Na conjuntura de mundo na atual sociedade brasileira, e por vezes mundial, pode-se perceber a notoriedade e relevância de um oleiro profissional. No Brasil, profissão que figura no interesse de toda uma sociedade como aspiração onírica, talvez ao lado do tráfico (que também gera muitos recursos, mas uma vida mais curta, em detrimento das regalias oferecidas). Mas o que é de se impressionar é o trato para com estas celebridades dos gramados. Foi lendo a um excelente site de futebol, e de outras ‘pendências’, pude perceber o tratamento delicado que é dado aos atletas, principalmente àqueles que retornam de aventuras européias. O Grande Imperador e caloteiro, Adriano, por exemplo, voltou de Milão, está prestes a reestrear por seu time de coração, Flamengo. Contudo, porém, todavia o garanhão sente-se como um juvenil novamente, ansioso.
Lembrando dos Anos Dourados do Futebol, onde brilharam as maiores estrelas lendárias que contribuíram para o Futebol ser o que é, sinto-me envergonhado por esta vexatória e escabrosa demonstração de delicadeza e zelo que se nota no futebol moderno. Em pensar que na época de gênios como o Rei, uma pequena contusão o afastaria da Copa de 62. Ou até mesmo a inexistência de regalias da atualidade como o 'carrinho de resgate', a ambulância de plantão, novos métodos de profilaxia e muitas outras tecnologias disponíveis na atualidade. Parece que os jogadores são bonecas de porcelana, que não podem ser expostas a condições extremas, e o Futebol, uma passarela para desfilar a beleza destas (vide, por exemplo, a vaidade de jogadores nem tão belos assim, como o ‘jogador que nunca estreou no Parque São Jorge’, Vagner Love, ou seu ‘pupilo’ Carlos Alberto, hoje no sofrido Vasco).
Para finalizar esta bizarra notícia, creio que não é espanto para o torcedor brasileiro ver o Futebol como está, sabendo que o time do São Paulo Futebol Clube reina absoluto como tricampeão brasileiro, além de time mais bem sucedido das terras tupiniquins. Campeonatos de cunho mundial são realizados para homossexuais, com vitória, é claro, dos nossos hermanos. A reintegração de jogadores como Richarlyson aos campeonatos profissionais, além do grande destaque na mídia, onde aparece quase que como garoto-propaganda do CQC, por exemplo. Antigos heróis nacionais, simplesmente fenomenais, flagrados com transexuais em motéis. Realmente o Futebol nos tempos modernos está mais cor-de-rosa...
Ps. legenda da foto: "O São Paulo teria afetado a masculinidade do garoto?"
Agora é hora de falar dos bons tempos da música. Nós que gostamos de rock sempre dizemos que seria melhor ter nascido anos atrás, onde as grandes bandas faziam sucesso e eram adoradas pelos jovens que viam neles o reflexo de tudo aquilo que queriam ser, viam um desafio à autoridade dos pais e/ou do governo.
Pois bem, esses tempos se foram. Com o crescente número de músicas vazias e sem inteligência, que falam de relações amorosas falidas ou apelam para a sexualidade pervertida, não se vê nessa geração o mesmo ímpeto e identidade das outras. Mas como eu já disse anteriormente, esse post é para falar das fases boas.
E foram muitas. Desde o nascimento do rock, originado do blues americano, com Chuck Berry, Elvis Presley e etc, ele foi sempre um movimento mais “marginalizado”, se assim posso dizer. Contrariava uma geração de jovens comportados e bem vestidos que o governo adorava. Incitava eles a questionarem a razão dos pais e dos políticos, criticar a guerra e o ódio.
Quando surgiram, na Inglaterra, as três bandas que deram mais popularidade ao rock’n’roll, Beatles, Roling Stones e The Who, os jovens entraram de cabeça nesse movimento. Havia um novo ídolo, um garoto chamado John Lennon, e também um cara tímido e com aparência até meio afeminada que fez muito sucesso e inspirou pensamentos de libertação no público, que era Mick Jagger. Isso sem falar no mestre da guitarra Jimi Hendrix e da rainha do rock (não é o Freddie Mercury), Janis Joplin. Aí começava a era de ouro.
Nesse contexto também começavam a aparecer as bandas que prezavam pela música mais calma e trabalhada, o rock progressivo, com o Genesis, Yes e, principalmente, o Pink Floyd, com seus dois megassucessos mundias: The Dark Side of the Moon e The Wall.
Mais pra frente, alguns músicos começaram a usar guitarras distorcidas e pesadas em suas composições, dando origem ao hard rock, que foi o pai do heavy metal. Tais bandas eram Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Surgiam para o mundo Robert Plant com sua voz inesquecível e Ozzy Osbourne, um dos maiores (senão o maior) símbolo desse movimento.
Mesmo com a perda irreparável da separação dos Beatles e depois, da morte de John Lennon e Keith Moon, por mais que seus fãs ficassem inconsoláveis, o rock ia se transformando e evoluindo, atingindo novos públicos com novas bandas. Nos anos 70 foi a vez do punk rock e toda a sua barulheira, gritaria e letras de protesto. Sex Pistols e Ramones se tornaravam a nova mania na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Inspirados pelo som pesado do trio criador do hard rock citado anteriormente, surge o Judas Priest e o Iron Maiden, consolidando este estilo como uma nova forma de fazer rock, chamado heavy metal. Eles usavam cabelos compridos e roupas escuras, além de possíveis correntes, munhequeiras e etc, e deram origem ao estereotipo dos roqueiros (um bom assunto para um possível post). Mais tarde surgia o Metallica, com riffs ainda mais rápidos e secos, cativando o público americano e criando o que viria a ser chamado de thrash metal, junto com bandas como Anthrax, Megadeth, Slayer, Pantera, e etc.
Os anos 80 foram dominados pelas músicas do Guns’n’Roses, Kiss, R.E.M., U2, Queen, AC/DC e outros sucessos mundiais, apensar de alguns deles terem sido criados na década anterior. Com isso, cada vez mais o rock se tornava um movimento das massas, com seus shows em estádios lotados de gente querendo ver e ouvir ídolos como Freddie Mercury, Axl Rose e Bono Vox.
A década de 90 trouxe um novo momento, talvez não aquele que os mais os fãs mais saudosistas queriam, com um rock’n’roll voltado às antigas. O que começou a estourar foi o movimento alternativo, encabeçado por bandas como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Oasis, e etc. Foi quando Kurt Cobain apareceu para o mundo, se tornando o último ídolo do rock.
O ano de 1991 foi um dos mais emblemáticos, com grandes álbuns como Nevermind, Ten e Out of Time (além de ser o ano do nascimento do grande ser que vos escreve). Também foi nesse ano que a Legião Urbana lançou o “V”, um dos seus maiores sucessos.
Por falar na banda de Renato Russo, mesmo que muitos virem a cara, o rock brasileiro sempre foi bem representado, talvez não tão bem quanto os outros países, mas não se pode negar a qualidade de bandas como a já citada acima, além de Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Cazuza, Raul Seixas, RPM e até mesmo Mamonas Assassinas, só para citar as mais famosas.
Pena que com a aproximação do novo milênio as novidades foram ficando mais escassas, sendo que talvez a última banda boa a surgir antes dos anos 2000 tenha sido o muito amado e também muito odiado System of a Down.
Todo esse texto sobre a história do rock foi para mostrar como o que passou é bom e como nós somos carentes de grandes artistas como aqueles que eu citei. É o grande motivo pelo qual enterram o rock, mesmo sem saber se ele faleceu mesmo. No próximo post irei falar um pouco do cenário atual e compará-lo com toda a maravilha que eu tentei descrever nestes breves parágrafos.
Não foi só festa para o Barça, a final da Champions League contra o ‘imbatível’ Manchester, do ‘infalível’ Cristiano Ronaldo. Protestos espalhados dentre os milhares de cartazes dispostos ao redor do Estádio Olímpico de Roma, onde Totti costuma desfilar sua beleza estonteante, mostram que mesmo em festa, os catalães não conseguem esconder seu descontentamento com o não reconhecimento de sua independência político-administrativa, bem como a Andalúzia, Galiza e o País Basco, a Catalunha é mais uma questão territorial não resolvida na Espanha (o que trás, de certa forma, medo, devido a grupos como o ETA). Mas voltando ao campo futebolístico, que só tem como obstáculos, a marcação cerrada dos defensores e os buracos em alguns gramados (principalmente no Brasil, o dó Timão...), tivemos um jogo a altura de uma grande final européia. O grande destaque foi Lionel Messi, o cracaço argentino (calma Maradona, não é o que você está pensando), que com grandes jogadas e um belíssimo gol de cabeça, enfeitou com glacê e fios de ouro, o bolo de pão-de-ló que foi o jogo - péssimas metáforas para quem entende de Culinária. O argentino confirmou em grande estilo, o favoritismo para a disputa do prêmio de melhor do mundo pela Fifa e a Bola de Ouro, que já não era sem tempo. Além de Messi, o plantel do Barça dominou completamente o jogo, criando alguns monólogos em determinadas partes do jogo, mostrando superioridade de um campeão nato. De certa forma foi surpreendente, tendo em vista a dramática classificação com dois empates sofríveis contra os Blues de Londres. Novamente o Barcelona desbanca três semifinalistas ingleses e coroa-se campeão do maior torneio do Mundo. Não poderia fechar este post sem citar o lado negativo do jogo, o nosso pipoqueiro favorito, Cristiano Ronaldo. O gajo mais uma vez mostrou falta de competência, maturidade e auto-controle, ao não realizar um grande jogo e, não obstante, perder o bom senso em duas jogadas contra Carles Puyol (pasmem, um defensor fazendo pouco do Golden Boy português), um carrinho e uma cotovelada, que lhe renderam uma dolorosa tarjeta amarilla, que simbolizou a derrota que o luso teve de amargar. Talvez este jogo tenha confirmado de vez a saída de Ronaldo do Manchester. O mais provável mesmo é que ele desembarque como novo galáctico em Madrid, mas com o passaporte carimbado por Messi.
Ps. - legenda da foto: "Solo falta ganar a los brasileños, eh? Y no lo digo solo en sub20..."
E a Liga dos Campeões da Europa de 2008/2009 finalmente chegou ao seu final e finalmente o melhor time do mundo, Barcelona, foi devidamente coroado. Com os títulos da Copa do Rei e do Campeonato Espanhol já garantidos, o time catalão pôde ir com força total para a peleja, contando com Iniesta e Henry, dois jogadores importantíssimos (apesar de o nosso querido francês não ter jogado bem) que eram dúvida. Ao Manchester United, um dos times mais odiados do mundo atualmente, resta se lamentar e aguentar os inúmeros gritos de “Chupa Manchester!” que vários torcedores do futebol com humildade estão proferindo ao redor do mundo.
Esta frase também poderia ser direcionada ao nosso amado Puto Maravilha, suposto melhor jogador do planeta (pelo menos no papel, pois ainda detém este título) que novamente pipocou em uma decisão. Quantas vezes se ouviu falar o nome dele no jogo? Quase nenhuma. E ainda ia levando um belo drible do sempre habilidoso Puyol, improvisado na lateral direita.
Já o seu rival, Messi, pode não ter jogado seu melhor futebol, mas foi decisivo, marcando de cabeça o gol que decidiu a final. Eto’o, que a cada dia se esforça mais para provar que é melhor que o Obina, fez o belo tento que abriu o placar no belo Estádio Olímpico de Roma.
O jogo em si começou com o domínio dos Diabos Vermelhos, que quase saíram na frente numa cobrança do Cris em que Valdez ia levando um frango. O Barça errava passes e parecia nervoso, menos focado no jogo. Mas isso foi até o gol do camaronês. A partir daí, o todo poderoso Manchester apenas assistiu seu adversário tocar bem a bola, fazer boas jogadas e perder chances, até a cabeçada já citada do novo Maradona. Aliás, essa jogada começou com ele, o inigualável Puyol (só poderia ser).
Foi um título merecido por tudo que esse conjunto incrível passou, depois de uma renovação difícil, porém muito bem feita, que contou com o ótimo trabalho de Guardiola, comandando o time rumo ao topo novamente, depois da draga que estava quando Ronaldinho, Deco e cia. deixaram o clube.
Com um ataque excepcional, uma defesa sólida e um meio-campo inteligente, o Barcelona soube compensar os desfalques e fez uma bela partida. Palmas para o time catalão e, ao time inglês, só resta gritar com gosto: “Chupa Manchester!”.
Ps.: Finalmente teremos a chance de ver o grande confronto do século, o excepcional duelo entre Obina e Eto’o numa final de mundial. Eu acredito!
Lendo apreensivo o último post de meu querido companheiro de blog, pude perceber que não havia postado nada referente à música, a mais bela das artes, a que nos traz a essência de nossas almas, tornando-nos mais sensivelmente transcendentais. Isto porque a música desperta em nós lembranças e sensações de nosso íntimo. Talvez o que torne a música tão fascinante, seja o fato de que não podemos vê-la, nem mesmo toca-la, mas apenas saboreá-la com os ouvidos (desculpem-me a sinestesia). Entendam. Este post não está sendo redigido como membro de uma disputa de egos entre mim e meu companheiro (apesar de que haja uma batalha injusta, para ele, intrínseca post a post, o que só torna a qualidade do blog melhor), mas sim uma forma de demonstrar entrosamento em nossos pensamentos, não só futebolísticos, mas também sonoro. Partindo agora para as vias de fato, o que este post propõe é a exposição de uma verdade absoluta do velho Rock’n’Roll. Talvez seja uma mera coincidência, apesar de achar que não, mas é fato que dentre as melhores bandas de todos os tempos, estão as bandas com integrantes homossexuais. Pasmem, porém não neguem a qualidade de uma banda chamada Queen, outra chamada Judas Priest, ou mesmo mais perto de vocês, ávidos leitores, Legião Urbana e Barão Vermelho. Notaram alguma semelhança? Não sejam espíritos de porco de dizer que seus vocalistas já não vivem mais entre nós. Nem muito menos que o HIV visitou a saúde dos três rapazes. O que quero chamar a atenção é para as preferências sexuais dos três cantores. Mas gostaria de saber o por quê dê num planeta com apenas 5% da população mundial de homossexuais (eu acho até muito), haverem tantos vocalistas de grande qualidade, gays? Talvez pela sua proximidade do microfone, diriam alguns espertinhos de plantão. Talvez por sua entrega e dedicação extremas a suas sentimentabilidades, o que os tornem tão singulares e preciosos e precisos e inesquecíveis e únicos (desculpem-me agora, o polissíndeto). O impressionante é que este fenômeno não se restringe apenas aos homens (vide biografias como as de Cássia Eller, talvez Rita Lee) e nem muito menos ao Rock (Elton John, George Michael, Di, Mi e Ci do NxZero, Lacraia). A verdade é que homossexuais talvez foram feitos para a música, ou até mesmo os que fazem tipo, como Axl Rose – este que está longe do homossexualismo. Este é mais um, dos muitos mistérios relacionado ao mundo da Música, uma vez deusa que inunda nossos tímpanos ao longo das eras (para o bem e, infelizmente, para o mal).
Este é o primeiro post de mais uma “série”, desta vez falando sobre as melhores ou mais relevantes músicas já feitas, na opinião deste humilde blogueiro. Para estrear, uma muito especial pra mim que me abriu as portas para a música e transformou todo o meu ódio por rock em amor(que gracinha!).
Lançado em 1989, o disco “As quatro estações” foi o mais vendido da aclamada banda brasileira Legião Urbana. Seu enorme sucesso se deve à quantidade de músicas que pipocaram nas rádios da época e cativaram milhões de pessoas. Como grande destaque, temos a incrível “Pais e Filhos”.
Canção mais conhecida da banda, logo se tornou um hino para toda uma geração. Com uma letra genial do genial Renato Russo, além do refrão arrepiante, ela conseguiu falar direto à alma de toda uma nação.
Se formos avaliar mais friamente, veremos que ela não difere muito das outras músicas da banda: extremamente simples em sua estrutura, poucas notas, levada básica na bateria, mas com o diferencial do vocalista.
Quem nunca se arrepiou ao ouvir a famosa frase “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”? Quem nunca parou pra pensar como essa mensagem escrita há 20 anos atrás continua atual? É impossível não refletir sobre o que está acontecendo no mundo quando se escuta esse refrão.
Confesso que não consigo encontrar um sentido mais oculto no resto da letra(coisa que praticamente todas as de Renato têm), até porque sou péssimo nisso. Mas mesmo assim se vê como ele estava um nível acima dos compositores normais. Conseguia dizer nas músicas o que todos queriam dizer para os políticos, para a sociedade, para eles mesmos. Não é a toa que a Legião Urbana continua fazendo novos e fiéis fãs em todo o Brasil.
Há uns quatro anos, quando parei para ouvir o refrão regravado, na ótima “Palavras Repetidas” do Gabriel o Pensador, nasceu um interesse em conhecer o resto das músicas da banda. Isso abriu meus ouvidos para o rock’n’roll e fez com que eu pudesse estar digitando este texto neste momento.
Faltam palavras para descrever melhor a sensação de se ouvir uma canção tão boa, tão empolgante e ao mesmo tempo bela, tão única e diferenciada. É por essas e outras que vai ser difícil surgir alguém que alcance a habilidade do Renato para escrever letras. E vai ser difícil criarem uma música como esta.
Já faz algum tempo que a palavra que designava um nome, cujas lembranças de escuta-la, já nos traziam à mente um ícone, agora, esta palavra possui um tom humorístico acima de tudo. Ronaldo! Ronaldo! Ronaldo! Quantas vezes escutamos isso hoje em dia? Seja indo para o trabalho em transporte público, na sala de aula, ou mesmo em casa, o fato é que gritamos este nome hoje em dia, mais do que em época de Copa do Mundo. Tudo isso se deve a Zinhá, um dos milhares de torcedores corintianos, mas com um diferencial: ele falou “Ronaldo, i brilha muito no Curintís”.
O famigerado torcedor, que inclusive deu uma entrevista em um vídeo amador, onde explica, ou ao menos tenta, a façanha que o tornou vinheta no programa humorístico Pânico na TV!, onde aparece diversas e diversas vezes num mesmo domingo. Esta nova celebridade anônima transformou-se inclusive em estampa de camiseta. Mas voltando a entrevista concedida, ele diz, ou grunhe, que foi no dia de uma partida entre Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto, onde este estava com um grupo de amigos e os holofotes o perseguiram e lhe perguntaram sua opinião acerca do novo jogador de seu time. Foi quando num momento de inspiração ele desferiu a palavra que o alçaria para o topo das paradas de sucesso da inutilidade pública. Logo em sequência, com muita dificuldade para pensar, ele conclui com muito pesar que, traduzindo para o português, o jogador brilharia muito no time do Parque São Jorge.
É por textos como este, não por sua escrita, mas por seu conteúdo, que me mostram o quão banal é ser brasileiro. E mais, o quão banal é ser corintiano.
Algumas frases típicas dos rockeiros de hoje em dia:
- Ninguém mais ouve música de verdade;
- A mídia só valoriza lixo;
- Eu queria ter nascido há 30 anos atrás;
- O rock está morto.
Não posso deixar de concordar com as três primeiras, tendo em vista toda a desvalorização do bom senso musical que domina a população, principalmente no Brasil. Não há como negar que os tempos são outros, os gostos mudaram, a inteligência e o discernimento parecem ter sido extintos. Mas será que podemos dizer que o Rock está morto? Eu falo do verdadeiro, não dessas bandas filhas da mídia que aparecem hoje em dia e são rotuladas com o símbolo sagrado do rock’n’ roll, mas que na verdade só foram feitas para lucrar com músicas de estruturas manjadas, sem sentimento ou expressão.
Talvez a última palavra do parágrafo acima defina bem o que falta hoje em dia. Não se ouve mais uma banda com expressão, com vontade, que queira passar alguma mensagem, que se mostre preocupada com o mundo em que vivemos. Será que vamos passar a vida toda à espera de um novo “messias do rock” como John Lennon? Será que nunca mais veremos letras como as de Renato Russo, cheias de protesto, inteligência e emoção?
Novamente faço uso da última palavra do parágrafo anterior para desenvolver este: emoção. Atualmente o que surgiu de novo no rock brasileiro? Muitas pessoas que ignoram a história do gênero podem lhe responder que são os “fenômenos” como NxZero e Fresno, pertencentes ao tão “amado” estilo emo. Claro que não vou considerá-las como bandas de rock, pois isso seria como cuspir na cara de mestres como os Stones, os Beatles, o Led Zeppelin, Deep Purple, e muitos outros que fizeram história mundo afora. Apesar do nome, tudo o que lhes falta é emoção. Músicas de três acordes com vocais irritantes e mal feitos, com letras banais e rimas manjadas qualquer um faz. Agora peça para algum deles compor uma música que seja metade de uma Losing My Religion, uma Alive, ou pra apelar, uma Stairway to Heaven. Falta emoção de verdade. Não essa emoção que eles conseguiram banalizar. Eu digo o sentimento, a vontade, o tesão em fazer música e mostrar o que pensa para as pessoas, mostrar que há muito o que mudar.
E o pior de tudo é que faz sucesso. Mas num país onde o funk virou mania, o que mais é preciso ser dito? Claro que não vou perder meu tempo abordando esse outro fenômeno triste até porque esse texto é para falar de música e, todos sabemos, chamar o funk carioca de música seria uma afirmação tão cheia de verdade quanto dizer que o título brasileiro de 2005 do Corinthians não foi (escandalosamente) roubado.
Bom, depois de lavar a roupa suja e dar uma breve explicação dos motivos de muitos darem o rock como morto, nos próximos posts tentarei acender alguma luz de esperança para nossos ouvidos, abordando outros aspectos do assunto.
Como já ocorria nas Democracias das velhas Repúblicas romana e ateniense, o povo – com atualizações, tendo em vista as políticas dos eupátridas, que só privilegiavam os nascidos ‘em berço de ouro’ – foi às ruas, ou mesmo de casa, pôde ver que o atacante do Internacional, Nilmar, é hoje uma unanimidade. Não bastasse a qualidade do garoto, seu incrível gol no ex-time Corinthians, sua velocidade e técnica apurada, o jovem joga com a camisa, mas não o número, do atual famigerado técnico da seleção, o sexto de sete anões, Dunga. Mais do que viável foi a convocação do craque, tendo em vista seus atuais desempenhos e sua concorrência na canarinho, Ronaldo (e brilha muito no Curintís).
Apesar de semelhanças na trajetória futebolística dos dois, como as cirurgias, a explosão e a coletânea de grandes gols, pesou a condição física (e como pesou hein Ronaldo?). Mesmo com o Fenômeno em alta, fica difícil chamá-lo novamente para vestir a 9 (que foi dele durante longos anos), com suas atuações medianas, que se restringem a algumas jogadas de efeito, alguns bons chutes, mas muito pouco rendimento físico – na última quarta, Ronaldo mostrou baixa mobilidade em campo, onde foi comum vê-lo contando passos no meio de campo. Por outro lado, temos Nilmar Honorato Silva, com seus 24 anos (contra 32 do Fofomeno, ou seja, 8 anos e sabe-se lá quantos kilos à mais) e numa provável ascendente que possa vir a ser seu auge – na média, o jogador atinge seus melhores dias aos 26, o que não é regra todavia -, vem mostrando futebol requintado e encantador, cuja elegância já mostrava tempos atrás no time de Kia.
Junto a Nilmar na convocação, juntam-se duas gratas surpresas, o que mostra que Dunga não está tão bitolado à Europa, Victor, André Santos e Ramires (de Grêmio, Corinthians e Cruzeiro, respectivamente). Mesmo com tantas boas novidades, o treinador continua com peças inexplicavelmente fixas, como os volantes Josué e Gilberto Silva, este último que, provavelmente, fixou vaga ao comandar a defesa brasileira pentacampeã na final com a Alemanha. Com a vinda de André Santos, espera-se que se resolvam os problemas nas laterais, onde por muitos anos reinaram absolutos Cafu e Roberto Carlos, sem deixar descendentes. Talvez não fosse necessária a convocação de Kleber, atualmente no Inter de Nilmar, para dar oportunidade à outra promessa, mas é para garantir uma convocação sem maiores riscos. Talvez a única injustiça tenha sido a não convocação de Alex, ex-Palmeiras, atual meio campo do Fenerbahçe da Turquia (onde cavou sua sepultura, provavelmente), e talvez a não convocação do ex-cruzeirense Guilherme, atual maestro nos campos ucranianos (apesar de que lá, se você der um elástico, eles te dão um carro; se você der um mexicano ou lambreta, eles te dão uma estátua em praça pública; se você fizer um gol de bicicleta, eles te dão a presidência do país) . No papel é uma grande equipe, esperamos que renda nos campos sul-africanos, principalmente agora que a equipe para a Copa começa a tomar definitivamente corpo.
Já não é de hoje que o tele e espectador brasileiro, no que se diz respeito ao glorioso Futebol, é conhecido como um árduo e contínuo ‘palpiteiro’ desenfreado e impaciente ingrato. É verdade que após presidente da República, o cargo mais importante é de técnico da Seleção Nacional, mas é também o alvo favorito de crítica dos sábios experts torcedores que se auto-intitulam, por suas atitudes e argumentos, peritos no esporte originário da Inglaterra. Mas o que mais chama a atenção é a rapidez destes ao transformar heróis em vilões, bem como a criar mitos ao redor de um péssimo jogador.
O brasileiro, uma vez fanático pelo futebol como o é, busca sempre a auto-satisfação, mas nunca mais problemas ao seu redor, tendo em vista que o esporte é o momento que ele tem para extravasar todo um acúmulo de insatisfações, trazidas consigo durante todo um período compreendido de segunda a quarta e sexta a domingo - com pequenas variações para times que sofrem, por exemplo, com a Série B do campeonato. Ás vezes, até mesmo quando o jogador faz um golaço ou grande jogada, mas por outro time (como aconteceu com Guilherme, ex-Cruzeiro, com três gols pelo Dínamo de Kiev, sendo dois deles golaços, pelos quais os torcedores ucranianos não devem estar habituados). Pior ainda quando é contra seu ex-time, como ocorreu com Nilmar com um gol que rendeu um post inteiro, inclusive.
Por outro lado, há o torcedor masoquista, que sente aquele prazer no sofrimento, o típico torcedor corintiano, que ao ver seu time em baixa, mais o ama e o inflama, que mesmo não sendo sempre um tratamento recíproco, sabendo-se claro dos constantes maus tratos com as torcidas ao redor do país (por times cada vez mais medíocres e por policiais cada vez mais bem equipados). O que dizer de um torcedor da Ponte Preta, por exemplo. Time que dificilmente aspira alguma coisa em um campeonato que participe, quando possui um ‘Elias da vida’, já o perde para um gigante paulista – o Corinthians é um grande time de São Paulo, mas comparado a Macaca, com todo o respeito possível, torna-se um gigante, apesar de alguns grandes confrontos equilibrados, como a final de 77, de Basílio e do comprado Rui Rei – e quando chega incrivelmente a uma final de campeonato, recebe sonoras goleadas, provando que não deveria estar ali.
Percebam a índole do torcedor brasileiro, a partir de uma análise em torno do grande destaque midiático do país atualmente, Ronaldo. Mesmo sabendo da batalha do grande herói nacional, que teve de se superar duas vezes, após tenebrosas cirurgias em suas patelas, campeão de Copa, com direito a dois gols na final (com sutil ajuda do goleiro alemão), autor de dez gols com a camisa alvinegra, inclusive novamente dois numa final, reestreou no último domingo no Campeonato Brasileiro Série A. Saibam, não foi uma baita volta, longe disso aliás; o craque, que deveria ser preservado para a Copa do Brasil, entrou em campo, mas não rendeu, perdendo inclusive um gol cara-a-cara com o defensor-mor das balisas, ‘do jeito que ele gosta’. Bastou este lance para ressurgirem as dúvidas em torno do jogador, se este realmente voltou a ser o que era, se está gordo e, para torcedores mais inflamados (inclusive eu, que me auto-surpreendi urrando e desferindo ofensas impublicáveis ao Fenômeno), voltou-se à tona discutir a opção sexual do atleta, que se envolveu em escândalo no ano passado com três de seu mesmo gênero.
Não busco com este texto mudar o trato do torcedor para com seus ídolos, mas sim enunciar mais um fator que enriquece e faz parte do folclórico mundo do futebol brasileiro.
Ps. legenda da foto: "O Problema é o Flamengo na cabeça, não a boca no traveco"
Ao datilografar o último post, meu parceiro de Blog cometeu uma das mais cruéis injustiças feitas no Planeta Bola que eu já presenciei. Talvez comparado a não convocação de Neto para a Copa de 90, o que talvez tenha propiciado seu desempenho de “cobrar o escanteio e ao mesmo tempo cabecear pro gol” no Brasileirão do mesmo ano, o que o aspirante a jornalista Luiz Vendramin Andreassa (corrija-me se estiver errado) fez em seu texto, é bom que não se repita quando este estiver redigindo para um jornal ou revista. Ao citar os “Deuses do Futebol” o garoto enunciou nomes como Ademir da Guia – hoje mais um maldito vereador às custas de seu trabalho ‘artístico’, o que quase aconteceu com Dinei -, o goleiro também palmeirense, que ele fez questão de extrapolar com elogios, o famigerado ‘Seu Marcos’, dentre outros nomes que talvez até possa se concordar. Se fora de seu agrado incluir ‘ícones’ do hall palestrino é um direito, mas não em detrimento de outros monstros consagrados como Cruiff (o famoso camisa 14 da Laranja Mecânica), Fontaine (francês autor de 13 gols em uma única Copa, feito até hoje não superado), Haji (craque romeno de meados de 94), Puskas (comandante dos tempos de glória húngaro, depois espanhol), Yashin (este sim um grande goleiro, o Aranha Negra soviético, que sofreu o primeiro gol de Pelé em Copas do Mundo), Abedi Pelé (o maior da África de todos os tempos, apesar de não parecer grande coisa), Jorge Best (o ‘Quinto Beatle’, grande craque irlandês), além de outros grande nomes fincados e incrustados como jóias raras nos anais da história futebolística (que me perdoem outros grandes nomes, inclusive do cenário nacional, como Júnior, Careca e Rivaldo, por exemplo).
Mas além destes monstros espalhados por todos os quatro cantos deste mundo (talvez não no Oriente Médio, Ásia e Oceania, apesar de apreciar Viduka e Kewell, mas é um outro escalão) um nome que brilhou e sempre brilhará no Futebol é sem dúvida o de Roberto Rivellino, ‘o Reizinho do Parque’ ou ‘a Laranja mais doce das Laranjeiras’- bem típico de um time como o Fluminense. Não há dúvidas que este craque, jóia rara, foi, é e será um dos maiores de todos os tempos, talvez o primeiro após as unanimidades Pelé e Maradona, este último inclusive fã do canhoto ‘Patada Atômica’. Campeão em 70 com a Canarinho, isso ainda quando jogava pelo Corinthians, despontou mesmo no Tricolor Carioca, período em que comandou a seleção de 74 e 78. E cá pra nós, só o porte atlético que o atleta esbanjava em seus tempos de ouro e a ostentosa bigodeira, já eram motivos para o galã entrar na História.
Por esta intacta biografia, provo minha tese do quão injusto foi meu colega, peço desculpas aos leitores e deixo um recado ao autor deste equívoco: cuidado da próxima vez em que for escrever um post, pois nós estamos de olho.
Já não é de hoje que o sexo se tornou rentável, uma vez que dizem as más línguas ser a profissão mais antiga do nosso querido e ‘perversinho’ mundo mundano. Mas o que me deixa abismado é o fato como isso se tornou completamente corriqueiro e até mesmo tão necessário. Também já não é de hoje que se existe a pornografia, mas é claro que com o advento da Internet, as portas se abriram de tal maneira que hoje sejam produzidos todos os dias títulos e mais títulos pornográficos neste ramo que cresce e cresce, como também cresce... Mas onde quero chegar em todo esse emaranhado de idéias é que a banalização do sexo é tanta que este se tornou arma para o resgate de celebridades, e/ou pseudocelebridades, para a mídia, onde muito tem contribuído as marcas Brasileirinhas, Sexxy Celebridades, Butman (esse talvez não, mas enfim) além é claro da contribuição de talk shows de grandes audiências, como SuperPop, ou programas de ‘intrigas polêmicas’ (ou simplesmente fofocas, para os menos providos de tato para este tipo de texto capcioso). Dando de certa forma nome aos bois, e às vacas, podemos lembrar dos precursores como Alex + coletivo de ônibus (para evitar o fechamento do blog, um projeto promissor) que foi e voltou e após muitos sussurros e gemidos - não que eu os tenha presenciado, mesmo porque houve cenas com ‘parceiros do mesmo sexo’- finalmente se converteu ao Evangelho; caminho de muitos pecadores... Além deste cidadão, podemos citar um ‘casal’ quem já fazia coisa parecida trabalhando para, o hoje idolatrado em Portugal, João Kleber, ou até mesmo que trabalhavam com Sergio Mallandro e, neste caso, um detalhe interessante, onde a moça em questão audaciou processar seu ex-patrão (bem, preconceitos à parte, fica meio difícil quando se trabalha num ramo desses processar alguém por assédio de caráter sexual). Engrossam a lista ainda ex-namoradas de filhas de cantoras bregas (neste caso, uma família toda que entrou no embalo), sobrinhas por ‘aproximação’ que se diziam virgens – ainda falando da tal família-, ex-participantes de reality shows, ex de jogadores, homens travestidos, políticos (esses não ainda, mas são os que mais gozam com mais pessoas, com certeza). Por fim, poderia emendar um discurso atônito e, no meu caso hipócrita, contra essa verdadeira máfia, mas prefiro me calar e resignar ao fato de que, de uma forma ou de outra, sou mais um, dentre muitos ávidos fãs do sexo uma vez profissão, que como muitos, torce para ficar sozinho em casa e acorda em madrugadas para assistir aquele dvd escondido entre dois títulos infantis e que se encontra naquela falha do assoalho.
Mais famigerados que muitos jogadores famosos são os chamados Deuses do Futebol. Eles seriam os responsáveis por aqueles lances inacreditáveis, um gol perdido, um golaço, uma defesa incrível, o capricho de centímetros que mudam a decisão de um campeonato.
Acho que a citação sobre eles que mais permeia em minha memória é do jogo da semi-final da Copa do Mundo de 2002 entre Brasil e Turquia quando um jogador turco mandou um balaço indefensável para o Santo (mas também não infalível) Marcos que, como ser humano (apesar de superior) não conseguiu alcançar. Mas eis que surge um travessão providencial que impede o gol do time Europeu (ou será que é Asiático? Geografia nunca foi o meu forte). E então vem o grande poeta Galvão Bueno com a frase: “Foram os Deuses do Futebol que colocaram essa trave aí, que mudaram a posição do gol”.
Não querendo questionar a sanidade do nosso tão amado narrador, mas como seria possível algo como este? É por isso que isso não passa de um mito, como todos sabem, mas é algo legal de acreditar, além de serem bodes expiatórios que assumem a culpa pela derrota do seu time.
Então quem seriam esses Deuses? Quem seriam os responsáveis por tantos lances de encher os olhos e capazes de surpreender até o mais vivido boleiro? Segundo a minha crença esses seriam os grandes jogadores que fizeram história no passado, que nos encantaram com sua habilidade e, quando morrem, suas almas iluminadas ganham o direito de brincar com a sorte dos meros mortais. Nessa lista certamente estão nomes como Garrincha, Jair da Rosa Pinto, Telê Santana, entre outros.
E muitos ainda vivos já garantiram sua cadeira cativa nesse grupo seleto, prontinha para o momento em que deixarem este mundo: Pelé, Maradona, Zico, Beckenbauer, Platini, Romário, Ronaldo, Ademir da Guia, Sócrates, Zidane, Henry, Valderrama, Totti, Del Piero, Van Basten, Bergkamp, Marcos, entre muitos outros.
Concluindo, é assim que eu imagino a corte dos Deuses do Futebol se fosse verdade. Um grupo seleto de lendas dos gramados, que causavam as mais diversas emoções nos expectadores com a habilidade dos seus pés (ou mãos) e que nunca serão esquecidos. Estejamos certos de que entre eles não estarão pseudo-craques como Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo, Adriano, Iniesta, Douglas, Tcheco, Hernanes, Obina (por mais que ele seja melhor que o Eto’o), e etc, etc, etc...
Com essa frase do folclórico Milton Neves (seja por sua cabeçorra, seja por seu sotaque e ou comentários), inicio um post dedicado exclusivamente a um lance de uma partida de futebol, ou talvez o lance. Matéria de periódicos, revistas das mais variadas, talvez até de fofocas, destaque do grandiosíssimo Jornal Nacional e digno até da curiosidade da banda Oasis, Nilmar despertou uma sensação de ecstasy no Planeta Bola ao marcar contra um ‘time’ do Corinthians, aquele gol que se repete uma vez a cada qüinqüênio, no melhor estilo Maradona, ou Messi, ou até mesmo do espectador Ronaldo - note que este desistiu de acompanhar a partida após o lance, seja por vergonha, seja pelo seu utópico sonho do retorno a seleção se esvaindo.
O tímido, humilde e franzino Nilmar, desmantelou qualquer tática ao perspassar nada menos que seis jogadores do Timão, um duas vezes, e arrematar de chapa, o gol que pode ser o seu passaporte de volta a seleção. É de se imaginar o que este jogador não faria se não tivesse passagem pelo time do Parque São Jorge, e mais, se não tivesse passado por tenebrosas duas cirurgias em seus joelhos, assim como o careca cabeludo Ronaldo. Seu gol foi digno de arrancar um daqueles aplausos típicos de se ver no Santiago Bernabéu, quando um jogador brilha às custas do Real Madrid, seja ele do Barcelona ou da Juventus – relembrando os dois últimos ovacionados, Ronaldinho Gaúcho e Del Piero.
Esse gol, que foi um baita presente de Dia das Mães (ou não, tendo em vista a numerosa massa corintiana), desperta dois sentimentos distintos no torcedor brasileiro: Amor ao que há de mais belo no Futebol e Ódio, ao atual técnico da Seleção Penta (seja pelos cinco títulos, seja pela vexatória quinta colocação na Copa da Alemanha em 2006).
Ps. imagem: Nilmar relembrando que já defendeu as cores alvinegras com um clássico: “Putz, é mesmo”.
Bonito, carismático, bom porte, habilidoso (até demais, diriam alguns de seus mais consistentes adversários), boa pinta (de novo?), grandes jogos e contratos, dinheiro, mulheres, fama, conquistas e promessa para muito mais, além de um irresistível sotaque português no inglês, este é um breve resumo das qualidades do novo “queridinho” do cenário futebolístico Cristiano Ronaldo (não o único Ronaldo em destaque na atualidade, que se tome nota). Eu mesmo, fã do polivalente time do Arsenal londrino (não me perguntem porque, talvez por ver Henry fazer chover), já me rendi ao futebol do gajo, que desfila futebol de altíssima qualidade pelos gramados britânicos com gols magníficos de falta, com brilhantes jogadas pelo lado esquerdo do campo - seu lado favorito para infernizar e desmontar as mais sólidas defesas européias. Jogando Winning Eleven eu pude provar do doce néctar que é ser o Ronaldo lusitano, marcando um dos gols da vitória por 3x0 sobre o País de Gales, numa simulação de uma possível despedida de Giggs dos gramados, mas isso não vem ao caso. Toda essa rasgação de seda pelo português, porém, contém uma observação que fiz a partir do jogo do último domingo, durante o jogo contra o time homônimo Manchester City, em duelo válido pela 36ª rodada da Barclays. Na vitória por 2x0 sobre o time de Robinho, Ronaldo ficou insatisfeito após ser substituído por Scholes e deu uma verdadeira prova de seu ego inflamado ao protagonizar uma cena de total desrespeito ao seu manager, e cavaleiro de Sua Majestade, Sir Alex Fergusson ao ‘agredir’ a bandeirinha de escanteio e demonstrar total falta de controle e indignação. Deu para perceber que, como já aconteceu com grandes mentes pensantes (que viriam a ser os Ditadores mais perversos da História), que o narcisismo do jovem português chegou ao ápice, onde ele acredita ser um ser supremo, uma divindade acima de tudo e de todos, mas não é bem assim... Fica no ar uma suspeita, de que talvez o craque esteja criando os ares para a sua transferência para Madrid, já que parece improvável que ele troque ‘600 por meia dúvida’- alusão à expressão seis por meia dúzia, para os mais desavisados – e escolha o novo milionário time do Manchester City. Esperamos que este belíssimo jogador (me entendam como quiserem) tenha mais zelo com seu estado de espírito, mantenha seu alto nível no futebol, principalmente em grandes decisões – o que ele mostrou ser seu ponto fraco até então – e procure manter seus pés na grama – nova alusão, deixa pra lá – para que fique registrado como grande vencedor dentro e fora dos gramados (o que se tem mostrado difícil na História do Futebol).
Dez anos depois. Oitavas de final da Libertadores. Jogo sofrido, emocionante, brigado. E mais uma vez um ser iluminado está debaixo das balizas. Um herói de toda uma nação verde, lenda viva da história do futebol. Uma década depois das históricas decisões por pênaltis contra os nossos amigos gambás, a estrela volta a brilhar.
Não há nem como descrever direito. Uma partida de ataque contra defesa, um Palmeiras retrancado, um Sport sedento pelo gol como um lobo babando pelo cordeiro. Marcos já salva o time no primeiro tempo com dois milagres. No chute do Ciro no final então, nem se fala. Aquela bola que bateu no chão e subiu demais, um dos maiores sustos que eu já levei.
Mas time de verdade não conta só com a sorte ou com um jogador. Conta também com Souza, Pierre, Armero, Mauricio Ramos, que fizeram uma ótima partida. Mesmo assim não há como não dar destaque ao nosso Santo, São Marcos.
O medo do nosso goleiro já se via no modo com que os jogadores do Sport queriam fazer o gol da virada. Os do Palmeiras deviam estar pensando: “tanto faz se for pros pênaltis, nós temos um diferencial”.
Vários agradecimentos têm de ser feitos: ao Luxemburgo que, por incrível que pareça, acertou na escolha dos batedores (que patada foi aquela do Armero??), à trave e ao chão que nos salvaram nos minutos finais, ao Wendel pelo sacrifício de jogar mesmo estando em péssimas condições e, é claro, ao sempre alviverde Paulo Baier que fez um golaço para o Palmeiras! Obrigado Baier, você mora nos nossos corações!
Foram dois ótimos jogos. Ambos com claro domínio do time que jogava em casa, mas com muitas chances desperdiçadas pelos mesmos. Emoção até o fim. Raça, suor, amor à camisa. Isso sim é jogo de Libertadores. Certos times não conhecem essa emoção e ficam soltando fogos por títulos de Campeonato Paulista já que nunca verão essa taça em sua sala de troféus. Cada um tem o que merece.
Atualmente, a adolescência está cada vez mais presa às tendências, tanto no mundo da moda quanto no ramo música, todas elas voltadas especialmente ao consumismo exagerado. É crescente o número de bandas criadas com o único intuito de obter lucro e aceitação do público, principalmente através da simpatia de seus integrantes e das letras melosas com melodias que ‘ficam na cabeça’ – não é preciso fazer citações. Há quem diga até que o tão aclamado Rock’ n’ Roll já morreu. Isso é uma meia-verdade, o filho do Blues ganhou seu atestado de óbito depois que os seus representantes mais clássicos com suas formações originais encerraram suas carreiras, todavia ouvimos nossos pais ou até mesmo você, leitor, cantando músicas de artistas que nem estão mais vivos. Essas mesmas músicas são tocadas na rádio, por violonistas e guitarristas amadores, ou seja, o Rock’ n’ Roll está imortalizado na mente de cada fã, portanto não ouça o que os radicais dizem, pois esse é o único dever deles: achar um erro, um defeito.Houve um tempo em que música era música, que não se ouvia ‘pancadão’ nos transportes coletivos, e que a juventude era sinônimo de mudança e criação. Pois é, isso ocorreu principalmente nas décadas de 60 e 70 com o movimento Hippie que tinha como ideais: o sexo, as drogas e o rock’ n’ roll. É de se invejar aqueles tempos, não pelo fato do prazer carnal, dos alucinógenos ou do rock, mas sim pela liberdade que aquela juventude vivenciava e pela maneira que lutavam contra a guerra. Fizeram história nesse contexto artistas como Jimi Hendrix, The Doors, Rolling Stones, Beatles, The Who e Janis Joplin. E é por ele que começarei: Jimi Hendrix, o homem que deu vida a guitarra; o negro que virou ídolo num período de intenso racismo nos EUA. Na próxima postagem você conhecerá a dramática história dessa lenda do Rock, quais eram suas influências, como era sua técnica e qual foi o legado deixado por ele para as futuras gerações.
Estreia (sem acento agora) desta coluna em que farei análises de alguns CDs. É uma breve avaliação sobre as músicas dele segundo meu gosto pessoal. Para estrear, o incrível Images and Words, do Dream Theater. Espero que gostem.
Vocalista novo, vida nova. O ano de 1992 talvez tenha sido o mais importante para o, na época ainda jovem grupo de Prog Metal, Dream Theater. Depois de um bom, porém acanhado começo com “When Dream and Day Unite”, eles voltam ao estúdio para, junto com o vocalista James LaBrie, gravar aquele que se tornaria um dos mais importantes CDs da banda – ou talvez o mais importante.
Mesmo depois da saída de Charles Dominici, o Dream Theater não parou de compor, criando músicas instrumentais que depois dariam origem ao “Images and Words”. E isso se reflete no instrumental complexo e longo e na técnica inconfundível mostrada ao longo do álbum. A primeira música, Pull Me Under, logo se tornou hit (o único da banda),desbancando até o Metallica nas paradas americanas. Com seu refrão marcante e pegajoso, conquistou o grande público que não conseguia compreender as outras obras da banda. Some a isso um belo solo de guitarra de John Petrucci, levadas e viradas extremamente complexas de Mike Portnoy, peso e melodia na medida certa e teremos a música mais conhecida do Prog Metal. Mas se engana quem pensa que a atenção deve se voltar somente para a primeira faixa. Logo em seguida temos Another Day, uma balada com uma bonita letra e uma bela participação de LaBrie, sendo uma das mais emocionantes da carreira da banda. Então o clima está pronto para a entrada de Take The Time, um dos maiores clássicos do Dream Theater. Mais uma vez com um belo trabalho vocal, um refrão grudento, quebras de ritmo nos pontos certos, técnica e animação, esta se tornou uma das músicas mais amadas pelos fãs. Surrounded é a quarta, especialmente progressiva, começando apenas com o vocal e o teclado, para depois ir se desenrolando e evoluindo em uma das mais belas baladas que o metal pode oferecer. Em seguida vem a incrível Metropolis Pt. 1, The Miracle and the Sleeper, um dos melhores momentos da carreira da banda, que deu origem ao aclamado álbum “Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory”. É criado todo um clima místico e épico, uma emocionante participação vocal que dá lugar ao longo período instrumental, com destaque para os curtos solos de baixo de John Myung e a técnica de Kevin Moore nos teclados. Under a Glass Moon não é tão conhecida pelo público quanto as outras, mas seu solo de guitarra lhe rendeu a posição 98 entre os 100 maiores solos eleitos pelos leitores da revista “Guitar Player”. E mesmo sendo uma boa música, está um pouco abaixo do nível das outras. A penúltima faixa, Wait for Sleep, é uma curta, porém boa, baladinha em vocal/teclado que introduz a obra-prima do álbum. Learning to Live é uma daquelas músicas que chegam mais perto da perfeição. Com um clima ao mesmo tempo alegre e triste, uma letra primorosa sobre o surto de AIDS nos anos 90, composta por John Myung, um instrumental excepcional, com solos de teclado e guitarra permeando por quase todos os minutos, um final épico com a bela frase: “Através da graça inflexível da natureza, eu estou aprendendo a viver” e uma participação excelente de todos os integrantes, esta é uma das obras-primas do mundo progressivo. Para alguns pode ser difícil de se acostumar a ela, mas quando se aprende a ouvi-la e senti-la em toda a sua grandeza, vemos como esses americanos levam jeito pra coisa.
Resumindo, “Images and Words” foi o álbum que deu projeção mundial ao Dream Theater, tornou-se um clássico e talvez o mais importante momento deles. É uma bela pedida para quem gosta de um metal mais leve e trabalhado, técnico e com emoção. Apesar de Mike Portnoy ter dito que não gosta do timbre e do som da bateria neste CD, o som está no ponto certo, deixando os bumbos mais baixos para que se pudesse usar levadas rápidas nos dois bumbos mesmo nas baladas. Com uma boa produção e composições incomparáveis, vindo desde o instrumental até as letras, este é sem dúvida um dos maiores álbuns do metal progressivo.
Os emoticons são pequenas imagens criadas para dar emoções às conversas, daí o nome original em inglês, ou em outras palavras, simples artifícios daqueles inábeis com as palavras que não encontram um meio melhor para se expressar. São de certa forma divertidos, às vezes maldosos, sinceros ou até mesmo criativos. Mas o fato é que de certa forma, a grande maioria deles é amarelo, ou pelo menos a sua gênesis. São encontrados em downloads, na formas de malware ou spans, mas sempre amarelos! Agora a pergunta natural que se sucede seria o por quê disso. A resposta exata não se acha em livros ou enciclopédias, nem mesmo na Trump Tower ou em uma entrevista com o magnata Bill Gates. O que podemos enunciar são teorias, dentre as quais:
Obviamente é uma jogada de marketing a partir do seriado de TV americana Os Simpsons;
São amarelos porque representam o ouro, que é o que não falta nas mãos do dono da Microsoft, portanto uma homenagem ostentacionista;
São amarelos porque esta é uma cor quente, que remete ao encontro de pessoas num relacionamento caloroso que se inicia no Messenger;
Amarelo, pois é a cor da banana, fonte de proteínas (esta só não foi descartada por falta de conteúdo);
Como quem não tem o dom da escrita, geralmente não tem o da fala e assim sucessivamente, geralmente amarela. Portanto seria uma cor subliminar para estas pessoas;
Porque Deus nosso Senhor, assim desejou. (teoria teocentrista);
Amarelo em referência a seleção canarinho que tem como instrumento de uso a bola, figura geométrica utilizada na criação dos emoticons (eu prefiro a teoria da banana);
Amarelo como o Sol que nos dá vida, os emoticons seriam a energia das conversas via Internet.
Brincadeira inocente feita para você ficar pensando feito um idiota em frente à tela do seu computador, ao invés de comprar um presente para sua mãe e não dar aquele já saturado ‘beijo e abraço’ que ela não aguenta mais.
Há ainda hipóteses muito mais absurdas, porém não se sabe ao certo se alguma se confirma ou se são apenas alguma coincidência ou obra do destino (o que não deixa de ser uma das teorias). E você sabe o por quê?
Fiquei sabendo a pouco, por meio de meu intrépido ‘colega de ofício’ que o Barça havia passado pelos Blues de forma epopéica, inclusive lendo o blog, o que vocês internautas deveriam começar a fazer com mais freqüência, ou pelos menos fazer, inclusive. Retomando a linha de pensamento, mas não sem antes registrar um adendo a respeito do blog: não é que nossa página será uma disputa, onde sempre serão dois textos sobre um mesmo assunto, é que culminou de acontecer logo no início este fato, que é mera coincidência. Quanto a Final da ‘Libertadores Européia’, serão dois dos maiores times deste mundo mundano, com grandes estrelas do futebol moderno, mas sem a polivalente equipe da capital londrina, que, aliás, já disputou uma final deste mesmo torneio contra o ex-time do hoje apático milanês Ronaldinho. Seria este jogo um revés, entre ingleses e espanhóis? Será que realmente existe este medo intrínseco aos times ingleses contra o gigante Barcelona? Essa e muitas outras dúvidas serão respondidas dias 27 de maio na calorosa cidade de Roma, aquela mesma que tanto estudamos em livros de História, mas convenhamos, com um território e relevância menor no cenário mundial. Cristiano Ronaldo ou Messi? Van der Saar ou Victor Valdez? Que vença o melhor! (Veja as fichas técnica e o quadro de comparações dos dois times em um site mais competente)
Como eu apostei, a Champions League dessa temporada será decidida pelos dois melhores times do mundo na atualidade: Manchester United e Barcelona.
Os Red Devils não tiveram problemas para passar pelo meu querido Arsenal, que cometeu alguns erros depois de um bom início, erros esses que são mortais contra o atual campeão. Cristiano Ronaldo resolveu fazer a diferença desta vez e agora só falta fazer o mesmo na final. Verdade seja dita, os gunners foram longe demais no campeonato, tendo a sorte de pegar uma Roma cheia de problemas e um Villareal que não ameaçava ninguém. O time precisa de mais jogadores experientes e sentiu a falta de Arshavin, autor de quatro gols naquele jogo histórico contra o Liverpool que acabou em 4x4, com emoção até o fim.
Já o Barcelona teve muito mais trabalho com o Chelsea, em Stamford Bridge. Logo no começo Essien marcou um gol quase inacreditável, apelação total, um chute que ele pode continuar tentando a vida toda que não vai fazer igual. O time catalão, sem Henry e com Messi pouco inspirado, não conseguia se dar bem contra a sólida defesa dos Blues que contava com boa atuação do brasileiro Alex. Quando Abidal foi expulso então, a coisa ficou mais feia.
Só que eis que aos 47min do segundo tempo, o cheater Essien acaba errando na saída de bola e Messi passa para Iniesta que resolve dar uma de Cleiton Xavier (sem a mesma qualidade, é claro) e faz um golaço, em mais um belo chute, sem dar chances para Cech.
Chegou a dar dó da cara dos torcedores do Chelsea. Vai ter azar assim no inferno. Mas esse sentimento passou logo, quando lembrei do que fizeram com o mestre Felipão. Como não vi o jogo na íntegra, não posso julgar a atuação do árbitro, mas pelo que ouvi e pela reação de Ballack no fim do jogo, foi desastrosa.
Discussões à parte, acabou acontecendo o esperado. Agora é jogo do melhor ataque contra a melhor defesa do mundo. Eu torço pelo Barça, mas é impossível apontar um favorito.