, que balança a cabeça quando ouve Black Sabbath, que venera os Rolling Stones, que se arrepia quando ouve Queen, etc, etc, etc.
Enquanto ainda houver alguém escutando essas coisas e gostando de verdade, essa chama não poderá ser apagada. Podem dizer que o rock morreu pela falta de novidades, mas ele está apenas descansando, dando um tempo para voltar ainda mais forte. É nisso que eu quero acreditar, pois ninguém que ainda consegue conquistar tantos fãs fiéis pode estar enterrado e esquecido como muitos acreditam. É preciso manter o legado vivo e incentivar as bandas que querem fazê-lo também. Como diria o lendário Dio:
LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

As Grandes Músicas do Rock #4 – Comfortably Numb – Pink Floyd


Por Luiz


O que é preciso para uma música chegar o mais perto possível da perfeição? Uma harmonia divina? Uma melodia inesquecível? Um refrão tocante? Um solo de guitarra inigualável?

Digamos que para isso não há uma fórmula, um manual que mostre como se deve fazer, mas o Pink Floyd conseguiu reunir tudo isto em uma canção que se tornou um clássico e uma das belas da história do rock.

Quem já escutou o álbum The Wall de 1979 (se alguém não tiver escutado ainda, volte para o planeta Terra!) sabe que este é um clássico com muitas músicas incríveis e de altíssimo nível. E uma das que mais se destaca é a bela Comfortably Numb, que conseguiu conquistar a todos, público, crítica, mídia e até mesmo aqueles que detestavam rock. É ótima para aqueles que acham que rock é música pesada e caras cabeludos vestidos de preto gritando por aí (mesmo que isso também seja legal).

Ela é toda leve e calma, com seu clima que remete à beleza e tristeza ao mesmo tempo. Não há como não elogiar o excelente vocalista David Gilmour, que fez um trabalho excepcional, principalmente no refrão, que conquista qualquer um na primeira vez que o ouve. Talvez seja o ponto alto da música, que a destaca entre as demais. Mas também temos aquele som do teclado ao fundo, a harmonia entre os instrumentos, os riffs simples porém bem colocados que ajudam a forma esta obra de arte.

Outro destaque é o solo de guitarra também de David, considerado como um dos melhores do mundo, provando que ele também é um guitarrista de altíssimo nível. É realmente algo fora do comum a sensação de se ouvir o refrão e logo depois o solo com a melodia carregada de beleza e todos os seus pormenores.
A letra também não fica atrás, composta com maestria por Roger Waters, na qual ele descreve um exame por causa de um problema no seu fígado. Então ela aborda temas como drogas e solidão. A frase final "(...) the child's grown the dream's gone and I have become Comfortably Numb" é uma das mais marcantes que se pode encontrar em uma música e antecede o solo final e apoteótico de David.

É um épico em todos os seus 6 minutos de duração, arrepiando a pele dos mais insensíveis e conquistando todos que param para apreciá-la. Apareceu numa época farta para o rock e no meio de um disco que fez história e permanece até hoje como um dos mais bem compostos em todos os sentidos, tanto o musical quanto o tema que ele aborda. Uma obra-prima, composta por gênios da música que nunca terão seus nomes apagados da história e sempre conseguirão tocar fundo as almas das pessoas com a inigualável Comfortably Numb.


sábado, 11 de julho de 2009

UFC 100: Making History


Por Bruno


O destaque da histórica centésima edição do Ultimate Fighting Championship foi, sem sombra de dúvidas, a coelhinha favorita de Hugh Hefner, Holly Madison (foi a Guess Octagon Girl). Mas dentro do octágono, acompanhamos duas lutas dignas de um cinturão de cunho mundial, além de excelentes preliminares, com encerramento após a morna luta entre John Fitch e o brasiliense do BOPE, Paulo Thiago, com vitória do americano.

A primeira luta de destaque foi a surpreendente vitória do experiente/veterano Mark Coleman (UFC’s hall of fame) contra o já badalado Stephan Bonnar (que já não apresenta um ritmo tão bom, como o visto em suas duas lutas com Forest Griffin). Depois veio a luta de estréia do grande japonês/coreano Yoshihiro Akyiama, derrotando Alan Belcher, numa decisão dividida, provou seu valor, mostrando que vai dar trabalho na categoria dos meio médios, nada preocupante para GSP...

Depois, na seqüência, houve a luta entre o americano Dan Henderson e o inglês todo marrento, Michael Bisping. Ao contrário do que se viu no reality show do Ultimate Fighter, o americano dessa vez detonou o rival, mostrando a potência de seu braço direito, num nocaute espetacular, que lhe rendeu o Nocaute da Noite. Agora Hendle se credencia a tentar buscar o cinturão dos médios, numa provável revanche com Spider Silva.

Aliás, foi o canadense que entrou no Octagon para pegar o brasileiro Thiago Alves. O Pitbull foi completamente dominado, com GSP imprimindo um ritmo alucinante de seqüenciais quedas, anulando completamente qualquer tentativa do brasileiro de garfar o terceiro título para o Brasil. Basta ao desafiante levantar a cabeça, porque sua quinta derrota na carreira não foi para qualquer um, foi para simplesmente o melhor Pound a Pound do mundo, ao lado de Anderson Silva. Aliás, no fim da luta, quando questionado sobre a tão aguardada luta, George disse que luta como campeão, não como desafiante (no caso de uma luta com o Aranha, ele teria de subir dos meio médios, para a categoria de cima, dos médios). O que importa ao canadense é que este foi impecável, perfeito, sem dar brechas e que parece, como disse Joe Rogan, melhor ainda do que nas últimas vitórias. Foi realmente bom perder para Serra, para GSP ganhar experiência e humildade, o que vem faltando para o brasileiro Anderson Silva, que luta com Forest Griffin, no UFC 101, numa Super Fight.

O Main Event foi à revanche do estrondoso Brock Lesnar contra o habilidoso Frank Mir. Ao contrário da primeira luta, Mir não conseguiu finalizar o gigante com uma chave de joelho, apesar de ter tentado logo no início. Não era o mesmo Mir seguro que enfrentou um cambaleante e lesionado Minotauro, conseguindo a proesa de nocautear a lenda viva do Mixed Marcial Arts. Lesnar nocauteou Mir já no segundo round, provando que será difícil destroná-lo. Talvez o tão forte quanto, Shane Carwin possa faze-lo. Há ainda Cain Velásquez, que dominou o francês Cheick Kongo, mas permanece uma promessa. Os brasileiros Minotauro, Cigano e Gabriel Gonzaga (meu sósia), além do sempre impressionante Randy Couture, no auge de seus 46 anos que podem reclamar o título. Aliás, deve sair da luta entre Rodrigo Minotauro e Randy Couture, no UFC 102, o próximo desafiante ao cinturão. É incrível ver um lutador do antigo telecatch, tornar-se campeão do maior evento de lutas do mundo, com apenas quatro lutas. Parabéns aos vencedores, aos campeões que mantiveram seus cinturões. Eu espero apreensivo pela edição 101, com outras ótimas pelejas dos talentosos Silva e BJ Penn. Que Deus me de forças para poder postar mais um artigo sobre o maior evento americano, que já é responsável pela maior renda do Pay-per-View (pague para olhar, sem referências ao voyerismo). É muito bom falar de UFC, apesar de popular no mundo, muitos brasileiros ainda são cegos por Futebol apenas. Comecem a olhar mais para este esporte que tem dois grandes campeões brasileiros – o já citado Anderson ‘Spider’ Silva e o polivalente e invicto Lyoto ‘The Dragon’ Machida.

Para finalizar, o destaque do evento foi sem dúvida, a coelhinha favorita de Hefner, não?



Legenda da foto: "Holly Madison, uma das três namoradas de Hugh Hefner, dono da famosa e aclamada PlayBoy e PlayBoy Mansion"


Resumo dos últimos acontecimentos futebolísticos


Por Luiz


Depois do período de luto ao Michael Jackson e de descanso que eu e meu companheiro propomos por pura preguiça, as coisas continuam e o CDQS não pode ficar parado. Como ficamos por volta de 10 dias sem postar nada, há muito o que falar sobre o que aconteceu no futebol, então vamos a esse breve resumo.

O Corinthians, como era de se esperar, conquistou a Copa do Brasil, com uma facilidade até surpreendente. O Internacional está longe de ser aquele time de outrora que impunha respeito e temor aos adversários pelo seu futebol vistoso e eficiente, como pudemos ver também na decisão da Recopa Sulamericana. O “Timão” parece cada vez mais forte e entrosado, mereceu o título pois soube decidir em casa. Vai entrar forte na Libertadores do ano que vem e tem boas chances, sem contar o apoio indiscutível da mídia, leia-se a Globo, que sempre foi puxa-saco do time sem estádio e fará de tudo para que ele dispute a final (já imaginou quanta audiência isso renderia?). O jeito é torcer para que eles peguem River Plate ou Palmeiras na fase eliminatória, o que seria sinônimo de decepção e mais um ano sem um título internacional (acho que não preciso perguntar se alguém considera o “mundial” de 2000 né?).

O Cruzeiro passou pelo Grêmio também com facilidade e fez o primeiro jogo da final contra o Estudiantes. No primeiro tempo, pressão do time da casa e grandes defesas do ótimo goleiro Fábio, que garantiu a igualdade no placar. No segundo, o Cruzeiro jogou muita bola e conseguiu se defender bem, chegando a dominar claramente o jogo a partir dos 25 mins, tendo até uma chance de ouro desperdiçada pelo Kleber. Agora o time mineiro é favorito para levantar a taça, decide em casa e só precisa ganhar. Mas que fique claro que o Estudiantes é perigoso e já surpreendeu o Inter ano passado, na final da Copa Sulamericana, depois de ter perdido em casa por 1x0.

No Palmeiras, Muricy Ramalho não veio. Pediu um salário astronômico, maior que o do Luxemburgo, que já era alto demais para a diretoria pagar. Azar de todos os palmeirenses, pois por mais que ele seja arrogante e tenha feito sucesso no São Paulo, é um técnico de ponta que poderia arrumar a defesa do time verde que há muito tempo não passa segurança para o torcedor. Agora é ver como vai ser o trabalho do Jorginho e tentar contratar um técnico experiente e vencedor. Se o Palmeiras conseguir uma vaga pra Libertadores do ano que vem, já será um ganho enorme, dadas as condições.

O Real Madrid apresentou Cristiano Ronaldo para 80 mil pessoas no Santiago Bernabéu. Pelo que pude perceber, esse número assombroso é maior que o de Kaká porque o português não esconde sua marra e chama mais atenção. Mas acho que no campo será diferente. Benzema também foi apresentado, agora para 15 mil pessoas. Essa foi uma boa contratação, jogador jovem e talentoso que se destacou no Lyon. Agora só falta mais um zagueiro e um volante, pelo menos, para formar um time equilibrado.

Por enquanto é só. Aguardem mais posts e a volta definitiva do blog ao trabalho e ao seu ritmo normal.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seção Nostalgia: Voltando aos Velhos Tempos Michael Jackson, the King of Pop (Chapter #02)


Por Bruno


Após cerca de uma semana afastado de suas atividades de postagem (em memória do astro do pop, mesmo que tardiamente, tendo em vista que os posts pararam no dia 30, mas sua morte foi no dia 25 de junho), CDQS volta a tona para o 50º post do blog, sendo este um post comemorativo em homenagem ao ídolo maior do pop mundial. Estamos falando de Michael Joseph Jackson, o fenômeno da indústria fonográfica que conseguiu dentre muitos recordes, o absoluto na venda de um mesmo álbum, Thriller, cuja vendagem ultrapassou as 100 milhões de cópias, até hoje, feito imbatível.

Este post só poderia ser escrito após o funeral realmente, não só em respeito a memória do cantor, mas também pelo ceticismo, a incredulidade que me dei o direito de ter, pois como seria possível uma estrela tão luminosa apagar-se num simples piscar de olhos? Fazendo um comparativo, lembro-me no ano anterior ao presente, quando foram feitas homenagens de 50 anos à Michael e de 25 anos à Amy Winehouse (famigerada cantora, não por seu timbre, mas por sua vida pregressa), onde num certo comparativo, poderia apostar que a cantora nos deixaria primeiro pelo estilo de vida que seguia, ou ainda segue. Porém, após assistir ao show fúnebre (o que não poderia ser diferente em se tratando de M. Jay), tive de me ‘contentar’ com o fato de que ali se pontuava o fim de uma carreira de mais de 40 anos (sendo que ele começou a cantar aos cinco, mas só profissionalmente aos 11 anos de idade, junto ao Jackson Five). Foi uma belíssima apresentação no Staples Center, em Los Angeles, com grandes astros como Lionel Ritchie, Usher, Mariah Carey, Stevie Wonder, Queen Latifah e muitas outras celebridades, como Michael Jordan, Kolbe Bryant e Magic Johnson, do mundo do Basquete, representando o Esporte em geral. Além de magníficos discursos e majestosas interpretações de músicas, fossem ou não do cantor, as comoventes duas canções que encerraram a noite, seu irmão Jermaine interpretando a canção Smile de Chaplin e, principalmente, o desabafo da filha Paris, de apenas 11 anos, fizeram lacrimar até mesmo este velho coração empedernido que vos fala.

Funeral a parte, durante a vida, o cantor mostrou-se um grande filantropo também, sendo registrado no Guinnes Book como o maior doador de recursos financeiros em prol dos necessitados, o que mostra a índole do ídolo. Mas apesar de uma imagem irrefutável, foram feitas alegações de abusos sexuais contra menores, o que arranhou a imagem intacta do astro, já em 1993. Jordan Chandler, na época com 13 anos, tentou enriquecer as custas do cantor, que o considerava um parceiro em sua terra de fantasias em Neverland. Tempos depois, com Michael já inocentado, o garoto viria a declarar que fora pressionado pelos pais para denunciar Michael Jackson, alegando agora nunca ter sofrido nenhum tipo de abuso de qualquer natureza. Jacko demoraria a se reerguer moralmente das acusações, sendo que apenas neste ano faria uma turnê de grandes proporções, sendo que haveria cerca de cinqüenta shows na Inglaterra.

Mas, não seria esta a única polêmica em torno do Rei do Pop. Sua mudança de tom de pele, que ele alegaria ser devido ao vitiligo, suas constantes plásticas que quase o tornaram um extraterreste, suas extravagâncias financeiras (dizem que ele certa vez tentou arrematar ossos e roupas de John Merrick, o Homem-Elefante – que inclusive tornou-se um filme estrelado por Anthony Hopkins no ano de 1980), além do conturbado casamento com a filha do Rei do Rock, outra grande personalidade da Música, Lisa Presley (dona de uma das mais perfeitas retaguardas americanas que já viram estes olhos que a terra ainda há de comer), cujo matrimônio duraria apenas dois anos. Michael ainda seria novamente acusado por pedofilia, desta vez por Gavin Arvizo. Seria novamente inocentado, após analises de um psicólogo que o alegou fora das características de um pedófilo. Após este ocorrido, Michael deixaria Neverland para sempre, restringindo-se apenas a dizer que o local trouxera-lhe más experiências, além de nunca mais ter crianças em sua presença (tenhamos o bom senso de excetuar seus filhos). O cantor iria morar agora na Ásia, mais precisamente em Bahrain.

Independente de grandes polêmicas que ainda perseguem o cantor, talvez até maiores da época em que estava em vida, a trajetória de Jacko nos mostrou o quão brilhante era, é e sempre será a história do ícone da Cultura Pop. Com músicas que dominaram a topo das paradas de sucesso, desde a época dos Jackson Five, como I Want You Back, ABC, I’ll Be There e The Love You Save, até tempos mais recentes, principalmente na carreira solo, com incríveis sons e parcerias em músicas como Thriller, We Are The World (esta aliás uma campanha filantrópica do astro, onde reuniu diversas celebridades para arrecadar donativos para a África), Bad, Billie Jean, Beat It (sucesso, cuja a banda Fallout Boys faria o favor de denegrir, anos depois, cantando o single), Moonwalker (que na verdade era um filme, que gerou até um jogo de videogame, além de ser um dos passo de danças mais ousados e imitados já criados, sendo que o cantor declarava espelhar-se no também já falecido James Brown), Black or White (riff do guitarrista do Velvet Revolver e ex-Guns’N’Roses, Slash), They Don’t Care About Us (gravado no Brasil, em parceria com o Olodum), além de outros grandes sucessos, como a performance de músicas dos Beatles, do seu amigo Paul McCartney, de Elvis Presley e outros. Não há dúvidas de que Michael Joseph Jackson deixará muitos fãs, de duas gerações, órfãos e saudosos do que existiu de melhor no Mundo Pop. Michael ainda deixou um álbum incompleto na parceria com Will.i.am, do Black Eyed Peas.

Parabéns e obrigado Jacko por tudo o que você representa para o mundo da Música Internacional. Que Deus o tenha em bom lugar.

Para finalizar, como não poderia deixar de ser, algumas anedotas:

  • Logo que chegou ao céu, Michael logo indagou à São Pedro: “É verdade que aí no Céu existe um tal de Menino Jesus?”;
  • Certa vez revendo um clip dos Jackson Five com amigos, Michael teria dito: “Olha, eu realmente era um tesão, ein?”;
  • A trajetória de Michael nada mais é que uma aquarela de cores: ele era preto, quis ser branco, mas acabara virando cinza;
  • O que anda de costas, muda de cor e come criancinha? Michael Jackson;
  • Por que diziam que Michael Jackson era comunista? Porque ele come criancinha;
  • Qual a citação da Bíblia, que dizem as más línguas, fora tatuada em um local privado de Michael? Vinde a mim as vossas criancinhas (caso esteja errado, não sou dos católicos mais fervorosos e praticantes, apesar de que nem católico sou);
  • Durante uma conversa, um amigo vira para o outro e pergunta: “Qual o signo do Michael Jackson?”. O outro, grande fã de Michael, responde: “Essa é fácil demais.Virgem.”O amigo sacana retruca: “Eu perguntei o signo, não suas preferências sexuais.”