quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seção Nostalgia: Voltando aos Velhos Tempos Michael Jackson, the King of Pop (Chapter #02)


Por Bruno


Após cerca de uma semana afastado de suas atividades de postagem (em memória do astro do pop, mesmo que tardiamente, tendo em vista que os posts pararam no dia 30, mas sua morte foi no dia 25 de junho), CDQS volta a tona para o 50º post do blog, sendo este um post comemorativo em homenagem ao ídolo maior do pop mundial. Estamos falando de Michael Joseph Jackson, o fenômeno da indústria fonográfica que conseguiu dentre muitos recordes, o absoluto na venda de um mesmo álbum, Thriller, cuja vendagem ultrapassou as 100 milhões de cópias, até hoje, feito imbatível.

Este post só poderia ser escrito após o funeral realmente, não só em respeito a memória do cantor, mas também pelo ceticismo, a incredulidade que me dei o direito de ter, pois como seria possível uma estrela tão luminosa apagar-se num simples piscar de olhos? Fazendo um comparativo, lembro-me no ano anterior ao presente, quando foram feitas homenagens de 50 anos à Michael e de 25 anos à Amy Winehouse (famigerada cantora, não por seu timbre, mas por sua vida pregressa), onde num certo comparativo, poderia apostar que a cantora nos deixaria primeiro pelo estilo de vida que seguia, ou ainda segue. Porém, após assistir ao show fúnebre (o que não poderia ser diferente em se tratando de M. Jay), tive de me ‘contentar’ com o fato de que ali se pontuava o fim de uma carreira de mais de 40 anos (sendo que ele começou a cantar aos cinco, mas só profissionalmente aos 11 anos de idade, junto ao Jackson Five). Foi uma belíssima apresentação no Staples Center, em Los Angeles, com grandes astros como Lionel Ritchie, Usher, Mariah Carey, Stevie Wonder, Queen Latifah e muitas outras celebridades, como Michael Jordan, Kolbe Bryant e Magic Johnson, do mundo do Basquete, representando o Esporte em geral. Além de magníficos discursos e majestosas interpretações de músicas, fossem ou não do cantor, as comoventes duas canções que encerraram a noite, seu irmão Jermaine interpretando a canção Smile de Chaplin e, principalmente, o desabafo da filha Paris, de apenas 11 anos, fizeram lacrimar até mesmo este velho coração empedernido que vos fala.

Funeral a parte, durante a vida, o cantor mostrou-se um grande filantropo também, sendo registrado no Guinnes Book como o maior doador de recursos financeiros em prol dos necessitados, o que mostra a índole do ídolo. Mas apesar de uma imagem irrefutável, foram feitas alegações de abusos sexuais contra menores, o que arranhou a imagem intacta do astro, já em 1993. Jordan Chandler, na época com 13 anos, tentou enriquecer as custas do cantor, que o considerava um parceiro em sua terra de fantasias em Neverland. Tempos depois, com Michael já inocentado, o garoto viria a declarar que fora pressionado pelos pais para denunciar Michael Jackson, alegando agora nunca ter sofrido nenhum tipo de abuso de qualquer natureza. Jacko demoraria a se reerguer moralmente das acusações, sendo que apenas neste ano faria uma turnê de grandes proporções, sendo que haveria cerca de cinqüenta shows na Inglaterra.

Mas, não seria esta a única polêmica em torno do Rei do Pop. Sua mudança de tom de pele, que ele alegaria ser devido ao vitiligo, suas constantes plásticas que quase o tornaram um extraterreste, suas extravagâncias financeiras (dizem que ele certa vez tentou arrematar ossos e roupas de John Merrick, o Homem-Elefante – que inclusive tornou-se um filme estrelado por Anthony Hopkins no ano de 1980), além do conturbado casamento com a filha do Rei do Rock, outra grande personalidade da Música, Lisa Presley (dona de uma das mais perfeitas retaguardas americanas que já viram estes olhos que a terra ainda há de comer), cujo matrimônio duraria apenas dois anos. Michael ainda seria novamente acusado por pedofilia, desta vez por Gavin Arvizo. Seria novamente inocentado, após analises de um psicólogo que o alegou fora das características de um pedófilo. Após este ocorrido, Michael deixaria Neverland para sempre, restringindo-se apenas a dizer que o local trouxera-lhe más experiências, além de nunca mais ter crianças em sua presença (tenhamos o bom senso de excetuar seus filhos). O cantor iria morar agora na Ásia, mais precisamente em Bahrain.

Independente de grandes polêmicas que ainda perseguem o cantor, talvez até maiores da época em que estava em vida, a trajetória de Jacko nos mostrou o quão brilhante era, é e sempre será a história do ícone da Cultura Pop. Com músicas que dominaram a topo das paradas de sucesso, desde a época dos Jackson Five, como I Want You Back, ABC, I’ll Be There e The Love You Save, até tempos mais recentes, principalmente na carreira solo, com incríveis sons e parcerias em músicas como Thriller, We Are The World (esta aliás uma campanha filantrópica do astro, onde reuniu diversas celebridades para arrecadar donativos para a África), Bad, Billie Jean, Beat It (sucesso, cuja a banda Fallout Boys faria o favor de denegrir, anos depois, cantando o single), Moonwalker (que na verdade era um filme, que gerou até um jogo de videogame, além de ser um dos passo de danças mais ousados e imitados já criados, sendo que o cantor declarava espelhar-se no também já falecido James Brown), Black or White (riff do guitarrista do Velvet Revolver e ex-Guns’N’Roses, Slash), They Don’t Care About Us (gravado no Brasil, em parceria com o Olodum), além de outros grandes sucessos, como a performance de músicas dos Beatles, do seu amigo Paul McCartney, de Elvis Presley e outros. Não há dúvidas de que Michael Joseph Jackson deixará muitos fãs, de duas gerações, órfãos e saudosos do que existiu de melhor no Mundo Pop. Michael ainda deixou um álbum incompleto na parceria com Will.i.am, do Black Eyed Peas.

Parabéns e obrigado Jacko por tudo o que você representa para o mundo da Música Internacional. Que Deus o tenha em bom lugar.

Para finalizar, como não poderia deixar de ser, algumas anedotas:

  • Logo que chegou ao céu, Michael logo indagou à São Pedro: “É verdade que aí no Céu existe um tal de Menino Jesus?”;
  • Certa vez revendo um clip dos Jackson Five com amigos, Michael teria dito: “Olha, eu realmente era um tesão, ein?”;
  • A trajetória de Michael nada mais é que uma aquarela de cores: ele era preto, quis ser branco, mas acabara virando cinza;
  • O que anda de costas, muda de cor e come criancinha? Michael Jackson;
  • Por que diziam que Michael Jackson era comunista? Porque ele come criancinha;
  • Qual a citação da Bíblia, que dizem as más línguas, fora tatuada em um local privado de Michael? Vinde a mim as vossas criancinhas (caso esteja errado, não sou dos católicos mais fervorosos e praticantes, apesar de que nem católico sou);
  • Durante uma conversa, um amigo vira para o outro e pergunta: “Qual o signo do Michael Jackson?”. O outro, grande fã de Michael, responde: “Essa é fácil demais.Virgem.”O amigo sacana retruca: “Eu perguntei o signo, não suas preferências sexuais.”



2 comentários:

  1. Bem foda Brunão
    Michael, idolo mundial... Eu nem curtia pop, mas tem que respeitar o cara. Dança e canta muito
    Agora o tio Jackson esta dando moonwalks nas nuvens

    Vá em paz irmão

    Piadas a parte, eu ri
    XDDDD

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  2. Nossa muito legal a homenagem ao querido Michael!
    parabens bruno!
    beijo baby

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