Ronaldo e Adriano, ou Corinthians e Flamengo, ou até mesmo Márcio Braga e Andrés Sanchez, serão os protagonistas de um evento beneficente com previsão para o final do ano, que será realizado na Palestina – região conturbada com conflitos de cunho religioso de alta periculosidade – um jogo amistoso entre os dois times de maior torcida no país (mas que jogarão, por mera coincidência, num estádio com capacidade para 6 mil espectadores). Este jogo é uma possível reedição do ‘Jogo da Paz’, realizado no Haiti em 2004 (jogo em que o Brasil confirmou com sonoros seis gols o quão relevante é o cidadão haitiano), uma iniciativa do Governo Federal pela onírica, talvez utópica, Paz Mundial.
O jogo inicialmente seria valido pela 37ª rodado do Campeonato Brasileiro, mas por complicações lógicas será um amistoso pela promoção da paz em Israel. A iniciativa além de altruísta também parece perigosa, pois a região é uma das mais conturbadas do mundo. Oxalá não surja um xá megalomaníaco, ou um terrorista de ideais explosivos para por em cheque a segurança dos profissionais brasileiros. Sobretudo, espera-se uma partida de status mundial, talvez a única forma de destaque global provinda do Brasil (talvez o samba, entendam-no como negras voluptuosas e rebolosas, não um estilo musical), pois o Futebol é a grande especialidade do povo tupiniquim. Inclusive espera-se a presença de celebridades futebolísticas que ajudaram a consagrar nosso país, como Zico, Rivellino e Pelé.
O único fator irônico é o fato do time da Zona Leste paulista ter uma incrível má fama no cenário nacional como um time do Povo (entenda-se por Povo o mais baixo escalão de ser humano, inclusive ladrões, seqüestradores e afins), e a apresentação do ‘Timãozinho’ sub18 no último mundial, contra os ‘Galactiquiños’ do Real Madrid, estes que impuseram três tentos a zero sobre o time paulista, o que gerou trocas de socos e voadoras que causou o afastamento por cinco anos do time corintiano no campeonato. Esperemos que isto se restrinja ao time juvenil, que os culpados sejam punidos e que nenhum deles seja escalado no jogo, cujo principal objetivo é promover a Paz, não desestimula-la.
Símbolo de bom Futebol, marca autenticada de qualidade e requinte. Com exímios cobradores de falta e pênalti, e representada por jogadores tipicamente ‘cerebrais’, a perna esquerda como dominante é há muito tempo aquela que enche os olhos dos fanáticos torcedores ao redor do mundo. Não é a toa que muitos dos camisas dez do Futebol e que marcaram época, são canhotos. Como começar essa matéria sem citar um dos maiores lançadores de todos os tempos, se não o maior, Gérson. O ex-jogador da Canarinho que atuou ao lado de craques históricos como Pelé – que apesar de não ser canhoto, chutava com as duas – este jogador tinha passes refinados e lançamentos primorosos. Seu contemporâneo Rivellino, outro magnífico jogador de grandes efeitos na pelota, que popularizou o drible ‘ elástico’, inclusive. Há ainda outros grandes alçadores, mas dentre os canhotos, o de maior destaque com certeza é Diego Armando Maradona. O argentino impressionava com sua mágica que o tornou o maior jogador de sua geração (grande feito, sabendo que este jogou na mesma época da Seleção Brasileira de 82, aliás este sofreu com os brasileiros neste ano). Faço este post sabendo que posso ser massacrado, uma vez que a maioria dos jogadores conhecidos são destros, além de haverem inúmeros craques que jogaram e jogam com a direita, mas na verdade peço uma análise mais detalhada nos que trataram melhor da redonda.Vejam os dribles do romeno Hagi na Copa de 94, ou mesmo os chutes potentíssimos de Adriano e Roberto Carlos e percebam o quão destacados são os abençoados com a esquerda dominante. Não é preciso nem dizer nada sobre o prodígio e principal candidato a melhor jogador do mundo, Lionel Messi. Até mesmo os melhores goleiros são canhotos, como o defensor de pênaltis Dida, ou mesmo Casillas, Buffon, Peter Cech, Barthez e a nova sensação da Seleção, Júlio César. Não só os goleiros, como também grandes zagueiros, como Heinze, Cambiasso, Materazzi, Kaladze e Guti. Notem também que todos que puderam se valer da ambidestria, como o Fenômeno Ronaldo, realizaram grandes feitos com jogadas inesperadas e destruidoras de qualquer sistema tático. Por fim , se você não acredita nesta verdade absoluta do Futebol, saiba que o autor deste post também é um canhoto.
Continuando com o assunto do suposto fim do rock de verdade, chegamos ao presente para avaliar o que tem surgido de novo no cenário musical e suas influências.
Bom, como já vimos no post anterior, os anos 90 foram marcantes para os apreciadores da boa música. Tivemos grandes discos e grandes bandas se destacando e tendo projeção mundial com obras de arte inesquecíveis como Smells Like Teen Spirit, do Nirvana; Alive, do Pearl Jam; Metal Contra as Nuvens, da Legião Urbana, entre outros.
Mas também foi uma época difícil, com a perda dos dois últimos grandes ídolos do rock nacional e internacional: Renato Russo e Kurt Cobain. Dois ícones que, cada um a seu modo, ajudaram a revolucionar o mundo do rock com canções que embalaram suas gerações e foram trilha sonora de mudanças no mundo. Como não lembrar da letra maravilhosa de Teatro dos Vampiros?
A questão é que parece que ainda não nos recuperamos da perda dos dois astros que agora nos vêem lá do céu (ou do inferno) e devem estar lamentando o péssimo início de milênio do mundo da música.
É por isso que eu faço a pergunta: qual banda ou artista realmente bom surgiu depois do ano 2000? Dá até pra ouvir os grilos cantando daqui. Não surgiu nada de novo, nada de impactante e excitante no cenário do rock, no Brasil ou fora dele. Aqui, acabamos vendo a revelação de “fenômenos tristes” como o Calypso (como bem definiu o grande Dado Villa-Lobos). Como este podemos citar as bandas de emo-core e a maior desgraça “cultural” da atualidade, o funk carioca. Parecemos perdidos em meio a tantas letras fúteis, músicas repetitivas e nada criativas, apelo ao sexo e falta de bom senso.
Lá fora, bandas como Arctic Monkeys e The Strokes foram apontadas como a salvação do rock. Mas apesar de não serem bandas ruins, ainda precisam evoluir muito para chegar a fazer história. Falta algo que as mais antigas tinham de sobra, talvez aquele desafio aos costumes, o senso de paz ou revolução, etc.
Ok, todos nós sabemos que os tempos são outros, outra história. Mas o que assusta é como o povo se conformou em confiar em políticos corruptos e a não ouvir mais música (o que ouvem hoje em dia passa longe de receber este elogio). Talvez alguma hora alguém resolva se desvencilhar da mídia que valoriza coisas sem valor algum e contrariar essa massa, passando a tomar uma atitude.
Atualmente, nós, fãs do bom e velho rock’n’roll, temos de nos contentar com os discos de bandas já consagradas. Não digo isso num sentido ruim, pois temos o Metallica (que depois de 17 anos finalmente lançou um álbum de verdade), Foo Fighters, Pearl Jam, AC/DC, Dream Theater, Heaven and Hell, Rush, Queen, e etc, que voltaram aos holofotes com bons discos, muitos até que não ficam devendo em nada aos antigos. Temos também boas novidades como o Chickenfoot (pra quem não conhece o super-grupo do Satriani, vale a pena ouvir!) e cds novos do Kiss e do Alice in Chains sendo produzidos.
O problema é que não existem caras novas que possam absorver o legado de ouro deixado pelos artistas citados acima para juntar com coisas novas e, com personalidade, continuar trilhando o caminho da boa música para os fãs carentes. É isso que muitos de nós ainda esperam, e outros já desistiram de esperar.
Que fique claro que eu não estou tentando desvalorizar os outros estilos musicais, o que se ouve aqui ou no resto do mundo, mas na minha posição de adolescente apaixonado pelo rock’n’roll, fica difícil não cutucar. Por mais que goste de falar, eu ainda tenho respeito por esses estilos (menos o funk!). É que você, que entende o que estou tentando passar deve estar cansado de viver em um país onde quase todos se limitam ao pagode, ao sertanejo, forró e outros, sem conhecer grandes músicas que fizeram e fazem parte da história e deve estar cansado também de ter que olhar para o passado para encontrar coisas boas e, ao voltar ao presente, ver o que temos. Pois é, eu também estou.
No próximo ano, teremos o maior evento do Futebol sediado pela primeira vez no continente africano, no país mais bem estruturado economicamente da região (ou pelo menos assim se espera), a República Sul Africana. Parece que esta oportunidade única, não só vai ajudar a carente população do país, tendo em vista os 10% de aidéticos, como também vai dar margem de lucro para uma reestruturação dos alicerces do país, além de expor a África como um todo, mostrando assim o quão dependente de ajuda é este conturbado continente. É neste ínterim de bondade e candura que podemos notar que algo não está realmente certo. Não apenas a insegurança de um evento deste porte ser disputado no continente mais pobre do mundo, nem mesmo as incertezas que rondam em torno das estruturas dos estádios – apesar de a Fifa estar fiscalizando, com sua precisão inabalavelmente perfeita. Algo está intrinsecamente oculto por trás desta escolha de sede da Copa. Em 2003, durante a V Conferência Ministerial da OMC, que se deu em Cancun, dentre outros temas (de relevância quase que exclusiva das grandes potências, que se diga de passagem), foi discutido o Fórum IBAS, cujos integrantes que dão nome à sigla são Índia, Brasil e África do Sul, onde estes propunham a quebra das patentes dos coquetéis que tratam da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (a SIDA, ou popularmente, AIDS). Porém, estas idéias dos países emergentes iam de encontro com algumas nações integrantes do Acordo Internacional sobre Direitos de Propriedade Intelectual (TRIPS), onde os royalties pagos aos criadores dos remédios eram extremamente altos, o que dificultava sua distribuição pelo Estado, responsável pelo tratamento dos infectados. Por fim, a causa acabou sendo ganha, diminuindo assim o custo dos coquetéis anti-HIV, em dólares, passou-se de 15 mil dólares/ano, para 150 dólares/ano por paciente. Onde relacionar este ‘momento histórico’ com o campo onde desfilarão estrelas do Futebol Mundial (com uma possível exceção de Cristiano Ronaldo, pois a seleção portuguesa não vai bem nas complicadíssimas Eliminatórias Européias)? Pois bem, o fato é que os sul africanos, um dos três integrantes do IBAS, votaram contra a proposta a favor da quebra das taxas dos coquetéis. Parece estranho, mas houve uma chamativa proposta de um dos membros da TRIPS, no caso a Suíça. Para os mais desavisados, Zurique fica na Suíça, cidade esta que abriga a sede da FIFA, entidade que gerencia o futebol mundo afora. Foi então que ‘generosamente’, os suíços ofereceram aos sul africanos a Copa de 2010, o que aliás foi uma grande jogada de marketing, e estes é claro, aceitaram em troca da desistência no IBAS. Notem a tamanha imprudência dos governantes deste país, que possui mais de 5 milhões de casos de HIV. Por ironia, a África do Sul vai sediar a Copa no próximo ano, mas também já usufrui das quebras de patente dos coquetéis anti-HIV. Foi ou não foi um bom negócio para o país do ex-presidente e ícone negro, Nelson Mandela, herói e grande opositor das nebulosas épocas de Apartheid? Agora peço a você leitor para pensar duas vezes antes de dizer que a próxima Copa será um marco histórico da evolução da civilização que quebra, por intermédio do Esporte, mais uma barreira racial, trazendo a Copa a um país de maioria negra.
Na conjuntura de mundo na atual sociedade brasileira, e por vezes mundial, pode-se perceber a notoriedade e relevância de um oleiro profissional. No Brasil, profissão que figura no interesse de toda uma sociedade como aspiração onírica, talvez ao lado do tráfico (que também gera muitos recursos, mas uma vida mais curta, em detrimento das regalias oferecidas). Mas o que é de se impressionar é o trato para com estas celebridades dos gramados. Foi lendo a um excelente site de futebol, e de outras ‘pendências’, pude perceber o tratamento delicado que é dado aos atletas, principalmente àqueles que retornam de aventuras européias. O Grande Imperador e caloteiro, Adriano, por exemplo, voltou de Milão, está prestes a reestrear por seu time de coração, Flamengo. Contudo, porém, todavia o garanhão sente-se como um juvenil novamente, ansioso.
Lembrando dos Anos Dourados do Futebol, onde brilharam as maiores estrelas lendárias que contribuíram para o Futebol ser o que é, sinto-me envergonhado por esta vexatória e escabrosa demonstração de delicadeza e zelo que se nota no futebol moderno. Em pensar que na época de gênios como o Rei, uma pequena contusão o afastaria da Copa de 62. Ou até mesmo a inexistência de regalias da atualidade como o 'carrinho de resgate', a ambulância de plantão, novos métodos de profilaxia e muitas outras tecnologias disponíveis na atualidade. Parece que os jogadores são bonecas de porcelana, que não podem ser expostas a condições extremas, e o Futebol, uma passarela para desfilar a beleza destas (vide, por exemplo, a vaidade de jogadores nem tão belos assim, como o ‘jogador que nunca estreou no Parque São Jorge’, Vagner Love, ou seu ‘pupilo’ Carlos Alberto, hoje no sofrido Vasco).
Para finalizar esta bizarra notícia, creio que não é espanto para o torcedor brasileiro ver o Futebol como está, sabendo que o time do São Paulo Futebol Clube reina absoluto como tricampeão brasileiro, além de time mais bem sucedido das terras tupiniquins. Campeonatos de cunho mundial são realizados para homossexuais, com vitória, é claro, dos nossos hermanos. A reintegração de jogadores como Richarlyson aos campeonatos profissionais, além do grande destaque na mídia, onde aparece quase que como garoto-propaganda do CQC, por exemplo. Antigos heróis nacionais, simplesmente fenomenais, flagrados com transexuais em motéis. Realmente o Futebol nos tempos modernos está mais cor-de-rosa...
Ps. legenda da foto: "O São Paulo teria afetado a masculinidade do garoto?"
Agora é hora de falar dos bons tempos da música. Nós que gostamos de rock sempre dizemos que seria melhor ter nascido anos atrás, onde as grandes bandas faziam sucesso e eram adoradas pelos jovens que viam neles o reflexo de tudo aquilo que queriam ser, viam um desafio à autoridade dos pais e/ou do governo.
Pois bem, esses tempos se foram. Com o crescente número de músicas vazias e sem inteligência, que falam de relações amorosas falidas ou apelam para a sexualidade pervertida, não se vê nessa geração o mesmo ímpeto e identidade das outras. Mas como eu já disse anteriormente, esse post é para falar das fases boas.
E foram muitas. Desde o nascimento do rock, originado do blues americano, com Chuck Berry, Elvis Presley e etc, ele foi sempre um movimento mais “marginalizado”, se assim posso dizer. Contrariava uma geração de jovens comportados e bem vestidos que o governo adorava. Incitava eles a questionarem a razão dos pais e dos políticos, criticar a guerra e o ódio.
Quando surgiram, na Inglaterra, as três bandas que deram mais popularidade ao rock’n’roll, Beatles, Roling Stones e The Who, os jovens entraram de cabeça nesse movimento. Havia um novo ídolo, um garoto chamado John Lennon, e também um cara tímido e com aparência até meio afeminada que fez muito sucesso e inspirou pensamentos de libertação no público, que era Mick Jagger. Isso sem falar no mestre da guitarra Jimi Hendrix e da rainha do rock (não é o Freddie Mercury), Janis Joplin. Aí começava a era de ouro.
Nesse contexto também começavam a aparecer as bandas que prezavam pela música mais calma e trabalhada, o rock progressivo, com o Genesis, Yes e, principalmente, o Pink Floyd, com seus dois megassucessos mundias: The Dark Side of the Moon e The Wall.
Mais pra frente, alguns músicos começaram a usar guitarras distorcidas e pesadas em suas composições, dando origem ao hard rock, que foi o pai do heavy metal. Tais bandas eram Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Surgiam para o mundo Robert Plant com sua voz inesquecível e Ozzy Osbourne, um dos maiores (senão o maior) símbolo desse movimento.
Mesmo com a perda irreparável da separação dos Beatles e depois, da morte de John Lennon e Keith Moon, por mais que seus fãs ficassem inconsoláveis, o rock ia se transformando e evoluindo, atingindo novos públicos com novas bandas. Nos anos 70 foi a vez do punk rock e toda a sua barulheira, gritaria e letras de protesto. Sex Pistols e Ramones se tornaravam a nova mania na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Inspirados pelo som pesado do trio criador do hard rock citado anteriormente, surge o Judas Priest e o Iron Maiden, consolidando este estilo como uma nova forma de fazer rock, chamado heavy metal. Eles usavam cabelos compridos e roupas escuras, além de possíveis correntes, munhequeiras e etc, e deram origem ao estereotipo dos roqueiros (um bom assunto para um possível post). Mais tarde surgia o Metallica, com riffs ainda mais rápidos e secos, cativando o público americano e criando o que viria a ser chamado de thrash metal, junto com bandas como Anthrax, Megadeth, Slayer, Pantera, e etc.
Os anos 80 foram dominados pelas músicas do Guns’n’Roses, Kiss, R.E.M., U2, Queen, AC/DC e outros sucessos mundiais, apensar de alguns deles terem sido criados na década anterior. Com isso, cada vez mais o rock se tornava um movimento das massas, com seus shows em estádios lotados de gente querendo ver e ouvir ídolos como Freddie Mercury, Axl Rose e Bono Vox.
A década de 90 trouxe um novo momento, talvez não aquele que os mais os fãs mais saudosistas queriam, com um rock’n’roll voltado às antigas. O que começou a estourar foi o movimento alternativo, encabeçado por bandas como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Oasis, e etc. Foi quando Kurt Cobain apareceu para o mundo, se tornando o último ídolo do rock.
O ano de 1991 foi um dos mais emblemáticos, com grandes álbuns como Nevermind, Ten e Out of Time (além de ser o ano do nascimento do grande ser que vos escreve). Também foi nesse ano que a Legião Urbana lançou o “V”, um dos seus maiores sucessos.
Por falar na banda de Renato Russo, mesmo que muitos virem a cara, o rock brasileiro sempre foi bem representado, talvez não tão bem quanto os outros países, mas não se pode negar a qualidade de bandas como a já citada acima, além de Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Cazuza, Raul Seixas, RPM e até mesmo Mamonas Assassinas, só para citar as mais famosas.
Pena que com a aproximação do novo milênio as novidades foram ficando mais escassas, sendo que talvez a última banda boa a surgir antes dos anos 2000 tenha sido o muito amado e também muito odiado System of a Down.
Todo esse texto sobre a história do rock foi para mostrar como o que passou é bom e como nós somos carentes de grandes artistas como aqueles que eu citei. É o grande motivo pelo qual enterram o rock, mesmo sem saber se ele faleceu mesmo. No próximo post irei falar um pouco do cenário atual e compará-lo com toda a maravilha que eu tentei descrever nestes breves parágrafos.
Não foi só festa para o Barça, a final da Champions League contra o ‘imbatível’ Manchester, do ‘infalível’ Cristiano Ronaldo. Protestos espalhados dentre os milhares de cartazes dispostos ao redor do Estádio Olímpico de Roma, onde Totti costuma desfilar sua beleza estonteante, mostram que mesmo em festa, os catalães não conseguem esconder seu descontentamento com o não reconhecimento de sua independência político-administrativa, bem como a Andalúzia, Galiza e o País Basco, a Catalunha é mais uma questão territorial não resolvida na Espanha (o que trás, de certa forma, medo, devido a grupos como o ETA). Mas voltando ao campo futebolístico, que só tem como obstáculos, a marcação cerrada dos defensores e os buracos em alguns gramados (principalmente no Brasil, o dó Timão...), tivemos um jogo a altura de uma grande final européia. O grande destaque foi Lionel Messi, o cracaço argentino (calma Maradona, não é o que você está pensando), que com grandes jogadas e um belíssimo gol de cabeça, enfeitou com glacê e fios de ouro, o bolo de pão-de-ló que foi o jogo - péssimas metáforas para quem entende de Culinária. O argentino confirmou em grande estilo, o favoritismo para a disputa do prêmio de melhor do mundo pela Fifa e a Bola de Ouro, que já não era sem tempo. Além de Messi, o plantel do Barça dominou completamente o jogo, criando alguns monólogos em determinadas partes do jogo, mostrando superioridade de um campeão nato. De certa forma foi surpreendente, tendo em vista a dramática classificação com dois empates sofríveis contra os Blues de Londres. Novamente o Barcelona desbanca três semifinalistas ingleses e coroa-se campeão do maior torneio do Mundo. Não poderia fechar este post sem citar o lado negativo do jogo, o nosso pipoqueiro favorito, Cristiano Ronaldo. O gajo mais uma vez mostrou falta de competência, maturidade e auto-controle, ao não realizar um grande jogo e, não obstante, perder o bom senso em duas jogadas contra Carles Puyol (pasmem, um defensor fazendo pouco do Golden Boy português), um carrinho e uma cotovelada, que lhe renderam uma dolorosa tarjeta amarilla, que simbolizou a derrota que o luso teve de amargar. Talvez este jogo tenha confirmado de vez a saída de Ronaldo do Manchester. O mais provável mesmo é que ele desembarque como novo galáctico em Madrid, mas com o passaporte carimbado por Messi.
Ps. - legenda da foto: "Solo falta ganar a los brasileños, eh? Y no lo digo solo en sub20..."