quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Grandes Músicas do Rock #5- Bycicle Race- Queen


Por Bruno


Com este post, de certa forma comemorativo (em homenagem ao dia do Rock, como sempre, uma postagem atrasada em mais de uma semana), tomo, pela primeira vez, a liberdade de utilizar uma das seções criadas por meu parceiro de blog Luiz, e já o convido para fazer o mesmo com minhas seções, caso queira.

Sem mais delongas, minha primeira música homenageada não é a melhor melodia da história do Rock, tampouco a melhor música da fantástica banda inglesa Queen – aliás, se fosse listar os magníficos riffs desta banda, teria de criar uma seção exclusiva para ela. Porém, o que impressiona nesta música é sua letra miraculosa e completamente antiamericana (o que agrada muito a mim e aos meus compatriotas brasileiros, tendo em vista que o Brasil lidera o ranking dos países que mais odeiam os Eua). Bycicle Race, de título aparentemente inocente, não trata simplesmente de uma corrida ingênua e despreocupada de bicicletas, mas sim de temas políticos e contra a hegemonia americana na Cultura, indo de encontro com as influências yankees.

A letra genial ainda critica o cinema americano, quando cita Peter Pan, Star Wars e Frankenstein, sobrando no final da música até para o cowboy John Wayne (que estrelou filmes cults de Velho Oeste, como Álamo, El Dorado, Rio Bravo e Onde Começa o Inferno). Também se encontram duras críticas ao ex-presidente Richard Nixon, com fatos de seus dois mandatos. Primeiro, durante seu primeiro governo de 1968, a melodia cita a Guerra do Vietnã, depois cita o escândalo de Watergate, já no segundo governo de 1972, caso que acabou por fazer o presidente renunciar. Watergate, que depois viraria filme, foi um caso de espionagem dos Democratas (situação à época) contra o Comitê do Partido Republicano (oposição), onde foi descoberto em escutas, que o presidente estava ciente das ações. Quem foi informante durante as investigações era um tal de Deep Throat (nome homônimo de filme pornô clássico, em português, Garganta Profunda, que tratava da história de uma mulher que possuía o clitóris na garganta) que depois revelou ser W. Mark Felt, ex-agente do FBI, que ajudou a desmascarar as ações dos democratas. Gerald Ford assumiu após a saída de Nixon, isentando-o de responder por Espionagem.

Como não poderia de ser, Freddie (ou Freddy?, alguém por favor me esclareça) ainda canta sobre a questão do sotaque carregado inglês da Grã-Bretanha, em contrapartida do inglês mais sonoro dos americanos.

É com certeza umas das músicas mais bem humoradas da História do Rock’n’Roll. Não há comparações de guitarra ou bateria com outros mitos midiáticos, como Back in Black, Paranoid ou Welcome to The Jungle, mas o clip da música, recheado de modelos inglesas nuas ‘pilotando’ sortudas bicicletas, faz de Bicycle Race o exemplo concreto do lado mais irreverente do Rock de todos os tempos.


A Importante Rotatividade na Seleção


Por Bruno


Um dos pontos fortes de Dunga no comando da Seleção, além de ganhar todos os torneios que disputou (esperamos que ele não imite seu antecessor Parreira que venceu tudo, menos o Mundial, ou seja, o mais importante), é o fato de ele experimentar jogadores novos e, o mais importante, no tempo certo. Foi assim com Nilmar e André Santos, e está sendo agora com o muito bom jogador Diego Tardelli (que nesse ano, possui a incrível marca de 31 gols em 36 jogos, além de liderar a disputa pelo Prêmio Friedenreich, de artilheiro do Brasil). Aliás, é a única surpresa para o amistoso do dia 12 de agosto, contra a Estônia, que o sétimo anão trouxe (me lembrei agora da ótima piada que saiu certa vez, que eu muito me engane, na capa da Rolling Stones: Dunga e os onze Ah não!).
É verdade que para enfrentar esta inexpressiva seleção européia, poder-se-ia convocar até mesmo a mim e a meu colega de blog (não, ele não). Mas por outro lado, há uma certa preocupação já para o jogo com a Seleção da Argentina, cujo confronto será no estádio do Rosário Central, ao invés do estádio do River, na capital Buenos Aires. Talvez seja um alento, mas jogos realizados em território argentino, ainda mais agora (com o advento da nova gripe suína), sempre são motivo para desagrado do torcedor brasileiro. Basta lembrar da Copa de 78, disputada na Argentina de Perón, onde a Seleção, que ainda contava com Riva, foi eliminada após o estranhíssimo jogo onde a Argentina goleou o Peru. O Brasil já havia enfrentado os argentinos naquela competição, com empate sem gols. Bom, deixa pra lá, afinal História é história.
Esperava ver mais surpresas na Seleção Canarinho, como a convocação do goleiro corintiano Felipe, por exemplo, do volante Pierre e do atacante Diego Souza, do Palmeiras, além de algumas promessas que já desfilam no exterior, como o ex-cruzeirense Guilherme. Dunga não pode estar falando sério quando ainda insiste em Josué, ou até mesmo o elogiado Miranda (que em minha modesta opinião, não está no mesmo nível de Lúcio e Juan). Se fosse Dunga, ousaria em levar a Seleção uma dupla já formada no clube em que jogam, como por exemplo, Chicão e William do Corinthians – apesar de que após o Derby...
Esperamos que Tardelli, um jovem de apenas 24 anos que já serviu as seleções de base, vingue no Brasil, podendo ser um substituto direto de Luis Fabiano, já que Nilmar não consegue repetir as boas atuações em seus clubes pela Seleção. O ataque deve ser a posição mais disputada até a Copa, pois há muitos bons jogadores a disposição na posição, como Adriano, Fred, a fênix Ronaldo (será possível?Quem sabe ao lado de Rivaldo e Romário?), Wagner, da Raposa mineira, além de alguns azarões, como Jonas e Herrera do Grêmio (o último, um argentino, nunca convocado pela AFA, que poderia ser acolhido pela CBF).
Boa sorte ao irmão feio de Thierry Henry!

P.S.: No Mundo da Bola: Cristiano Ronaldo marcou pela primeira vez com a camisa do Real Madrid, contra a LDU.
Muricy Ramalho diz estar ansioso pela estréia pelo Verdão (típico de um ex-são paulino).
Ronaldo só volta aos gramados em setembro, provavelmente contra o Santos. O jogador será operado no braço esquerdo nesta quarta-feira, 29.
Tardelli disse ser a maior emoção de sua vida após o nascimento da filha (eu diria algo parecido, mesmo sabendo que há dezenas de coisas mais importantes que o nascimento de um filho com futuro incerto).

domingo, 26 de julho de 2009

Superação


Por Bruno


Este domingo foi recheado de grandes surpresas e destaque no Mundo da Bola. Começando pelo octacampeonato da Seleção Masculina de Vôlei (recheada de jogadores de uma nova geração, com apenas Giba, Rodrigão e Serginho como remanescentes de times passados). O Beogradska Arena, se encantou com a ótima e disputadíssima final do torneio entre os donos da casa, os sérvios, e os brasileiros, que agora se igualam aos italianos no número de títulos da Liga Mundial de Vôlei Masculino.

Houve ainda a disputa do terceiro lugar, onde a Rússia impôs seu jogo sobre Cuba, fechando a partida por três sets a zero. Mas valeu mais o sofrido placar de três sets a dois dos brasileiros, fechando o jogo no tie-break por 15 a 12. O placar fez o filho do técnico linha-dura Bernardinho, o levantador Bruno, ir as lágrimas, por sua primeira conquista como titular absoluto da Seleção. Este também, um dos mais cobrados do time (para evitar os comentários de nepotismo esclarecido), que foi um dos destaques do time, além é claro, do Escadinha (o líbero Serginho, para os mais desfalcados no assunto), além da unanimidade, o craque das quadras, Giba – este que já teve problemas com narcóticos, em tempos passados. O oitavo título da liga consagra de vez a geração de ouro do Brasil, que já contava com a conquista da medalha de prata, nas últimas Olimpíadas de Pequim (ou Beijing, numa atualização lingüística desnecessária).

No mesmo horário, no Brasil, algumas equipes brasileiras entravam em campo, pela décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, com destaques para os jogos entre Santos e Flamengo, além do Derby Paulista entre Corinthians e Palmeiras, disputado no interior do estado, na cidade de Presidente Prudente.

No clássico paulista, os holofotes voltados ora para Ronaldo, ora para Muricy (nova contratação do time do Parque Antártida), quem de fato brilhou foi o pseudojogador, mito baiano, famigerado atacante, desprovido de beleza e excêntrico boleiro, Obina. Aquele mesmo de Vitória e Flamengo, fez as alegrias da torcida alviverde, ao anotar três tentos no jogo, liquidar a partida e pedir a música no Fantástico – na verdade, eu não sei se ainda há este quadro irreverente no programa, já que estou sempre ‘plugado’ no humorístico Pânico na Tv!. Ah sim, o Flamengo venceu o Santos por dois gols a um...

Como prometido, postei após a vitória palmeirense, acompanhei o clássico e, como não poderia deixar de ser, faço agora algumas observações a respeito do jogo:

  • Pouco antes da marca de vinte minutos, Ronaldo sofre falta do bizarro volante ruivo Souza, contundindo sua mão esquerda, deixando a partida, para dar lugar ao também volante Moradei (explicou o técnico Mano que fora para complementar o meio campo);
  • Num dado momento da partida, já na segunda metade, registravam-se trinta faltas, sendo destas vinte e uma do Palmeiras;
  • O Corinthians sofreu com as ausências de Cristian e André Santos (este último que estreiou com gol na Turquia);
  • Atípicas atuações de Chicão (autor de um pênalti bizarro, que não se vê nem nas peladas mais amadoras das várzeas), do lateral Alessandro e do técnico Mano Menezes, que realizou a proesa de errar em todas suas substituições (inclusive na última, onde o jovem Marcinho se complicou na dividida com Obina, cedendo o contra-ataque mortal do terceiro gol);
  • O Palmeiras desviou a atenção de seus jogadores para o técnico recém contratado, além de se queixar da vinda ao estádio de ônibus, ao invés de avião;
  • O árbitro Gaciba foi acusado de querer compensar possíveis erros de uma passada partida da Copa do Brasil, favorecendo a equipe palmeirense em alguns lances (Armero e Souza deveriam ter sido expulsos, por exemplo);
  • O atacante Obina chega agora a incríveis oito gols pelo Palmeiras neste campeonato (o mesmo número de gols do Imperador, contra seis do Fenômeno e cinco de Nilmar, só para citar verdadeiros goleadores), o que de maneira alguma possa ser algo aceitável, contrariando quaisquer lógica, razão e leis que regem o Universo.

Ele é o cara - 2


Por Luiz


Grande jogo nesta tarde de domingo. De um lado Dentinho, Ronaldo, Felipe. De outro Diego Souza, Obina, Marcos. O maior clássico do Brasil, jogo sempre disputado e que vale muito mais que três pontos. O Palmeiras vinha de uma derrota para o Goiás que não abalou a ótima fase que vive o time. O Corinthians vinha de três vitórias só que lamentando a venda de André Santos e Cristian.
E, como nos últimos 3 anos, a tarde foi verde. São 1004 dias de invencibilidade contra o maior rival, que vem tendo um ano espetacular. Ou vinha...
O Verdão começou bem, criando chances claras de gol na primeira etapa, como na falta que Cleiton Xavier mandou no travessão ou como o chute espetacular do Edmílson pra bela defesa do Felipe. Mas foi quando Pierre caiu de elemento surpresa na direita e cruzou a bola pra uma cabeçada perfeita de Obina, que a vitória começou a se desenhar.
O Corinthians já tinha perdido o Ronaldo e não vinha jogando absolutamente nada, sendo que nem conseguia finalizar. O primeiro tempo poderia ter sido ainda pior para o time sem estádio.
Mas eis que vem o segundo tempo e com ele o pênalti escandaloso em Cleiton. Obina bateu duas vezes pra aumentar o placar. Se antes o “Timão” já estava desorganizado, esse baque foi o golpe de misericórdia na moral corinthiana. Tentativas que não davam em nada, um time se lançando pra frente e deixando espaços atrás.
E foi num desses espaços que, de novo, o Cleiton Xavier chegou com o Obina pra rolar pro atacante fazer seu terceiro gol na partida. Aí foi fechado o caixão. Alessandro ainda foi expulso por uma falta violenta no Pierre, deixando o seu time ainda mais desnorteado.
Destaque para o Souza, volante do Palmeiras que jogou muito bem tanto na marcação como na saída de bola, pra zaga palmeirense que se portou bem e pro Cleiton Xavier, que sofreu o pênalti e fez a assistência pro último gol.
Mas também não posso deixar de colocar aqui um trecho do texto homônimo escrito pelo meu colega de blog, sobre o Jorge Henrique (que aliás ficou sumido no jogo):

“Prometo a publicação de um novo post logo após o término do Derby Paulista entre os arqui-rivais Corinthians e Palmeiras, independente do resultado. Apesar de que parece até ser previsível quem deve se sair melhor num duelo de Ronaldo e Obina...”

Realmente, muito previsível...

sábado, 25 de julho de 2009

Ele é o Cara


Por Bruno


A postagem mais atrasada da curta história de CDQS, finalmente está redigida. No primeiro dia do mês, o Corinthians (Futebol Clube, como disse Gustavo Nery em sua apresentação) venceu o time do Internacional na disputadíssima final da Copa do Brasil. Com uma campanha de encher os olhos, o Timão mostrou-se superior a todos os seis adversários que enfrentou. Foram cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota – a dramática derrota para o Furacão, que vencia os corintianos por três tentos a zero, um placar quase fatal, até que dos pés de Cristian e Dentinho, insurge a recuperação corintiana, nas oitavas de final da competição que é o caminho mais rápido para a Libertadores da América.

O Inter vinha mordido do conturbado torneio de 2005, vencido por seu adversário, com benefício dos jogos remarcados após o Escândalo da Arbitragem, protagonizado por Edílson Pereira de Carvalho, o fanfarrão, que até já voltou as funções de árbitro, perdendo apenas o distintivo da Fifa. Por outro lado, o Corinthians vinha de um vice campeonato em 2008 contra o time do nômade Carlinhos Bala, à época defendo o rubro-negro pernambucano, Sport Recife, além do amargo ano de disputa da Série B do Nacional. Dois dos maiores elencos do Brasil, enfrentaram-se em duas partidas eletrizantes, com amplo domínio dos paulistas que contavam com o astro Ronaldo e o recém chegado da África do Sul, André Santos, hoje na Turquia com Cristian. O Inter contava com Kleber e Nilmar (que foi para o Villarreal da Espanha), também vindos da Seleção. As duas equipes vinham do título do Estadual e buscavam o título de projeção nacional que daria o direito de disputa da onírica Copa Santander Libertadores.

No primeiro jogo em São Paulo, realizada no Pacaembu (quando na verdade deveria ser disputada no Morumbi, porém houve desentendimentos entre as diretorias de Corinthians e São Paulo), gols de Jorge Henrique e Ronaldo. Na segunda partida, no Beira-Rio, o Corinthians tratou logo de liquidar as pequenas chances dos Colorados, com gols de André Santos e novamente Jorge Henrique. A equipe paulista terminou a competição coincidentemente com cinco jogadores autores de três gols (Chicão, André Santos, Dentinho, Jorge Henrique e Ronaldo), além do gol de falta salvador de Cristian na Arena da Baixada.

Autor de dois gols nas duas finais, o destaque corintiano foi o baixinho, marrento e carioca (não é o Romário que decidiu voltar, apesar das inúmeras semelhanças) Jorge Henrique, aparentemente coadjuvante do trio ofensivo corintiano, mas que conquistou seu espaço e confiança do boníssimo técnico Mano Meneses, além de créditos com a exigente Fiel Torcida. Somam-se a este título o Estadual e a Taça São Paulo de Juniores, o Corinthians busca agora a redenção também no Campeonato Brasileiro, o que traria a Tríplice Coroa (do Futebol Profissional, exclui-se os torneios amadores de juniores), fato realizado apenas pelo Cruzeiro de 2003, que contava com Luxemburgo no banco, além de grandes estrelas do Futebol, como Alex, Deivid e Sorín.

Para finalizar, peço encarecidamente desculpas aos leitores e acompanhantes do blog, pela demora na postagem deste acontecimento do Mundo da Bola. Julho é julho, mês de frio e descanso, além do luto pelo astro maior do Pop e outros acontecimentos externos que dificultam a criação de novos artigos para o site. Prometo a publicação de um novo post logo após o término do Derby Paulista entre os arqui-rivais Corinthians e Palmeiras, independente do resultado. Apesar de que parece até ser previsível quem deve se sair melhor num duelo de Ronaldo e Obina...


terça-feira, 21 de julho de 2009

Muricy no Palmeiras e Luxemburgo no Santos

Por Luiz


Quem diria, hein? Dias depois da diretoria ter anunciado que tinha desistido de trazer o Muricy pro Palmeiras, eis que o presidente do time anuncia sua contratação. Pelo jeito o que o treinador queria mesmo era um descanso mais longo antes de assumir outro grande compromisso. E que compromisso! Logo o vizinho e um dos maiores rivais.
Só espero que dê certo. Se a negociação se concretizasse algumas rodadas atrás eu estaria pulando de alegria, mas agora que o time estava tão acertado com o Jorginho, jogando com raça e bom futebol, não sei bem o que esperar. Vai que o grupo não se acostuma com o jeito do Muricy? Vai que acaba se dedicando menos? Questões essas que serão respondidas apenas com o passar dos jogos.
Mas como um amigo meu disse, temos de contar que o clima era tão favorável ao ex-interino porque não vieram as derrotas. Se perdesse umas duas seguidas, como ficaria? Então é melhor confiar no trabalho do Muricy, que é experiente e tem capacidade para levar o Palmeiras ao título, e também deixar o Jorginho para ajudá-lo na comissão técnica, pra ganhar mais experiência e poder se tornar técnico no futuro (um bom técnico, sem dúvida). O time pode não ser brilhante mas tem boas peças, um meio-campo excelente, com o Pierre marcando bem como sempre, Cleiton Xavier e suas assistências, Souza jogando bem, a boa volta do Edmilson e a ótima fase do Diego Souza; tem uma zaga e ataque razoáveis; as laterais boas com Armero, Wendel e, logo logo, Figueroa; e um ataque que não é brilhante, mas dá conta do recado, com a vontade do Obina, o habilidoso porém cheio de problemas Willians, e o Ortigoza, que surpreendeu a todo mundo e tem feito gols importantes.

Já a situação do Luxemburgo no Santos não é tão agradável. O time não é lá essas coisas e vem jogando mal. Tem poucas opções no elenco, uma zaga ruim e conta com o Madson que vem jogando muita bola e o Paulo Henrique. De resto, nada que seja espetacular ou que venha trazendo alegria ao torcedor santista.
O Luxa está desvalorizado depois do trabalho nada brilhante no Palmeiras, com o título do Campeonato Paulista de 2008 apenas. Agora tem um time com mais problemas para serem resolvidos e menos qualidade para conseguir a vaga na Libertadores que ele prometeu. Vamos ver no que dá.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mercado Internacional da Bola


Por Luiz


Estamos no período de pré-temporada do futebol europeu e as negociações correm a todo vapor. Vamos dar uma rápida passada neste assunto com este post.

Primeiramente, em Portugal, o Benfica está vindo com tudo para se reforçar e acabar com a hegemonia do Porto. Trouxe Ramires e Saviola, dois ótimos reforços, principalmente o brasileiro, pois é jovem e ainda pode dar um bom lucro ao seu clube numa futura transferência.

A Juventus também está trazendo ótimos jogadores para a próxima temporada. Já chegaram Diego, Felipe Melo e Cannavaro. Parece que finalmente a velha Senhora está se recuperando do baque do escândalo de 2006 e formando um time competitivo para o Cálcio. Se vier o André Santos, então...

O Manchester United trouxe uns seis reforços, mas como não conheço muito sobre eles, posso falar apenas sobre a vinda de Michael Owen. Depois de não dar certo no Newcastle (que caiu inacreditavelmente, pois tinha um bom time) ele tem uma grande chance de levantar sua carreira. Talento ele tem, só tem de aproveitar. Temos de observar também que nenhuma das contratações consegue suprir a falta de Cristiano Ronaldo.

Além de tudo o Tevez for pro rival Manchester City para fazer companhia para Robinho. E parece que eles vêm fortes pro ano que vem pois o paraguaio Santa Cruz também já está contratado e se Adebayor também acertar sua transferência o City terá um ótimo ataque. Daí já podem sonhar com uma vaga na Liga dos Campeões, se trouxerem mais alguns reforços para a defesa.

Mas o destaque destes últimos dias fica mesmo para o troca-troca entre Barcelona e Internazionale. Primeramente, Maxwell foi para o time catalão, que não teve de pagar muito para tê-lo, não me lembro do valor real, mas é algo em torno de 8 milhões de euros. O lateral era reserva do italiano Santon e tem qualidade para ser titular no novo time.

E temos a confirmação (pelo menos é o que mostraram na ESPN, se não for verdade não é culpa minha) da troca de Eto’o por Ibrahimovic. O que chama a atenção é que o camaronês será acompanhado de 44 milhões de euros e também do empréstimos de Hleb. Acho que é um bom negócio para ambas as partes. A Inter perde seu melhor jogador, mas ganha um excelente e um bom reforço para o seu time. Já o Barcelona está ainda mais forte para encarar os galácticos do Real Madrid. Messi, Henry e Ibra-kadraba (belo apelido) juntos é pra acabar com qualquer defesa. A temporada espanhola promete.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tristeza em azul e branco

Por Luiz


E não foi desta vez que o Cruzeiro conseguiu seu terceiro título da Libertadores. Mesmo com o favoritismo, mesmo tendo um time melhor, mesmo passando por uma ótima fase, mesmo com o Mineirão lotado, nada disso pôde impedir o título merecido do Estudiantes.

Não acompanhei o jogo inteiro pois fiquei revezando com o jogo do Palmeiras, pra poder assistir o máximo possível dos dois. Mas pelo que pude acompanhar o time mineiro não conseguiu praticar seu bom futebol de toque de bola e jogadas trabalhadas. Ficou muito limitado à chutões pra frente, bolas no alto que favoreciam a defesa adversária. Já o Estudiantes teve mais maturidade, calma pra virar o jogo e sangue frio pra agüentar a pressão dos últimos minutos.

Destaque para Veron que vem jogando muita bola mesmo com seus 34 anos. Começou a jogada do primeiro gol com um belo lançamento e fez o cruzamento mortal para o segundo. Já está merecendo uma vaga na atordoada seleção de Maradona.

Com o jogo desta quarta, já são cinco decisões seguidas de Libertadores em território brasileiro e a terceira derrota consecutiva dos times da casa. Isso só não aconteceu em 2005 e 2006, até porque os dois finalistas eram daqui. Será que isso significa alguma superioridade do futebol dos clubes estrangeiros, principalmente argentinos, sobre os nossos? Que fique claro que com as seleções a história é bem diferente, levando-se em conta os últimos jogos e finais de Copa América.

Resumindo, o título foi merecido para o Estudiantes que soube ter a cabeça no lugar e jogar seu futebol, sem retranca e sem medo, em pleno caldeirão adversário, contou com o futebol de um craque e agora pode ser aclamado por seus torcedores. Ao Cruzeiro resta se recompor do baque e tentar se recuperar no Brasileirão, já que apostou todas as suas fichas no torneio continental.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Is Rock Dead? Parte 4

Por Luiz


Chegamos à última edição desta coluna que já deveria ter sido finalizada, tendo em vista o tempo entre a presente parte e a terceira. Vamos para as conclusões finais, falar um pouco sobre o que tem acontecido e sobre o que já aconteceu, além daquilo que está por vir.

Como vimos nas outras edições, o rock viveu três décadas de ouro, feitas por várias bandas e artistas que escreveram seus nomes na história, conquistaram os corações do público e fizeram todos refletir sobre o que acontece, além de diverti-los e emocioná-los, o que é o principal.
Também vimos que dê uns tempos pra cá isso não tem mais acontecido, que estamos jogados ao relento da falta de percepção e bom gosto do povo, carentes de novos ídolos que mostrem habilidade e atitude para contrariar essa onda de falta de cultura. Realmente o cenário não é propício para grandes esperanças.
Mas vamos analisar melhor. Nos últimos, mesmo com a falta de novidades, não podemos reclamar das grandes bandas que fizeram sucesso anos atrás. Temos a volta do Metallica às suas origens com o sensacional Death Magnetic; o Snakes and Arrows do Rush; Black Ice do AC/DC, mostrando que eles ainda estão em forma; além do Iron Maiden, Dream Theater e Pearl Jam que continuam muito vivos. Isso sem falar nos aguardados álbuns novos do Kiss e do Alice in Chains, e tudo isso só para citar os mais famosos.
Para quem gosta de metal, temos bandas que estão mantendo o legado deixado pelos mestres de antigamente. E mesmo no rock em si temos bandas surgindo e tentando conquistar seu espaço, o problema é que, no Brasil e no mundo todo, a mídia adora valorizar qualquer coisa que se autodenomina música e que acaba conquistando as pessoas com menos discernimento, como por exemplo o funk carioca (que não merece ser chamado de música, como eu já disse antes). Ou então coloca em destaque modas passageiras como Hanna Montana e Jonas Brothers. Só o trabalho de ter de citá-los já é algo que me causa repulsa.
Mas se formos para os bares e casas de show mais desconhecidos, vamos encontrar muita gente talentosa que tenta conquistar seu espaço e realmente tem vontade de mudar o cenário musical que vivemos. Lutando contra gravadores e mídia que quase sempre se recusam a destacar o que é bom, eles continuam com a chama do rock ardendo em seus corações.
E é aí que eu quero chegar. O rock não pode morrer, isso nunca acontecerá, porque suas canções são marcantes e eternas. Ainda tem muita gente que se emociona ao ouvir Legão Urbana ou Pink Floyd, que se diverte com os Beatles, que balança a cabeça quando ouve Black Sabbath, que venera os Rolling Stones, que se arrepia quando ouve Queen, etc, etc, etc.
Enquanto ainda houver alguém escutando essas coisas e gostando de verdade, essa chama não poderá ser apagada. Podem dizer que o rock morreu pela falta de novidades, mas ele está apenas descansando, dando um tempo para voltar ainda mais forte. É nisso que eu quero acreditar, pois ninguém que ainda consegue conquistar tantos fãs fiéis pode estar enterrado e esquecido como muitos acreditam. É preciso manter o legado vivo e incentivar as bandas que querem fazê-lo também. Como diria o lendário Dio:
LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

As Grandes Músicas do Rock #4 – Comfortably Numb – Pink Floyd


Por Luiz


O que é preciso para uma música chegar o mais perto possível da perfeição? Uma harmonia divina? Uma melodia inesquecível? Um refrão tocante? Um solo de guitarra inigualável?

Digamos que para isso não há uma fórmula, um manual que mostre como se deve fazer, mas o Pink Floyd conseguiu reunir tudo isto em uma canção que se tornou um clássico e uma das belas da história do rock.

Quem já escutou o álbum The Wall de 1979 (se alguém não tiver escutado ainda, volte para o planeta Terra!) sabe que este é um clássico com muitas músicas incríveis e de altíssimo nível. E uma das que mais se destaca é a bela Comfortably Numb, que conseguiu conquistar a todos, público, crítica, mídia e até mesmo aqueles que detestavam rock. É ótima para aqueles que acham que rock é música pesada e caras cabeludos vestidos de preto gritando por aí (mesmo que isso também seja legal).

Ela é toda leve e calma, com seu clima que remete à beleza e tristeza ao mesmo tempo. Não há como não elogiar o excelente vocalista David Gilmour, que fez um trabalho excepcional, principalmente no refrão, que conquista qualquer um na primeira vez que o ouve. Talvez seja o ponto alto da música, que a destaca entre as demais. Mas também temos aquele som do teclado ao fundo, a harmonia entre os instrumentos, os riffs simples porém bem colocados que ajudam a forma esta obra de arte.

Outro destaque é o solo de guitarra também de David, considerado como um dos melhores do mundo, provando que ele também é um guitarrista de altíssimo nível. É realmente algo fora do comum a sensação de se ouvir o refrão e logo depois o solo com a melodia carregada de beleza e todos os seus pormenores.
A letra também não fica atrás, composta com maestria por Roger Waters, na qual ele descreve um exame por causa de um problema no seu fígado. Então ela aborda temas como drogas e solidão. A frase final "(...) the child's grown the dream's gone and I have become Comfortably Numb" é uma das mais marcantes que se pode encontrar em uma música e antecede o solo final e apoteótico de David.

É um épico em todos os seus 6 minutos de duração, arrepiando a pele dos mais insensíveis e conquistando todos que param para apreciá-la. Apareceu numa época farta para o rock e no meio de um disco que fez história e permanece até hoje como um dos mais bem compostos em todos os sentidos, tanto o musical quanto o tema que ele aborda. Uma obra-prima, composta por gênios da música que nunca terão seus nomes apagados da história e sempre conseguirão tocar fundo as almas das pessoas com a inigualável Comfortably Numb.


sábado, 11 de julho de 2009

UFC 100: Making History


Por Bruno


O destaque da histórica centésima edição do Ultimate Fighting Championship foi, sem sombra de dúvidas, a coelhinha favorita de Hugh Hefner, Holly Madison (foi a Guess Octagon Girl). Mas dentro do octágono, acompanhamos duas lutas dignas de um cinturão de cunho mundial, além de excelentes preliminares, com encerramento após a morna luta entre John Fitch e o brasiliense do BOPE, Paulo Thiago, com vitória do americano.

A primeira luta de destaque foi a surpreendente vitória do experiente/veterano Mark Coleman (UFC’s hall of fame) contra o já badalado Stephan Bonnar (que já não apresenta um ritmo tão bom, como o visto em suas duas lutas com Forest Griffin). Depois veio a luta de estréia do grande japonês/coreano Yoshihiro Akyiama, derrotando Alan Belcher, numa decisão dividida, provou seu valor, mostrando que vai dar trabalho na categoria dos meio médios, nada preocupante para GSP...

Depois, na seqüência, houve a luta entre o americano Dan Henderson e o inglês todo marrento, Michael Bisping. Ao contrário do que se viu no reality show do Ultimate Fighter, o americano dessa vez detonou o rival, mostrando a potência de seu braço direito, num nocaute espetacular, que lhe rendeu o Nocaute da Noite. Agora Hendle se credencia a tentar buscar o cinturão dos médios, numa provável revanche com Spider Silva.

Aliás, foi o canadense que entrou no Octagon para pegar o brasileiro Thiago Alves. O Pitbull foi completamente dominado, com GSP imprimindo um ritmo alucinante de seqüenciais quedas, anulando completamente qualquer tentativa do brasileiro de garfar o terceiro título para o Brasil. Basta ao desafiante levantar a cabeça, porque sua quinta derrota na carreira não foi para qualquer um, foi para simplesmente o melhor Pound a Pound do mundo, ao lado de Anderson Silva. Aliás, no fim da luta, quando questionado sobre a tão aguardada luta, George disse que luta como campeão, não como desafiante (no caso de uma luta com o Aranha, ele teria de subir dos meio médios, para a categoria de cima, dos médios). O que importa ao canadense é que este foi impecável, perfeito, sem dar brechas e que parece, como disse Joe Rogan, melhor ainda do que nas últimas vitórias. Foi realmente bom perder para Serra, para GSP ganhar experiência e humildade, o que vem faltando para o brasileiro Anderson Silva, que luta com Forest Griffin, no UFC 101, numa Super Fight.

O Main Event foi à revanche do estrondoso Brock Lesnar contra o habilidoso Frank Mir. Ao contrário da primeira luta, Mir não conseguiu finalizar o gigante com uma chave de joelho, apesar de ter tentado logo no início. Não era o mesmo Mir seguro que enfrentou um cambaleante e lesionado Minotauro, conseguindo a proesa de nocautear a lenda viva do Mixed Marcial Arts. Lesnar nocauteou Mir já no segundo round, provando que será difícil destroná-lo. Talvez o tão forte quanto, Shane Carwin possa faze-lo. Há ainda Cain Velásquez, que dominou o francês Cheick Kongo, mas permanece uma promessa. Os brasileiros Minotauro, Cigano e Gabriel Gonzaga (meu sósia), além do sempre impressionante Randy Couture, no auge de seus 46 anos que podem reclamar o título. Aliás, deve sair da luta entre Rodrigo Minotauro e Randy Couture, no UFC 102, o próximo desafiante ao cinturão. É incrível ver um lutador do antigo telecatch, tornar-se campeão do maior evento de lutas do mundo, com apenas quatro lutas. Parabéns aos vencedores, aos campeões que mantiveram seus cinturões. Eu espero apreensivo pela edição 101, com outras ótimas pelejas dos talentosos Silva e BJ Penn. Que Deus me de forças para poder postar mais um artigo sobre o maior evento americano, que já é responsável pela maior renda do Pay-per-View (pague para olhar, sem referências ao voyerismo). É muito bom falar de UFC, apesar de popular no mundo, muitos brasileiros ainda são cegos por Futebol apenas. Comecem a olhar mais para este esporte que tem dois grandes campeões brasileiros – o já citado Anderson ‘Spider’ Silva e o polivalente e invicto Lyoto ‘The Dragon’ Machida.

Para finalizar, o destaque do evento foi sem dúvida, a coelhinha favorita de Hefner, não?



Legenda da foto: "Holly Madison, uma das três namoradas de Hugh Hefner, dono da famosa e aclamada PlayBoy e PlayBoy Mansion"


Resumo dos últimos acontecimentos futebolísticos


Por Luiz


Depois do período de luto ao Michael Jackson e de descanso que eu e meu companheiro propomos por pura preguiça, as coisas continuam e o CDQS não pode ficar parado. Como ficamos por volta de 10 dias sem postar nada, há muito o que falar sobre o que aconteceu no futebol, então vamos a esse breve resumo.

O Corinthians, como era de se esperar, conquistou a Copa do Brasil, com uma facilidade até surpreendente. O Internacional está longe de ser aquele time de outrora que impunha respeito e temor aos adversários pelo seu futebol vistoso e eficiente, como pudemos ver também na decisão da Recopa Sulamericana. O “Timão” parece cada vez mais forte e entrosado, mereceu o título pois soube decidir em casa. Vai entrar forte na Libertadores do ano que vem e tem boas chances, sem contar o apoio indiscutível da mídia, leia-se a Globo, que sempre foi puxa-saco do time sem estádio e fará de tudo para que ele dispute a final (já imaginou quanta audiência isso renderia?). O jeito é torcer para que eles peguem River Plate ou Palmeiras na fase eliminatória, o que seria sinônimo de decepção e mais um ano sem um título internacional (acho que não preciso perguntar se alguém considera o “mundial” de 2000 né?).

O Cruzeiro passou pelo Grêmio também com facilidade e fez o primeiro jogo da final contra o Estudiantes. No primeiro tempo, pressão do time da casa e grandes defesas do ótimo goleiro Fábio, que garantiu a igualdade no placar. No segundo, o Cruzeiro jogou muita bola e conseguiu se defender bem, chegando a dominar claramente o jogo a partir dos 25 mins, tendo até uma chance de ouro desperdiçada pelo Kleber. Agora o time mineiro é favorito para levantar a taça, decide em casa e só precisa ganhar. Mas que fique claro que o Estudiantes é perigoso e já surpreendeu o Inter ano passado, na final da Copa Sulamericana, depois de ter perdido em casa por 1x0.

No Palmeiras, Muricy Ramalho não veio. Pediu um salário astronômico, maior que o do Luxemburgo, que já era alto demais para a diretoria pagar. Azar de todos os palmeirenses, pois por mais que ele seja arrogante e tenha feito sucesso no São Paulo, é um técnico de ponta que poderia arrumar a defesa do time verde que há muito tempo não passa segurança para o torcedor. Agora é ver como vai ser o trabalho do Jorginho e tentar contratar um técnico experiente e vencedor. Se o Palmeiras conseguir uma vaga pra Libertadores do ano que vem, já será um ganho enorme, dadas as condições.

O Real Madrid apresentou Cristiano Ronaldo para 80 mil pessoas no Santiago Bernabéu. Pelo que pude perceber, esse número assombroso é maior que o de Kaká porque o português não esconde sua marra e chama mais atenção. Mas acho que no campo será diferente. Benzema também foi apresentado, agora para 15 mil pessoas. Essa foi uma boa contratação, jogador jovem e talentoso que se destacou no Lyon. Agora só falta mais um zagueiro e um volante, pelo menos, para formar um time equilibrado.

Por enquanto é só. Aguardem mais posts e a volta definitiva do blog ao trabalho e ao seu ritmo normal.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seção Nostalgia: Voltando aos Velhos Tempos Michael Jackson, the King of Pop (Chapter #02)


Por Bruno


Após cerca de uma semana afastado de suas atividades de postagem (em memória do astro do pop, mesmo que tardiamente, tendo em vista que os posts pararam no dia 30, mas sua morte foi no dia 25 de junho), CDQS volta a tona para o 50º post do blog, sendo este um post comemorativo em homenagem ao ídolo maior do pop mundial. Estamos falando de Michael Joseph Jackson, o fenômeno da indústria fonográfica que conseguiu dentre muitos recordes, o absoluto na venda de um mesmo álbum, Thriller, cuja vendagem ultrapassou as 100 milhões de cópias, até hoje, feito imbatível.

Este post só poderia ser escrito após o funeral realmente, não só em respeito a memória do cantor, mas também pelo ceticismo, a incredulidade que me dei o direito de ter, pois como seria possível uma estrela tão luminosa apagar-se num simples piscar de olhos? Fazendo um comparativo, lembro-me no ano anterior ao presente, quando foram feitas homenagens de 50 anos à Michael e de 25 anos à Amy Winehouse (famigerada cantora, não por seu timbre, mas por sua vida pregressa), onde num certo comparativo, poderia apostar que a cantora nos deixaria primeiro pelo estilo de vida que seguia, ou ainda segue. Porém, após assistir ao show fúnebre (o que não poderia ser diferente em se tratando de M. Jay), tive de me ‘contentar’ com o fato de que ali se pontuava o fim de uma carreira de mais de 40 anos (sendo que ele começou a cantar aos cinco, mas só profissionalmente aos 11 anos de idade, junto ao Jackson Five). Foi uma belíssima apresentação no Staples Center, em Los Angeles, com grandes astros como Lionel Ritchie, Usher, Mariah Carey, Stevie Wonder, Queen Latifah e muitas outras celebridades, como Michael Jordan, Kolbe Bryant e Magic Johnson, do mundo do Basquete, representando o Esporte em geral. Além de magníficos discursos e majestosas interpretações de músicas, fossem ou não do cantor, as comoventes duas canções que encerraram a noite, seu irmão Jermaine interpretando a canção Smile de Chaplin e, principalmente, o desabafo da filha Paris, de apenas 11 anos, fizeram lacrimar até mesmo este velho coração empedernido que vos fala.

Funeral a parte, durante a vida, o cantor mostrou-se um grande filantropo também, sendo registrado no Guinnes Book como o maior doador de recursos financeiros em prol dos necessitados, o que mostra a índole do ídolo. Mas apesar de uma imagem irrefutável, foram feitas alegações de abusos sexuais contra menores, o que arranhou a imagem intacta do astro, já em 1993. Jordan Chandler, na época com 13 anos, tentou enriquecer as custas do cantor, que o considerava um parceiro em sua terra de fantasias em Neverland. Tempos depois, com Michael já inocentado, o garoto viria a declarar que fora pressionado pelos pais para denunciar Michael Jackson, alegando agora nunca ter sofrido nenhum tipo de abuso de qualquer natureza. Jacko demoraria a se reerguer moralmente das acusações, sendo que apenas neste ano faria uma turnê de grandes proporções, sendo que haveria cerca de cinqüenta shows na Inglaterra.

Mas, não seria esta a única polêmica em torno do Rei do Pop. Sua mudança de tom de pele, que ele alegaria ser devido ao vitiligo, suas constantes plásticas que quase o tornaram um extraterreste, suas extravagâncias financeiras (dizem que ele certa vez tentou arrematar ossos e roupas de John Merrick, o Homem-Elefante – que inclusive tornou-se um filme estrelado por Anthony Hopkins no ano de 1980), além do conturbado casamento com a filha do Rei do Rock, outra grande personalidade da Música, Lisa Presley (dona de uma das mais perfeitas retaguardas americanas que já viram estes olhos que a terra ainda há de comer), cujo matrimônio duraria apenas dois anos. Michael ainda seria novamente acusado por pedofilia, desta vez por Gavin Arvizo. Seria novamente inocentado, após analises de um psicólogo que o alegou fora das características de um pedófilo. Após este ocorrido, Michael deixaria Neverland para sempre, restringindo-se apenas a dizer que o local trouxera-lhe más experiências, além de nunca mais ter crianças em sua presença (tenhamos o bom senso de excetuar seus filhos). O cantor iria morar agora na Ásia, mais precisamente em Bahrain.

Independente de grandes polêmicas que ainda perseguem o cantor, talvez até maiores da época em que estava em vida, a trajetória de Jacko nos mostrou o quão brilhante era, é e sempre será a história do ícone da Cultura Pop. Com músicas que dominaram a topo das paradas de sucesso, desde a época dos Jackson Five, como I Want You Back, ABC, I’ll Be There e The Love You Save, até tempos mais recentes, principalmente na carreira solo, com incríveis sons e parcerias em músicas como Thriller, We Are The World (esta aliás uma campanha filantrópica do astro, onde reuniu diversas celebridades para arrecadar donativos para a África), Bad, Billie Jean, Beat It (sucesso, cuja a banda Fallout Boys faria o favor de denegrir, anos depois, cantando o single), Moonwalker (que na verdade era um filme, que gerou até um jogo de videogame, além de ser um dos passo de danças mais ousados e imitados já criados, sendo que o cantor declarava espelhar-se no também já falecido James Brown), Black or White (riff do guitarrista do Velvet Revolver e ex-Guns’N’Roses, Slash), They Don’t Care About Us (gravado no Brasil, em parceria com o Olodum), além de outros grandes sucessos, como a performance de músicas dos Beatles, do seu amigo Paul McCartney, de Elvis Presley e outros. Não há dúvidas de que Michael Joseph Jackson deixará muitos fãs, de duas gerações, órfãos e saudosos do que existiu de melhor no Mundo Pop. Michael ainda deixou um álbum incompleto na parceria com Will.i.am, do Black Eyed Peas.

Parabéns e obrigado Jacko por tudo o que você representa para o mundo da Música Internacional. Que Deus o tenha em bom lugar.

Para finalizar, como não poderia deixar de ser, algumas anedotas:

  • Logo que chegou ao céu, Michael logo indagou à São Pedro: “É verdade que aí no Céu existe um tal de Menino Jesus?”;
  • Certa vez revendo um clip dos Jackson Five com amigos, Michael teria dito: “Olha, eu realmente era um tesão, ein?”;
  • A trajetória de Michael nada mais é que uma aquarela de cores: ele era preto, quis ser branco, mas acabara virando cinza;
  • O que anda de costas, muda de cor e come criancinha? Michael Jackson;
  • Por que diziam que Michael Jackson era comunista? Porque ele come criancinha;
  • Qual a citação da Bíblia, que dizem as más línguas, fora tatuada em um local privado de Michael? Vinde a mim as vossas criancinhas (caso esteja errado, não sou dos católicos mais fervorosos e praticantes, apesar de que nem católico sou);
  • Durante uma conversa, um amigo vira para o outro e pergunta: “Qual o signo do Michael Jackson?”. O outro, grande fã de Michael, responde: “Essa é fácil demais.Virgem.”O amigo sacana retruca: “Eu perguntei o signo, não suas preferências sexuais.”