terça-feira, 30 de junho de 2009

As grandes músicas da história do Rock #3 – Back in Black – AC/DC


Por Luiz


Finalmente a continuação desta coluna, depois de muito tempo. E nada melhor que voltar com mais um clássico da história da música: Back in Black, da banda australiana AC/DC, presente no álbum homônimo. Pode até ser uma obviedade, mas há um motivo mais especial pra ela ter sido escolhida para esta edição, que veremos abaixo.

Na nostálgica década de 70 o AC/DC já era uma das maiores bandas de rock da época, cativando fãs com seus riffs simples e pegajosos, que todo mundo ouvia incansavelmente. Com os cds T.N.T. e Highway to Hell eles se tornaram populares no mundo todo. Mas eis que no auge morre o vocalista Bom Scott, a estrela mais brilhante da banda junto com o guitarrista Angus Young. A causa oficial, mas ainda não perfeitamente certa, da morte é intoxicação alcoólica aguda, algo infelizmente não surpreendente para quem sabia dos seus excessos, que era sua marca registrada junto com sua habilidade para cantar.

E qualquer um fica muito perturbado com a morte de um companheiro e de um amigo. Muitos caem em depressão, ficam isolados e acabam desistindo de várias coisas. Sorte que isso não aconteceu com o AC/DC. As gravações de um novo álbum já tinham começado e, em vez de pararem, eles buscaram um novo vocalista, que acabou sendo o também muito bom, Brian Johnson.

Se reerguendo das cinzas, eles conseguiram concluir o novo álbum que veio a se chamar Back in Black. É o mais vendido da história do rock e o segundo mais vendido no mundo, atrás apenas de Thriller do Michael Jacksson. Isso tudo graças à hits como Hells Bells, You Shook Me All Night Long, Have a Drink On Me e Rock And Roll Ain't Noise Pollution.

Mas a canção que mais fez sucesso foi aquela que dá nome ao álbum. Ela é simples porém fantástica em todos os seus pormenores. Com o seu excelente e mundialmente conhecido riff principal ela já conquista qualquer um na primeira vez que a ouve.

Os outros instrumentos estão bem colocados, fazendo o seu papel e deixando o brilho para o trabalho dos irmãos guitarristas, Angus e Malcolm. A letra fala sobre voltar à vida, voltar à rotina, voltar a sorrir depois de um período de luto, se referindo ao Bon Scott. Serve para mostrar que eles sentiram a sua morte, como qualquer um sente, mas que não desistiram de continuar tocando e fazendo o que mais gostam.

Brian Johnson foi muito bem também, mostrando seu potencial e que poderia substituir o vocalista antigo. Com isso tudo não tem como não se tornar um grande sucesso, quase um divisor de águas na história do rock, influenciando muitas bandas.

O clima que se cria no refrão é algo maravilhoso, contém a pura essência do rock: arte e diversão misturadas sem seguir regras específicas e sem ficar parado, sentindo a energia e alegria de todos que a ouvem. Por essas e outras essa é uma das grandes músicas da história do rock e merece o respeito e admiração de todos.




Era uma vez África, sede de uma Copa do Mundo de Futebol


Por Bruno


Aconteceu o que tinha de acontecer. Brasil e Dunga trouxeram de volta o título das Confederações (talvez o mais importante torneio entre seleções, após a Copa e a Eurocopa, além daquele joguinho salvo no meu Memory Card, da onírica liga mundial de seleções), após cinco incontestáveis vitórias, catorze gols marcados, apenas cinco sofridos, a artilharia de Luis Fabiano (que foi marcada pelos urros e berros de Galvão Bueno, além do nada contido Luciano do Vale, outro fervoroso narrador, é por isso que eu prefiro alternar entre SporTv e ESPN), além do status de craque de Kaká, o Príncipe de Milão, agora de Madrid, que poderia ser de Manchester. Após suar contra os americanos, que após o grande jogo, páginas e páginas dos principais tablóides americanos foram inundados com notícias sobre o magnífico Brasil e o quase campeão Eua - fato raro no país que, acostumado a assistir beisebol, basquete e futebol americano, renderam-se ao Soccer, como é dito na língua local, apesar de haver alguns aficionados pela Barclays inglesa.

Fato foi que a final não poderia ter sido melhor, onde numa virada sensacional o Brasil provou e se confirmou como, novamente (infelizmente), favorito para melhor nação do mundo em 2010. Espera-se muito equilíbrio na Copa, além de uma ligeira vantagem brasileira, tendo em vista a identificação africana com os brasileiros, além de uma pequena aversão aos europeus (esta injusta, tendo em vista os massivos incentivos para que o país sul-africano tornasse-se sede deste evento de proporções globais). A Copa deverá ser um grande espetáculo para junho de 2010, onde com o advento tecnológico disponível para as televisões transmissoras do evento, poderá captar sons e imagens em high definition, onde lance a lance, detalhe a detalhe, o telespectador e o torcedor poderão desfrutar de ótimas partidas de futebol moderno, em estádios que, espera-se, estejam a altura do encontro das nações neste majestoso esporte. Brasil, Itália, França, Espanha, Argentina, Alemanha, Holanda e Inglaterra, talvez sejam as equipes favoritas, tanto pelo histórico, quanto por seus plantéis recheados com as maiores estrelas do Esporte na atualidade. O mando de campo é praticamente neutro, salvo exceções de surpresas, tendo em vista as velozes seleções africanas, pode-se esperar tudo.

A África é o último continente onde o Brasil ainda não coroou-se campeão mundial, lembrando-se das consagrações na Suécia(Europa), Chile(América do Sul), México e Eua(América do Norte) e Coréia do Sul/Japão(Ásia). Ao menos que haja copas na Oceania e na Antártida, a África é o último terreno que ainda há de curvar-se à seleção brasileira. Com o hexacampeonato, nos consagraremos definitivamente como nação do Futebol nos quatro cantos do Mundo. Se não ganharmos, ao menos torçamos para que a Itália não torne-se penta, mas sim alguma nação africana consiga a alegria suprema do Futebol, afinal eles precisam de alguma alegria e do reconhecimento mundial para este povo tão sofrido, alvo de algumas piadas maldosas, como essas que serão listadas a seguir:

· Por que o continente africano não sofrerá com problemas no abastecimento de água no país? Porque o continente já está lotado de barrigas d’água.

· Por que não passa Globo Esporte na África (tenha em consideração que existam televisores no país)? Porque o programa é depois do almoço.

· Como se faz para lotar um fusca em um país africano? Põe-se um pão dentro do carro.

· E para reunir toda a população deste mesmo país, neste mesmo fusca? Passa-se manteiga neste mesmo pão.

Apesar de mau gosto, a enumeração de anedotas acima só evidencia o quão carente é este continente, que ao longo dos anos sofreu, e ainda sofre, com problemas de saúde, alimentação, pandemias, pobreza, e outros fatores de calamidade internacional. É triste quando se observa a separação da Eritréia do resto do Chifre da África, por exemplo, para extração das riquezas naturais abundantes no país, como o ouro negro, petróleo.Ou mesmo quando se vê choques tribais, como o ocorrido entre tutsis e hutus, em Ruanda, no ano de 94 (coincidentemente ano do tetra). A aversão só de se ouvir falar em nomes como Serra Leoa, Etiópia ou Somália. Os baixíssimos índices de desenvolvimento humano (IDH) nos países da África Subsaariana. Situações caóticas e bizarras, como a enfrentada por Zimbábue (antiga Rodésia) com índices estratosféricos de inflação. Jornais e revistas mostrando regiões de conflitos, como Darfur. Filmes que evidenciam o tráfico, como a questão dos Diamantes de Sangue. Números abusivos de Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida (ou AIDS), doença oriunda deste continente, onde em países como a própria República Sul Africana registram 10% de sua população com o vírus (engrossam o índice ainda, pessoas não registradas).

Estes são alguns dos problemas da próxima sede da Copa do Mundo. Realmente a política romana do pão e circo mantem-se mais forte do que nunca. Só que agora debaixo dos calejados narizes dos facilmente entretidos com esportes e festas. Como não dizer que países inteiros são de fácil manipulação de seus governos incompetentes e corruptíveis? E o que você cidadão deste mundo mundano irá fazer: ler as piadas acima, rir-se delas e desligar seu notebook? Ou procurará fazer coro às campanhas de melhoras das condições de seus semelhantes?


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Troféu na África do Sul


Por Luiz


Foi difícil, foi sofrido e foi complicado, mas o Brasil ganhou a Copa das Confederações. Em um jogo emocionante, o time brasileiro conseguiu uma virada heróica pra cima dos surpreendentes americanos, que quase fazem milagre na África.
Um primeiro tempo apático do Brasil, os Estados Unidos se defendendo bem a aproveitando as chances que conseguiam criar. Foi assim que Dempsey, depois de cruzamento de Spector (não sei se é assim que escreve, mas quem liga?) girou bem para fazer 1 a 0. Eles se fecharam ainda mais na defesa e, num contra-ataque muito bem armado, ampliaram com Donnovan.
Agora o time favorito era o desesperado em campo e tudo parecia se desenrolar para mais um episódio como o jogo contra a Espanha. A bola batia no muro americano e voltava, Maicon botava a bola na área e a defesa afastava, poucas finalizações e um meio de campo sem criatividade.
Mas eis que começa o segundo tempo e logo no primeiro minuto Luis Fabiano gira muito bem e faz de esquerda o gol que mudaria o jogo. A partir daí foi pressão brasileira, agora mais organizada e os EUA se defendendo com seu ótimo goleiro Howard. Mas alguma hora não daria mais pra ele salvar o seu time. E assim foi na cabeçada de Kaká que bateu no travessão e entrou no gol, não assinalado pelo bandeira. Mas quando o meia brasileiro fez boa jogada para esquerda e tocou para Robinho, que chutou no travessão, não teve jeito: Luis Fabiano de novo, agora de cabeça, fez para o Brasil no rebote.
Quase chegando aos 40 minutos, Elano levantou a bola na área e Lucio, que fez um belo campeonato, cabeceou firme para vencer Howard pela última vez. Aí foi só esperar o apito do árbitro e comemorar o tri-campeonato.
Aos Estados Unidos, parabéns. Conseguiram ir muito longe no torneio, venceram duas vezes times favoritos (o Egito e a Espanha) e mostraram que um time não precisa ser cheio de estrelas para brilhar, se tiver organização e disciplina tática. Parabéns também à África do Sul e ao Joel Santana, que fizeram um ótimo trabalho e conseguiram jogar de igual para igual contra o Brasil e contra a Fúria.
E um parabéns final à nossa seleção que pode não ter sido brilhante, mas teve vontade e cabeça no lugar para conseguir os resultados, está cada vez mais entrosada e cada vez mais recupera o amor do torcedor brasileiro. Este é mais um título do questionado Dunga, que vem calando a boca de quem o critica (inclusive eu) e provando que pode alçar vôos mais altos no comando da seleção.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O jogo contra a África do Sul e os palpites para a final


Por Luiz


Nesta quinta-feira o Brasil enfrentou a seleção da casa em um jogo difícil, mais do que se esperava, aliás. Ainda bem que viemos vacinados pela surpreendente eliminação da Espanha frente aos Estados Unidos no dia anterior. E não deu outra: outro jogo complicado para o favorito, dessa vez mais equilibrado e com boas chances para os dos lados.
Mas no final acabou prevalecendo a estrela de Dunga mais uma vez. Aos 30 e tantos do segundo tempo ele resolveu colocar Daniel Alves na lateral esquerda, no lugar de André Santos, que não estava mal, mas também não brilhou, como todos da seleção brasileira.
E então eis que aos 42 minutos Ramires sofre falta perto da grande área, o lateral do Barcelona pega a bola para cobrar, recebe o apoio dos companheiros e, com uma cara ainda mais feia tamanha era a sua concentração, mandou um petardo potentíssimo na meta do goleiro sul-africano que, mesmo tendo a bola vindo na sua direção, não conseguiu fazer a defesa. Talvez se eles tivessem um Julio César lá, eles não sofreriam o gol, pois nosso goleiro mais uma vez mostrou porque é o melhor do mundo na sua posição (se você imaginou algo maldoso nessa colocação, precisa parar de pensar em sexo), defendendo um chute desviado pela defesa realmente inacreditável, de extrema dificuldade.
Mesmo não tendo jogado bem, o Brasil está na final e aos torcedores da África do Sul só resta lamentar, o que realmente foi triste de ver, todos decepcionados, o desespero de Joel Santana que vem tirando leito de pedra ao conseguir jogar de igual para igual contra um time muito superior ao seu, marcar alguns dos melhores jogadores do mundo de forma tão efetiva e conseguir ter esperanças de classificação para a final com um time que precisava de um milagre para que isso acontecesse. E mesmo assim a imprensa adora criticá-lo, apesar do seu bom trabalho.

Agora quanto ao jogo decisivo desta Copa das Confederações:
1- Não é aquele que todos esperavam, já que os EUA não têm tradição no futebol, nem dão muita importância a isso. Todos esperavam ansiosamente para ver o Brasil de Kaká e a Espanha de Villa frente a frente.
2 – O Brasil é favorito mas a Espanha também era e hoje tem de se conformar com a volta da fama de não ser boa em jogos decisivos (o que já não é mais verdade, visto que ganhou a Eurocopa ano passado).
3 – Nós brasileiros só podemos nos orgulhar frente aos americanos por duas coisas: mulher e futebol. Então não podemos perder este jogo de jeito nenhum.
4 – Outro motivo é que eles são arrogantes, pelo menos este é o estereótipo mais conhecido deste povo, apesar de que nem todos são assim, é claro.
5 – O presidente dos EUA é negro e mais humano, e eu acredito que ele fará um belo trabalho como “homem mais poderoso do mundo”.
6 – A observação acima, logicamente, não tem nada a ver com a final, mas eu queria falar isso de algum modo.

Então é isso, espero que o Brasil jogue melhor do que jogou contra a África do Sul, traga mais uma vez o troféu da Copa das Confederações para casa e definitivamente recupere o amor de seu torcedor, que quase foi extinto depois da lamentável Copa do Mundo de 2006.
Que não haja salto alto e falta de humildade, pois o adversário é perigoso, apesar de inferior. E que isso não aconteça também na Copa do ano que vem, pois os resultado todos nós já sabemos.

Será isso o que teremos para a Copa?


Por Bruno


Jogamos, vencemos, mas como nem tudo é perfeito, não só perdemos um ícone da música pop, como também não convencemos. Tudo bem, era contra os Bafanas, que sediavam o torneio, torcedores inflamados com aquelas cornetas (aliás, por que eles não enfiam as vuvuzelas...), mais de 48.000 torcedores que só se calaram após o gol brasileiro (já nos longínquos 43 do segundo tempo). Porém, como não há comparações entre a economia dos dois países, ou o número de aidéticos, não há comparações no Futebol. No retrospecto do confronto, duelos equilibrados como 3x2 e 2x1, nada para se incomodar, afinal eram apenas amistosos. Porém o que se viu pôde mostrar que o Futebol sempre será uma caixinha de surpresas, mesmo que um time seja infinitamente superior ao outro, em campo, são onze contra onze. Aliás, os sul-africanos tiveram as melhores chances, obrigando Julio César a mostrar porque é hoje, o melhor goleiro peso a peso do mundo.

Valeu o espetáculo, com chances para os dois lados, num jogo imprevisível, onde qualquer um poderia sagrar-se finalista do torneio. As dúvidas quanto ao comandante brasileiro – volto a repetir, o segundo cargo mais importante do país, precedido pela presidência da República e sucedido pela presidência do Corinthians – voltaram, talvez apenas para os mais exigentes, pois ele acabou acertando a substituição (uma troca estranha, onde saiu um lateral esquerdo para entrar um direito). Os Bafana Bafana provaram seu valor, sendo os únicos que tiveram chance de vencer o Brasil nessa competição (o Egito é um caso a parte).

Por fim, Brasil e Eua decidirão a Copa, após desbancarem Itália e a badalada Espanha de El Niño, Carles Puyol, David Villa, Cesc Fabregas, Iker Casillas e outros grandes jogadores. Apesar de ser surpreendente, não acredito na força americana, uma vez que o futebol que eles melhor conhecem, nem esporte é (apesar de ser um entretenimento recomendável para quem gosta de ver homens fortes se degladiando). Em resumo, é o país do Futebol contra o país do Beisebol, do Futebol Americano, do UFC e do Presidente Negro. Esperamos um show de grandes jogadores como Kaká e Luis Fabiano, além da escalação por gratidão do autor do golaço de falta contra a África de Joel, Daniel Alves.

Mas, para nível de Mundial, a Seleção precisa de alguns ajustes, talvez algumas trocas na escalação, posicionamento tático e, como não, da volta de Ronaldinho Gaúcho (o maestro da Seleção, duas vezes melhor do Mundo, além de ser um ícone do Futebol Moderno, mas é claro, que tem de colaborar).


quarta-feira, 24 de junho de 2009

A grande (e tomara que última) zebra da Copa das Confederações


Por Luiz


Na tarde de hoje pudemos presenciar um jogo que entrará para a história do futebol mundial. A toda poderosa Espanha, de Villa, Fernando Torres, Fabregas, Xavi e cia., disputando a vaga na final contra os Estados Unidos de, até esse jogo, apenas Donnovan. Todos esperavam a vitória da Fúria para ver a tão sonhada partida contra o Brasil (caso passemos pela África do Sul amanhã).
Mas, para a supresa do mundo todo, não foi o que se viu e o time que não perdia há 35 jogos saiu de campo amargando uma derrota inesperada e marcante. Primeiro Altidore conseguiu proteger bem bola dos zagueiros, chutou no meio do gol e Casillas aceitou. O que vimos depois foi uma seqüência de tentativas espanholas que ora paravam no bom goleiro Howard, ora na ótima atuação da zaga americana e ora nas falhas de finalização de Villa e Fernando Torres.
O segundo tempo começou com pressão do time favorito, muitos chutes a gol, maior volume de jogo e rapidez no toque de bola. Mas quando parecia que iam chegar ao empate, eis que em um contra-ataque mortal, Dempsey aproveitou uma falha feia de Sérgio Ramos para fazer 2 a 0 e fechar o caixão espanhol.
A partir daí a Fúria foi no desespero e, se mesmo quando tinha um bom tempo pra empatar não o conseguiu fazer, imagina precisando fazer dois gols em pouco mais de dez minutos. O surpreendente resultado todos já sabem.
Esse jogo remete ao que disse Dunga, que o favorito só é favorito até o jogo começar e volta a sê-lo se ganhar. Tomara que toda a Seleção Brasileira pense assim e não entre de salto alto contra os donos da casa, pois a Espanha já tratou de ensinar a lição pra todos, não que tenha subestimado os EUA, mas mostrou que o futebol é assim, algumas vezes inesperado e contra a razão.
De qualquer modo, não há como não pensar em um favor feito a nós por parte dos americanos, pois mesmo que tenham alcançado tão espetacular resultado, eles ainda são mais fáceis de se bater que o time que eles eliminaram. O Brasil vem jogando bem, já meteu 3 a 0 neles facilmente na primeira fase e agora tem tudo pra ficar com o título. A não ser que os nossos “amigos” americanos resolvam fazer milagre pela terceira vez no campeonato.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Obina e sua controvérsia


Por Luiz


Não é de hoje que o último atacante a ser contratado pelo Palmeiras chama atenção, ora pela jeito engraçado, ora pela falta de habilidade, ora pela simpatia e ora pelos gols importantes. Tornou-se quase um ídolo no Flamengo, fazendo gols importantes em conquistas do Campeonato Carioca (informação esta desnecessária, afinal o que um time do Rio de Janeiro conquistou em matéria de títulos nos últimos anos a não ser os campeonatos estaduais?).

Fato é que a boa fase passou e o Showbina acabou passando por um péssimo momento no clube da gávea, sendo questionado pela torcida por sua seca de gols. E foi justamente aí que ele foi transferido para o time de Palestra Itália, sob muitas desconfianças, piadas e expressões incrédulas da torcida.

Mas também é fato que, surpreendentemente, ele vem fazendo um bom trabalho nessa nova fase. Tem dado muita raça, lutado por todas as jogadas (o que lhe rendeu um gol importante no último jogo, contra o Atlético-PR) e arrancado aplausos dos palmeirenses que têm o “privilégio” de vê-lo de mais perto, da arquibancada.

Claro que nem tudo são flores, ele perdeu duas chances de ser canonizado pela torcida no jogo contra o Nacional pela Libertadores. Pra falar a verdade uma só, de cabeça, que não era um lance fácil, mas ele poderia ter mandado a bola pras redes. Na outra ele foi atrapalhado pelo pênalti claro do marcador que o juiz fingiu não ver. E na última partida, coincidentemente ou não, mas uma vez a arbitragem tentou apagar seu brilho, assinalando um impedimento inexistente depois do seu golaço incrível, com uma bicicleta/voleio depois de uma matada no peito.

A verdade é que eu posso estar enganado, mas por mais que seja perna-de-pau, o Obina tem vontade, sabe lá fazer um pivô (coisa que nenhum dos atacantes do Palmeiras faz direito), luta por cada lance e, esporadicamente ou constantemente, dependendo do momento, também faz seus gols.

Eu também não acreditei quando fiquei sabendo da sua contratação, só aceitei a verdade quando vi todos os noticiários esportivos anunciando esse reforço “esplêndido” do meu time. E pode até ser que não, mas o eterno rival do Eto’o pode ser útil ao time como o foi na sua fase mais brilhante pelo Flamengo. Até agora ele tem provado que esta possibilidade é real.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Paciência do Torcedor Brasileiro- Parte 2


Por Bruno


Não esperava voltar a usar este título, mas infelizmente ele veio a calhar neste fim de semana. A ingratidão do torcedor mais afrescalhado do Brasil, ou seja, o são Paulino. Após o quarto ano de desclassificação seguido na Libertadores, sendo todas para times brasileiros, a paciência da turma GLS – ou GLBT, todo ano agora muda, deve ser para fugir dos inúmeros perseguidores que vão de encontro com a idéia desse pessoal para com seus corpos – se esgotou. Muricy Ramalho não é mais técnico do São Paulo Futebol Clube. Faça a festa torcedor de outras torcidas...
Como pessoa, Muriçoca é rude, intransigente, mal humorado, desrespeitoso, truculento, impassivel e deveras genioso, além de prepotente, egoísta, inábil, insensível, anti-social... Mas não questione a capacidade desse ser ‘amável’ como técnico. Ex-jogador, aliás, um meia de grandes habilidade e madeixas, apesar de hoje apresentar uma ostentosa barriga, Muricy é o único treinador a dar, por três anos consecutivos, o campeonato nacional no país (alguns anarquistas diriam por quatro temporadas, tendo em vista o ano de 2005, onde houveram algumas confusões no decorrer do campeonato daquele ano). Não bastasse, foi sempre eleito unanimidade para a vaga do hoje consolidado Dunga.
Não bastou. O mal acostumado torcedor são paulino protestou, reclamou e acabou por ocasionar a demissão do técnico, que já durava três anos e meio (um recorde para o Brasil nos tempos atuais). Deve ser o início do fim da Era Rosa do Futebol, onde o São Paulo papou a Libertadores e o Mundial em 2005, além dos três brasileiros, dos anos seguintes.
O ano no São Paulo não tem sido bom. Contusões como a dos goleiros Rogério Ceni e Bosco (bem feito!), além do abatimento de jogadores fundamentais, como aconteceu com Hernanes, o paraíso são paulino desmoronou. A hegemonia deste time acabou. Compare as partidas do time nesse ano e em anos anteriores. Ou até mesmo o clássico paulista, o Majestoso. O time do Parque São Jorge venceu nada menos que três de quatro partidas com os veados, tendo marcado oito gols (inclusive um de Jucilei, promessa corintiana, vinda do J. Malucelli) e sofrido apenas três. É, parece que sem Muricy Ramalho as coisas devem piorar para o único time da capital que ainda não foi rebaixado...Será que o novo técnico, Ricardo Gomes, agüenta tanta pressão, com tantos contra tempos? Hoje, nos três a um impostos pelo Corinthians, a torcida são paulina já dá mostras de arrependimento, entoando canções pró Muricy. Não há mais tempo...

domingo, 21 de junho de 2009

A força das evidências na Seleção Brasileira


Por Luiz


Acho que agora não tem mais jeito, tenho de admitir que o Dunga está fazendo um ótimo trabalho como técnico da seleção. No começo eu fui um ferrenho contestador da sua capacidade de dirigir um time de futebol e fazer justamente uma seleção desacreditada e que havia perdido a simpatia dos brasileiros voltar a conquistar títulos e empolgar.
Não que esteja exibindo o melhor futebol do mundo, mas é eficiente, sabe fazer boas jogadas, tem um excelente aproveitamento na bola parada e é mortal quando é atacada. Mesmo com o problema de não jogar bem contra times muito fechados, me parece que isso está sendo resolvido, como pudemos ver no jogo contra o Paraguai em Recife.
A questão é que o último dos sete anões já nos surpreendeu com a conquista da Copa América sobre a Argentina com expressivos três tentos a zero, quando nem mesmo o mais otimista torcedor poderia imaginar tamanha facilidade. Mas mesmo assim ainda havia dúvidas sobre seu trabalho, que estão sendo eliminadas com a, até aqui, bela campanha na Copa das Confederações. A Itália não teve a mínima chance contra Kaká, Luis Fabiano, Lucio e companhia.
É bom voltar a torcer pela Seleção Brasileira, ver jogadores mais comprometidos com seu país e não tanto com o dinheiro, se dedicando para estar em condições de jogar. Na verdade, isso deveria ser obrigação, mas em tempos onde a emoção de entrar em campo pelo seu país anda tão desvalorizada, é bom ver exemplos como o de Juan, que resolveu treinar por conta própria pra entrar em forma e jogar pela seleção.
Agora é só esperar que esses jogadores tragam o troféu da Copa das Confederações de novo e não entrem no caminho tortuoso da desumildade como o fizeram as estrelas da seleção de 2006 que nos fez passar vergonha. E do jeito que o Dunga é, vai ser difícil isso acontecer.
Enfim, dou meu braço a torcer e mudo minha (não importante) opinião: o Brasil está sim em boas mãos (no futebol) e está bem encaminhado para a Copa do Mundo. Agora é só vermos a prova dos nove contra a Espanha e torcer na Copa do Mundo

Seção Nostalgia: Voltando aos Velhos Tempos Demis Roussos, the Phenomenum (Chapter #01)


Por Bruno


Tomando a liberdade de me basear no meu parceiro de blog, começo agora uma série de posts com a introdução desta nova, onde procurarei relembrar grandes cantores e bandas apagados pelo tempo. Hoje, abriremos com um Fenômeno, um verdadeiro cantor nato, com voz suave e impenetrante. Um ser com voz que atinge o status de anjo (por sua voz, não por sua imagem física, como acontece nas melhores óperas do mundo afora). Estou falando de Artemios Ventouris Roussos, ou simplesmente, Demis Roussos.

O cantor nascido em Alexandria, no Egito, mas de ascendência grega, tornou-se um dos cantores mais cultuados dos anos 70, quando lançou grandes sucessos como Forever and Ever, Goodbye, My Love, Goodbye, When Forever has Gone, My Only Fascination e muitas outras magníficas canções, que admite o cantor, humildemente, não ter escrito nenhuma – mas interpretado de forma magistral, sem sombra de dúvidas.

Aos quinze anos, com a Crise do Canal de Suez, teve de se mudar com os pais para a Grécia. Nessa época já sofria influencias de jazz e música árabe. Participou de bandas como The Idols (que depois daria origem ao nome do programa americano, mentira...), We Five, mas foi em 1968 que com o Aphrodite’s Child, Demis atingiu a fama. Após o fim da banda, manteve parceria com o músico Vangelis Papatanassiou (um encontro cármico, segundo o próprio cantor), cujas letras de música seriam usadas por Demis desde então. Race to the End, trilha sonora do filme homônimo, além da trilha do filme cult Blade Runner (aclamado como um dos melhores da década de 80), formam um exemplo de sucesso da dupla. Na carreira solo, lançou We Shall Dance, depois On the Greek Side of my Mind, atingindo o topo das paradas de sucesso na Europa, inclusive na Escandinávia. Depois, reencontrou-se com um parceiro do We Five, Lakis Vlavianos, onde juntos, fizeram grandes sucessos como Forever and Ever, My Reason, Lovely Lady of Arcádia e Goodbye, My Love, Goodbye. Faturou um disco de ouro com o LP Demis, único sucesso nos Eua.

Sua fama restringiu-se mais a Europa, apesar de fazer fama também na América Latina, pois canta, além do inglês, em espanhol, italiano, alemão, grego e sabe-se lá mais o que (peço perdão ao leitor deste post). No Brasil, conseguir lotar o estádio Maracanã com capacidade para 150.000 pessoas, façanha apenas conseguida por ele e Frank Sinatra. Foi citado no Livro de Recordes de Guinnes como personalidade de destaque do mundo do entretenimento musical das décadas de 70 e 80. Emplacou mais de 100 discos de ouro, platina e diamante. Em 1985, quando já desfrutava do fim da carreira, o cantor pop com voz de ópera, sofreu um seqüestro no avião onde viajava com sua terceira mulher (é, o gordinho é safado), que o fez refletir sobre a vida, após correr o risco de perde-la. Considerou a retomada aos shows e as gravações de estúdio, como uma forma de retribuir a chance de viver, podendo contribuir para um mundo melhor.

A carreira de Demis não fica apenas na música, sendo que participou de conferências para soluções de problemas de âmbito mundial, como o fórum pela paz e desarmamento em Moscou, no ano de 1987, ou como na Reunião de Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro. Após três shows no Brasil em 2005 (nessa época eu não conhecia este Fenômeno, portanto perdi a chance de conhece-lo), Demis desfruta dos loros da aposentadoria, após a construção de uma carreira sólida entre os maiores cantores de todos os tempos. Dificilmente encontra-se um cantor que imprime tanta sensibilidade e dedicação espiritual a música, como Demis Roussos.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Semana Perfeita


Por Bruno


Já bastaria pelas belas apresentações brasileiras na Copa das Confederações, segunda e quinta. Mas também veio a vitória nos primeiros 90 minutos da final da Copa do Brasil, onde com dois gols bem trabalhados, o Corinthians botou uma mão e três dedos na taça. Não obstante, São Paulo e Palmeiras foram eliminados da Copa Libertadores. Para completar a alegria do torcedor, o Egito complicou a vida da Itália, vencendo-a por um tento a zero, embolando a chave que o Brasil, com esses resultados, lidera.
Contando a semana útil apenas (onde excluem-se os fins de semana), tivemos um saldo que nem o mais ávido torcedor corintiano poderia esperar tamanha felicidade. Além da vitória que possivelmente trará o direito de retorno a cobiçada Libertadores da América, onde veremos o time do Parque São Jorge com grandes craques (além de Ronaldo, Deco já faz contato com Andrés Sanchez, assim como o fez, Zé Roberto) e pseudocraques (Elias, Douglas, Jorge Henrique, Dentinho e cia.), além da sólida defesa (que conta com a muralha Felipe, os guardiões Chicão e Willian, bem como os laterais André Santos, com a seleção, e o polivalente Alessandro), ou seja, muito bem servido, chegando como um dos favoritos ao título de melhor clube da América, ao lado de sempre favoritos, como Boca Juniors, River Plate, São Paulo, Grêmio, e afins. Não bastasse o trunfo diante do time dos pampas, o melhor time do Brasil em minha modesta opinião, que jogou desfalcado de seus principais jogadores (Nilmar, ex-Corinthians, D’Alessandro, ex-River, Kleber, ex-Corinthians e Santos, além de Bolívar, sabe se lá oriundo da onde), houve as derrotas dos arqui-rivais São Paulo e Palmeiras, que perderam para Cruzeiro e Nacional (Uruguai), respectivamente.
O Tricolor Paulista, tricampeão da competição, foi despachado com dois gols no Mineirão e dois no Morumbi, com um Cruzeiro infinitamente superior. Já o Palmeiras, com missão mais difícil, após o péssimo empate no Palestra, viu seu time atacar, lutar e, sim Luiz, ser roubado, mas só um pouquinho. Quem manda confiar a Obina, o papel de Ronaldo?
Com relação a seleções participantes da Confederation’s Cup, temos a grande surpresa Egito tomando conta dos holofotes com uma incrível vitória sobre os italianos, além da fantástica reação contra o Brasil, que quase resultou num empate, que deixariam os egípcios em belíssima situação na classificação, tendo em vista a última partida desta equipe que será contra o ‘saco de pancadas’ EUA (é bom ganhar deles em alguma coisa), parceiro da Nova Zelândia, outra seleção que veio a passeio para a África.
Por fim, só posso comemorar e dizer que o Futebol nunca foi tão bom como na atualidade, onde meu time e seleção esbanjam futebol de altíssima qualidade e conquistam vitórias decisivas e significativas. Agora é só esperar o início da próxima semana com Brasil e Itália, Corinthians e São Paulo, domingo. Você vai perder?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Corinthians com a taça na mão e pro São Paulo a nova eliminação

Por Luiz


Bom, estes foram dois dias de grandes e importantes jogos. Depois da eliminação do meu time para o Nacional, em um jogo sofrido e dramático, mais dois duelos mereceram a atenção de toda a nação brasileira neste meio de semana futebolístico.

Primeiramente, no Pacaembu, o jogo de ida da final da Copa do Brasil entre o Corinthians e o meu segundo time, meu time de nascença, o Internacional. Pra quem viu, não preciso dizer que foi um dos melhores (senão o melhor) jogo do ano no futebol brasileiro. Uma partida aberta, com chances de gols para todos os lados, grandes craques em campo, muita vontade, um colorado desfalcado mas com muita garra, um “Timão” muito bem armado pelo Mano Menezes.

Acabou que Ronaldo e alguns detalhes fizeram a diferença. Na verdade, um 2x2 seria o resultado mais justo, mas graças a algumas falhas de finalização de Taison (que mesmo assim jogou muito bem) e às defesas milagrosas de Felipe (que finalmente resolveu não imitar o agora galáctico Cristiano Ronaldo e, com a força da expressão, “peidar na lingüiça” em um jogo importante).

Com isso o time sem estádio está com uma mão na taça. Devo reconhecer que é um grande time e que merece o título, assim como o clube da capital gaúcha também o merece muito.

Pra falar bem a verdade, eu estou meio dividido quanto à definição do confronto. Uma parte minha diz algo como “se o eterno time sem Libertadores não for campeão dessa vez, pode desistir porque não vai ser nunca mais!”, e a outra pensa diferente: “o Inter vai ter a volta de Nilmar, Kleber e D’Alessandro e pode muito bem conseguir uma vitória mais elástica”. A segunda opção, por mais que não pareça, não é assim tão improvável vendo o número de chances que foram criadas pelo colorado nesta primeira partida. E no próximo jogo ele terá finalizadores melhores.


Quanto ao jogo desta noite no Morumbi, mais uma decepção do São Paulo, que já não merece o respeito e o medo dos times adversários. O Cruzeiro foi amplamente superior, marcou as jogadas previsíveis dos bambis, digo, do time mandante e, com um golaço, decretou o fim do jogo com plenos 15mins de segundo tempo, quando já tinha um a mais em campo.

Depois, vimos um desfile do time de azul, que passou a bombardear o adversário desesperado até que André Dias pôs a mão na bola, recebeu o segundo amarelo e cedeu o pênalti para Kleber sacramentar a vitória indiscutível.

O clube menos heterossexual do país teve de suportar a quarta eliminação seguida de Libertadores por um time brasileiro, os gritos da sua sempre fiel torcida (sim, isto foi uma ironia) e agora tem de juntar o que sobrou para tentar se impor mais uma vez no Campeonato Brasileiro, o que está mais difícil nesta temporada.

E o grande atacante cruzeirense ainda dedicou a vitória para a torcida palmeirense que precisava ter um alívio para a eliminação de ontem. Grande Kleber, será sempre adorado pelos palmeirenses! E ao São Paulo, resta ouvir provocações do tipo “Chupa bambi!” até esta nova e vergonhosa eliminação ser esquecida.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

E desta vez não deu pro Palmeiras

Por Luiz


Depois de não jogar nada no primeiro jogo, sofrer um péssimo empate e ter de se reerguer longe de casa de novo, o Verdão não conseguiu mais uma vez a classificação sofrida. Apesar das dificuldades, depois dos feitos heróicos dos jogos contra o Sport e da inesquecível batalha em Santiago, agora a missão até parecia mais fácil. Mas não foi.

O time brasileiro teve um belo primeiro tempo, com bola na trave, boas chances, bom toque de bola e poderia ter feito seu gol ainda nesta etapa. Mas não fez. No segundo, voltou mal e tentando com muitos chutões, aquela ligação direta que não adianta nada. O meio-campo esteve diferente do primeiro tempo, sem criatividade e toque de bola. Mesmo assim Obina quase marcou duas vezes e foi feita uma certa pressão. No fim das contas, perdeu para si mesmo.

Mas agora, quero deixar aqui dois protestos. Primeiramente, contra o time do Nacional. Este não é tanto um protesto e mais uma crítica. Com 70 mil torcedores na arquibancada, tantos anos sem chegar a uma semi-final de Libertadores, aquela falação toda de que iam pra cima, iam ganhar e tudo mais, o que se viu? Um time covarde que, jogando em casa, só pensou no 0 a 0, não foi pra cima, fez a velha catimba e segurou o jogo, esperando o apito final. Digno de time pequeno, que foi o que o Nacional se tornou, mesmo com toda a sua história. Sorte que eles serão eliminados pelo Estudiantes.

Segundo, quero falar sobre a Conmebol que, segundo informações que eu ouvi no rádio, não queria ou teria dito que não queria uma final com dois times brasileiros. E como fazer isso? O único jeito seria o Palmeiras ser eliminado. Até aí tudo bem, mas depois de DOIS PÊNALTIS CLAROS para o time de Palestra Itália, um com um corte feito com a mão do zagueiro e outro com um puxão de camisa acintoso em Obina, essa história começa a cheirar muito mal. Posso até estar equivocado, o juiz pode ter apenas não visto os lances, mas como torcedor palmeirense não dá pra se conformar. Sem contar os acréscimo de apenas 3 minutos no fim da partida, sendo que em apenas uma falta os uruguaios conseguiram embromar mais de 1 minuto. Isso falando de um lance, imagine agora que o time fez isso o jogo inteiro.

Bom, reclamações à parte, o Palmeiras perdeu mais para si mesmo e para o primeiro jogo horrível que fez. Como disse John Lennon, “o sonho acabou”. Confesso que não botava tanta fé nesse time, se passasse para as semi-finais seria o “menos favorito”, até pela sua irregularidade. Mas ser eliminado assim nunca é bom.

Desta vez não teve milagre.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Última Chance da Fiel Torcida


Por Bruno


Não é de hoje que se escuta nas ruas, provocações a respeito do time do Sport Clube Corinthians Paulista não possuir um estádio de futebol para realizar suas partidas oficiais, apesar dos quatro CTs (ou Campos de Treinamento, aliás de qualidade duvidosa). Sobram provocações como equivaler à característica do torcedor ao fato de não possuir estádio, ou em outras palavras, o Time do Povo, ou seja, sem recursos financeiros – apesar do time desbancar 650 mil por mês ao jogador Ronaldo, além de 80% de alguns patrocínios, além de 20% do patrocínio principal, a Batavo holandesa.
Torcidas como a do São Paulo entoam hinos de escárnio, como um famoso: “Galinha sem história, galinha sem estádio...” – em referência ao lindo canto corintiano: “Corinthians minha história, Corinthians meu amor”. É duro como um fiel torcedor, ter de ouvir tais banalidades a respeito do time de maiores torcida e mídia do país (foda-se o Flamengo e seus torcedores mistos, em outras palavras, torcedores de seus times locais e da Urubuzada). Aliás, esta mesma torcida são paulina, poderá talvez acompanhar a estruturação de um estádio para os corintianos, graças ao Panetone (ou Morumbi: redondo, fofinho e cheio de frutinhas). Sim amigo torcedor. Uma nota da Fifa declarou o estádio Cícero Pompeu de Toledo como inapto para receber jogos da Copa, por sua estrutura que não comporta os 60 mil torcedores exigidos, ou algo assim. O São Paulo rebateu, mas de nada, ainda, adiantou.
Esperamos que o mandatário corintiano Andrés Sanches (ou Freddy Gruger, para os íntimos) cumpra com seu projeto da época de candidato ao cargo de presidente do clube, onde prometeu a construção de um estádio – campanha já repetida de muitos pré-candidatos ao cargo no Timão. Aliás, este poderia usar como artifício o coração do presidente do país, Lula – não porque ele esteja apaixonado pelo Gruger, longe disso aliás – que é claramente corintiano, já tendo feito inúmeros pedidos ao dono do segundo posto mais importante do país, o técnico da seleção, onde pedia escabrosas convocações, como Finazzi, ou até mesmo o argentino Herrera, na época em que esses eram os atacantes do Coringão. O fato é que o terreno para o Fielzão (possível nome, ou apelido do estádio, um justo nome em homenagem à Gaviões da Fiel), foi encontrado numa ótima localização, a infra-estrutura garantida, apesar de acordos para serem fechados com empresários, investidores, parceiros, prefeitura e com o dono do terreno. Porém, quando pensávamos que finalmente um dos maiores tabus da História do Futebol ia cair (aliás, tabu maior que esse só o título da Libertadores da América e um título qualquer para a Portuguesa), o negócio parou de forma brusca. Voltou-se então a cogitar a possibilidade de compra do Pacaembu (Paulo Machado de Carvalho) ou seu aluguel por 40 anos.
Espero, não só como torcedor corintiano, mas também como anti-são paulino (não que seja homofóbico, sendo que até sou a favor das Paradas Gays, pois trazem mídia internacional, além de grana da viadada gringa, o que é muito bom para a cidade, em questão de infra-estrutura), pois seria muito bom ver a cara de desgosto não só dos bambis, mas também, dos suínos e das sardinhas, ao verem o maior e melhor estádio, nas mãos da Fiel Torcida.
Quem sabe a galinha dos ovos de ouro Ronaldo não nos propicie este presente, atraindo empresários e financiadores, como fez, por exemplo, o time do Arsenal, que com infra-estrutura da companhia de aviação Fly Emirates, trouxe para Inglaterra o Emirates Stadium, uma grande obra paga com os dólares do ouro negro (petróleo).


Ps. legenda da foto: "Bem melhor que o Curralzinho do Palmeiras, aspirante a Chiqueiro. Mil vezes maior que a Pequena Piscina que abriga as Sardinhas. Muito mais lugares que o Panetone. Fielzão, o sonho da Fiel Torcida."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Decifra-me ou Devoro-te



Por Bruno


Como esta enigmática frase da esfinge descreve bem o jogo entre Brasil e Egito hoje de manhã. Foi um jogo sensacional de sete belíssimos gols, com volta e reviravoltas, finalizado com o pé direito de Kaká, graças a uma voz do além que auxiliou o juizão. Os 4x3 lembraram um dos jogos da última Copa das Confederações, onde Alemanha e Austrália protagonizaram um outro show a parte, com vitória dos alemães.

Mas hoje o jogo foi especial. O Egito provou ser um time guerreiro e de técnica apurada, com jogadores de auto nível como Zidan (só falta o ‘e’ ein?), Aboutrika e Mohamed Shawky (o Marcos Pasquim, ator global, traindo a pátria). O Brasil que após marcar com Kaká logo aos cinco, sofrer o empate logo aos sete, virar aos onze (quem imaginaria os dez primeiros minutos tão agitados assim, ein?), e ampliado com Juan, aos trinta e sete, acomodou-se. Logo aos nove do segundo, com um time apático e acomodado (afinal era só mais um time inexpressivo africano), sofre um gol, anotado por Pasquim, o galã global, e o duro golpe do empate com Zidan, logo na seqüência, aos 10. Não fossem Lúcio pegar de primeira com o pé e Elmohamadi com a mão, aos 44, além da voz muito pertinente ao pé do ouvido do juiz, sabe-se lá oriunda de onde, que anotou o pênalti, convertido com muita categoria pelo novo galáctico Kaká, restando ao goleiro El Hadary ficar no quase.

Não se sabe bem ao certo, mas para uma vitória autenticamente sofrida como foi esta, só pode-se concluir que foi devido à volta de um jogador do plantel do Corinthians à Seleção, o polivalente lateral canhoto André Santos, que entrou no final do jogo, sem fazer alguma jogada de fato, tendo apenas a chance de não dominar uma bola alçada da direita. Não fosse o quarto gol, talvez as desconfianças ao redor do técnico pudessem ressurgir, isso se não foi especulado mesmo com a vitória. Fato é que o trabalho do capitão do tetra parece ser eficiente e ordenado, sendo que não há mais tempo de trocar de técnico. A dupla Dunga e Jorginho estará à frente da Seleção na Copa 2010. Esperamos ávidos torcedores, que regressem com o hepta (como a Copa de 2014 será no Brasil, já podemos contar com o título, principalmente porque o Uruguai vive má fase e dificilmente conseguirá repetir o feito de 50).

A apresentação do Brasil mostrou o quão difícil será a trajetória na Copa, tendo em vista a goleada espanhola sobre a inexpressiva Nova Zelândia (será que El Niño levará a Fúria a uma conquista mundial?), além do jogo da seleção italiana contra a americana (detalhe para o ‘Fuck!’ do goleirão Howard, após o primeiro gol italiano, de Giuseppi Rossi, artilheiro do jogo, com dois gols). Mas talvez o grande destaque da rodada tenha sido mesmo a entrevista do técnico da República Sul-Africana, o ex-flamenguista Joel Santana, o técnico mais bonito do mundo, além de um falador fluente de inglês, dando explicações sobre o empate entre sua equipe e a seleção iraquiana (pasmem, a campeã asiática).Valeu Joel!



Ps. legenda da foto: "A Vida dupla de Pasquim, finalmente revelada por CDQS"

domingo, 14 de junho de 2009

A volta de um craque (ou futuro craque)


Por Luiz


Hoje, na partida entre Palmeiras e Cruzeiro, pudemos acompanhar mais uma pintura protagonizada por um jogador de time paulista. Depois da obra de arte de Marcelinho Carioca, do Santo André, contra o São Paulo, que até mereceu um post do meu companheiro de blog, foi a vez do jovem, habilidoso e atualmente perseguido Keirrisson encantar os espectadores.
Ele chegou ao Palmeiras no começo desse ano já como uma realidade e, depois de um começo avassalador, acabou entrando num longo período de má fase, uma escassez de gols que lhe renderam muitas vaias da torcida. Mas a verdade é que ele ainda tem 20 anos, é muito jovem e já carrega um peso enorme sobre suas costas. Nem todo mundo tem o sangue frio pra lhe dar com isso, e isso não é um defeito. Temos como o de Lulinha, que até agora não conseguiu mostrar o mesmo futebol das categorias de base.
Mas a questão é que o K9 voltou a brilhar com um golaço de placa, um meio voleio de fora da área matador, que virou o placar para o time da casa e deu mais tranqüilidade para o resto do jogo. No rádio, o narrador ficou uns dois minutos só falando da beleza do tento.
E a verdade é que ele merece mesmo os elogios. Calou a boca da torcida, que desta vez teve de aplaudi-lo, e garantiu a importante vitória.
O Keirrisson tem muito potencial e pode vir a ser um craque de ponta, só precisamos ter calma com ele e dar tempo ao tempo. Ele não pode ser tratado como o salvador da pátria e como o maior vilão caso os gols não saiam. Não creio que até aqui tenha lhe faltado humildade. Como todos nós sabemos, atacante em má fase é uma desgraça, acontece de tudo, menos bola na rede.
Com a dose certa de paciência, esse menino vai deslanchar, ajudar o Palmeiras no decorrer do ano, ficar entre os artilheiros do campeonato, talvez conquistar títulos importantes, ganhar de vez o respeito da torcida e, depois, pra alegria de todos, ser vendido para um time europeu (fatalidade infeliz que nos persegue e contra a qual não podemos lutar).
Parabéns ao garoto e que venham mais golaços!

As grandes músicas do rock #2 – Alive – Pearl Jam



Por Luiz


Depois de um bom tempo venho aqui continuar essa série de postagens que visa dar uma visão um tanto pessoal sobre as grandes músicas da história do rock, na minha visão.

Hoje, um marco dos anos 90, mais que um hit de rádio, um grito de sobrevivência.

Como eu já disse em outras oportunidades, o ano de 1991 foi emblemático para a história do rock, talvez o melhor deles nos últimos tempos. No meio de grandes lançamentos, surgia um álbum de estreia de mais uma banda de Seatle, que veio para fazer história. Trata-se do álbum Ten, do Peal Jam. O primeiro e até agora melhor disco deles.

Logo se tornou um grande sucesso, com muitas vendas e conquistando fãs por todo mundo.Tudo graças às suas músicas incríveis e muito bem compostas, como Once, Even Flow, Jeremy, Porch e também a inesquecível Alive. Esta se trata de uma especial, que foi um grande sucesso nas rádios mas que tem um sentido profundo e até triste.

Ela fala sobre um fato da adolescência de Eddie Vedder, o vocalista da banda, quando sua mãe lhe conta que seu pai é na verdade seu padrasto e seu pai biológico havia morrido quando ele tinha 13 anos. A letra fala também sobre incesto e como ele acabou se traumatizando com isso. Resumindo, como o próprio autor já disse, essa música fala de uma péssima experiência no meio de uma fase que por si só já é difícil. A tão aclamada frase “I still alive!” foi feita, na verdade, como uma maldição, como se não fosse bom continuar vivo e ter de suportar a verdade.

Mas acontece que os fãs acabam por mudar o sentido da letra, quando começaram a cantá-la como um hino à vida e à permanência na luta de cada dia, como se fosse bom nós continuarmos vivos apesar de todas as dificuldades e todos os defeitos desse mundo. Com isso foi-se mudando a visão sobre a letra, até mesmo a visão do próprio autor, que certa vez disse: “Essa música, esse refrão na verdade foi escrito como uma maldição, para representar algo ruim que aconteceu comigo. Mas quando eu via as pessoas nos shows cantando com tanta vontade, com tanta força, com um sentido bom, que elas continuam vivas e forte, de certa maneira, elas quebraram esta maldição. Acho que agora eu vejo a minha própria música com outro sentido”.

E é justamente isso que a faz uma canção especial. Isso sem contar o excelente trabalho de todos da banda, que conseguiram criar o clima perfeito e, junto com a voz inigualável de Eddie, a transformaram em uma das melhores da história do rock. E no final vem aquele solo avassalador, lindo e desafiador em toda a sua extensão, considerado por muitos como um dos melhores já feitos.

Resumindo, quem ouve esta música e se mantém indiferente precisa ir a um psiquiatra, pois é impossível não se levantar e não se arrepiar com o refrão incrível, não se sentir mais vivo e mais forte e depois lavar a alma com o solo que finaliza este marco na história do rock.


sábado, 13 de junho de 2009

Craque é Craque


Por Bruno


Ele que já disputou, sendo que já venceu, o Campeonato Brasileiro por grandes times como Corinthians, Santos, Flamengo e Vasco, hoje mantem-se jogador a bel prazer, na juventude de seus 38 anos, hoje ele disputa o torneio por intermédio de uma equipe de menor expressão, como já havia feito em 2005, pelo Brasiliense, agora faz pelo Santo André. Marcelinho Carioca, que brilhou muito no Corinthians (e olha que ele não é o Ronaldo), mostrou que seu pezinho de anjo ainda tem faro de gol (e de belos gols) ao marcar neste sábado contra o time de Muricy Ramalho, uma pintura digna dos tempos áureos do jogador, quando desfilava boníssimo futebol pelo time do Parque São Jorge. Este gol, aliás, foi o segundo do eterno camisa 7 da Fiel, pelo Ramalhão, só neste campeonato.
Autor de gols memoráveis, como o marcado em Edinho (filhinho-goleiro do Rei, que inclusive o livrou de maus bocados) que lhe rendeu uma placa, ou magníficos gols de falta, onde o jogador esbanjava precisão, como um marcado no palmeirense Velloso, onde inutilmente o jogador Muller tentou escorar de cabeça, na final do Paulista de 95, ou até mesmo gols irreverentes, como o pênalti convertido contra o Santos (Santos, sempre Santos), onde ele chutou a bola bem fraquinha no meio do gol, deslocando o goleiro, em 98.
Pelo Corinthians, Marcelinho obteve grandes conquistas pessoais. Revelado pelo Madureira, mas amadurecido no Flamengo (gostaram do trocadilho, não?), o jogador veio sem muito alarde para o Parque São Jorge, para se tornar nada menos que o jogador com mais títulos pelo clube (oito no total) e entrar para ooooooo Top Five de artilheiros do Timão (tendo marcado 206 gols pelo time, ficando atrás apenas de jogadores clássicos do time, como a dupla Cláudio e Baltazar, dos anos 50, além de Teleco, dos anos 30 e 40, e Neco, o primeiro craque do time, que defendeu o time nos primórdios). Não satisfeito, caiu nas graças da Fiel como, talvez, o jogador mais popular do time em todos os tempos – apesar dos pênaltis perdidos em grandes decisões, apesar de que o São Marcos adiantou...
Amado pelos corintianos, odiado pelos rivais, Marcelinho se diz evangélico, apesar das intrigas e polêmicas dentro e fora de campo, seja com Paulo Nunes, seja com Luxemburgo.
Esperamos que este craque do Mundo da Bola volte a fazer grandes jogos e jogadas nestes últimos anos de carreira que lhe restam. Mesmo não sendo um jogador que se firmou na Seleção, Marcelinho merece ser lembrado por gols como este último no São Paulo, por sua habilidade nata tanto na bola parada, como na sua armação de jogadas e conclusão das mesmas (o jogador contabiliza mais de 500 gols na carreira, segundo seu site oficial). Encerro com a única conclusão de que, para um jogador aos 38 anos como está o craque de 1,59m, marcar um golaço de primeira desses, com certeza deve ter sido alguma inspiração de uma ótima véspera de partida, ou para os mais desavisados, um ótimo dia dos namorados.


Ps. legenda da foto: " Eu até deixo você ficar com a bola, se você me devolver essa camisa"

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Brasil no Mundial e o Cris no Real


Por Luiz


Bom, já estava na hora d’eu voltar a fazer um post sobre futebol, e nada melhor que falar sobre os últimos acontecimentos, quentinhos.

Começando pela Seleção Brasileira que ontem venceu o Paraguai de virada no Recife, 2 a 1. O que posso começar dizendo é que mais uma vez não foi com um futebol vistoso que conquistamos a vitória. Aliás, isso é muito raro na era Dunga.

E como brasileiro adora reclamar, ainda não está bom. Sempre estivemos acostumados com seleções incríveis, como a de 70 e 82, com muitos dribles, tabelas e jogadas de efeito, características do futebol brasileiro. Agora vemos um time eficiente, com uma defesa sólida, um meio-campo marcador e na frente, nossa maior estrela, Kaka, é daqueles que pouco arriscam um drible. Robinho continua na média, sem ser tão decisivo (apesar de fazer o gol, o placar seria mais elástico se ele tivesse tocados mais a bola e finalizado melhor).

E assim vamos pra Copa do Mundo, com um futebol parecido com o de 94 e 2002, em que nossos jogadores foram lá e trouxeram a taça consigo. Apesar de nós não gostarmos desse estilo, temos de admitir que é justamente quando a seleção está contrariada e sem dar espetáculos que acontecem as grandes conquistas. Lembram de como era o time de 2005? E de como decepcionou em 2006?

Talvez seja esta a fórmula. O Brasil tem jogadores para vencer qualquer competição, mas muitas vezes isso não acontece justamente por eles entrarem de salto alto. Quando chegamos à uma Copa do Mundo mais desacreditados, tendo que provar ao torcedor brasileiro do que seus jogadores são capazes, os resultados acontecem. Pelo menos é isso que tem-se visto nas últimas vezes.

Para completar este assunto, sobre o jogo de ontem, demos azar no gol do sempre perigoso Cabañas, e demos sorte no tento de Nilmar. Foi uma vitória importante, poderia ter sido melhor, mas sabendo do nível de dificuldade da peleja, está de bom tamanho.

E que venha a Copa das Confederações!


Agora, falando sobre a última contratação do Real Madrid, que volta a ser um time de Galácticos, eu ainda estou meio desconfiado. O sempre muito humilde Cristiano Ronaldo, conhecido pelos mais maldosos como um exemplo de jogador pipoqueiro, se tornou a contratação mais cara da história do futebol.

Querem saber a minha opinião? Eu achei desnecessária esta contratação. Ele é um bom jogador, sabe encantar a torcida e tudo mais, mas quantas finais ele já decidiu pelo Manchester? Como ele jogou contra o Barcelona na decisão da Champions League, dias atrás? Pode até ser que isso mude, mas até agora ele não tem sido decisivo na seleção portuguesa e nem o foi no time inglês.

Ele está longe de ser para o mundo do futebol o que foi Zidane, até ontem a contratação mais cara da história. Se eu fosse o senhor Florentino Perez, guardava essa grana toda para comprar outros jogadores de ponta e deixar o time ainda mais forte. Com a saída de Canavarro, vai ser preciso um novo zagueiro pra segurar tudo lá trás (ui!). De qualquer modo, eu infelizmente não sou presidente de um dos times mais ricos do mundo, sou apenas um adolescente sem muito o que fazer que fica dando pitacos no que os outros fazem. Então, boa sorte ao Cristiano Ronaldo, que faça boa dupla com Kaká e que possa ser decisivo para o Real Madrid (o que não vai ser fácil, considerando seu histórico).


Antecedentes da Copa


Por Bruno


Já é fato, o Brasil está garantido em mais uma Copa do Mundo. Confirmando a vitória de 2x1 sobre a seleção paraguaia, do sempre perigoso Cabañas, o Canarinho ficou muito perto da classificação para a África do Sul. Aliás, eu acredito que os campeões de edições anteriores deveriam ter cadeira cativa para a disputa de melhor nação futebolística do globo (o que evitaria a desclassificação de seleções tradicionais, como o Uruguai, em prol de seleções inexpressivas, como o ocorrido com a Austrália, uma grata surpresa, aliás).
Infelizmente, parece que o Brasil retornará a mais uma Copa com status de campeão, ainda mais se bater as potências Itália e Espanha na Copa das Confederações, neste mês. Como a Copa será na África, o campo de jogo será neutro, tendo em vista que não haja surpresas nas chaves classificatórias, como ocorreu em 2002, onde países como Coréia do Sul (uma das sedes do torneio naquele ano), Senegal e Turquia avançaram bastante, onde houve inclusive uma decisão de terceiro lugar entre os coreanos e os turcos. Outras seleções que não podem ser ignoradas são as invictas nas Eliminatórias Européias, Holanda e Inglaterra, inclusive com 100% de aproveitamento, além de seleções tradicionais, como França, Argentina e Alemanha. A disputa também será acirrada pela artilharia, apesar dos possíveis desfalques de Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic, cujas seleções respectivas estão mal posicionados na mesma chave de classificação, temos outros grandes artilheiros, como Lionel Messi, Ruud Van Nistelrooy, Thierry Henry, Jared Borgetti (este mexicano inclusive, o maior cabeceador de todos os tempos, depois de Baltazar, ‘cabecinha de ouro’, do Corinthians), Miroslav Klose, Lukas Podolski, Andriy Shevchenko, Hernán Crespo, Wayne Rooney, Filippo Inzaghi, Mark Viduka, Alberto Gilardino, Kaká, o Fabuloso Luis Fabiano, talvez Nilmar (tomara que sim!), ou até mesmo Ronaldo Fenômeno (Deus queira que não!).
A única coisa que se pode prever é que será uma Copa de grandes jogos, talvez surpresas, como os australianos ou os sérvios, com seleções não muito divulgadas, mas que acabam chegando as vias de fato. Ao menos que nenhuma força oculta atrapalhe (seja ela em dólares, ou euros), esperamos ver uma grande peleja entre os clubes. Esperamos que o Brasil traga a sexta Copa para o país, tornando-nos hexacampeões (que nem o São Paulo), e consolidando o Futebol Brasileiro como o melhor, mais uma vez. Futebol esse aliás, o único orgulho de ser um cidadão brasileiro. Desculpem os patriotas mais exaltados, mas não podemos nos orgulhar nem mais de nossa vasta biodiversidade, fauna e flora, sabendo que esta está sendo levada por latifundiários, estrangeiros e seringueiros.


Ps. legenda da foto: "Na foto o Fanfarrão Materazzi e o artilheiro australiano Mark Viduka, numa cena de 'carinho' durante as Oitavas do Mundial"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A desvirtualização do metal


Por Luiz


O sempre polêmico heavy metal, vertente do rock, conhecido no mundo pelo seu jeito único e inconfundível, está de certa forma com mais 35 anos de existência. Nesse meio tempo ele passou por muitas modificação e evoluções, dando origem a vários tipos diferentes, como o black metal, o death metal, o metal melódico, e etc.

Muitos consideram que seu nascimento foi quando algumas bandas da década de 70 ou até mesmo 60 resolveram usar guitarras distorcidas em músicas mais pesadas. A verdade é que as técnicas desse estilo foram popularizadas por bandas que talvez nem possam ser consideradas pertencentes a ele como o Deep Purple e o Led Zeppelin.

Foi com o surgimento do Black Sabbath de Ozzy Osbourne, o pai do heavy metal, que ele começou a se tornar um estilo definido, diferente do rock’n’roll, do rock progressivo ou do punk, que eram os mais populares na época.

Como todos nós sabemos, algumas bandas posteriores começaram a misturá-lo com letras sobre ocultismo e satanismo, surgindo o estereótipo de que o heavy metal (ou até mesmo o rock em geral) é coisa do diabo. Claro que as letras mais pesadas sempre foram mais comuns no mundo do metal, mas é preciso analisar antes de generalizar.

Mas como o intuito do post não é esse, vamos ao que interessa. Vamos tomar como ponto de partida as principais bandas do estilo como Black Sabbath, Judas Priest, Iron Maiden e Metallica, junto com aquelas que o influenciaram, como o Deep Purple, Led Zeppelin e AC/DC e comparar com o que foi surgindo ao longo dos anos.

Pra começar, vemos que as músicas que foram introduzindo o heavy metal ao mundo tinham sempre suas guitarras elétricas e pesadas, porém com riffs legais e cativantes. Como esquecer o riff de Iron Man? Ou então o de Smoke on the Water? Ou então a melodia vocal de Ozzy em Paranoid? Como não arrepiar com Fear of the Dark ou não balançar a cabeça feito louco com Whiplash?

Essas músicas são trabalhadas e de certa forma até bonitas, mesmo que pareçam apenas barulho para ouvidos menos evoluídos. Característica que foi se perdendo com a criação dos vocais guturais e com a criação de sub-gêneros como o death e o black metal, que passaram a explorar de forma exagerada o peso e a velocidade.

Nos anos 80, a boa banda Helloween criou o que se pode chamar de power metal, com suas letras mais fantasiosas e os agudos nos vocais. No Brasil, Angra e, posteriormente, Shaman, popularizaram essa nova vertente, conhecida aqui como metal melódico. Exploraram ainda mais os agudos, chegando a exagerar neles. Foi também quando o teclado passou a ganhar grande importância nas composições.

O problema é que foram surgindo bandas que exploraram demais essas características, dando origem a aberrações como Sonata Arctica e Dragonforce, com suas letras muitas vezes “bobas demais”, seu sentimentalismo artificial e a velocidade desnecessária, tanto na bateria quanto na “fritação” dos solos de guitarra.

O que eu quero dizer é que, através dos anos, o heavy metal foi se fundindo com outros estilos e técnicas, dando origem a novas e boas bandas (como Dream Theater e Queensryche com o metal progressivo, o Motörhead, até mesmo o Alice in Chains, por exemplo). Mas acontece que também muito se perdeu e atualmente vemos poucas bandas como Metallica por exemplo, que ajudou a criar o thrash metal, mas se manteve fiel (até o lançamento do Load) às raízes.

Não que a evolução seja ruim, ela é boa. Mas não se pode esquecer as raízes e o que fazem do que você gosta aquilo que é hoje.

Talvez seja melhor dizer assim: o heavy metal não é, na sua essência, barulho desorganizado, músicas pesadas e desculpa pra fazer bate-cabeça. É, antes de tudo e apesar das controvérsias, um estilo musical e cultural. Apesar de existirem algumas bandas que não o representam totalmente terem sido feitas como seu estereotipo, o que há de legal no metal são os riffs bem trabalhados, a emoção, descarregar a raiva muitas vezes, curtir um som mais pesado, mas sempre com melodia e organização.

É preciso ter respeito por esse senhor que continua cativando antigos e novos fãs. Muito se fala mas pouco se conhece deste que é um dos mais famosos modos de se fazer música no mundo.