Por Bruno
Este domingo foi recheado de grandes surpresas e destaque no Mundo da Bola. Começando pelo octacampeonato da Seleção Masculina de Vôlei (recheada de jogadores de uma nova geração, com apenas Giba, Rodrigão e Serginho como remanescentes de times passados). O Beogradska Arena, se encantou com a ótima e disputadíssima final do torneio entre os donos da casa, os sérvios, e os brasileiros, que agora se igualam aos italianos no número de títulos da Liga Mundial de Vôlei Masculino.
Houve ainda a disputa do terceiro lugar, onde a Rússia impôs seu jogo sobre Cuba, fechando a partida por três sets a zero. Mas valeu mais o sofrido placar de três sets a dois dos brasileiros, fechando o jogo no tie-break por 15 a 12. O placar fez o filho do técnico linha-dura Bernardinho, o levantador Bruno, ir as lágrimas, por sua primeira conquista como titular absoluto da Seleção. Este também, um dos mais cobrados do time (para evitar os comentários de nepotismo esclarecido), que foi um dos destaques do time, além é claro, do Escadinha (o líbero Serginho, para os mais desfalcados no assunto), além da unanimidade, o craque das quadras, Giba – este que já teve problemas com narcóticos, em tempos passados. O oitavo título da liga consagra de vez a geração de ouro do Brasil, que já contava com a conquista da medalha de prata, nas últimas Olimpíadas de Pequim (ou Beijing, numa atualização lingüística desnecessária).
No mesmo horário, no Brasil, algumas equipes brasileiras entravam em campo, pela décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, com destaques para os jogos entre Santos e Flamengo, além do Derby Paulista entre Corinthians e Palmeiras, disputado no interior do estado, na cidade de Presidente Prudente.
No clássico paulista, os holofotes voltados ora para Ronaldo, ora para Muricy (nova contratação do time do Parque Antártida), quem de fato brilhou foi o pseudojogador, mito baiano, famigerado atacante, desprovido de beleza e excêntrico boleiro, Obina. Aquele mesmo de Vitória e Flamengo, fez as alegrias da torcida alviverde, ao anotar três tentos no jogo, liquidar a partida e pedir a música no Fantástico – na verdade, eu não sei se ainda há este quadro irreverente no programa, já que estou sempre ‘plugado’ no humorístico Pânico na Tv!. Ah sim, o Flamengo venceu o Santos por dois gols a um...
Como prometido, postei após a vitória palmeirense, acompanhei o clássico e, como não poderia deixar de ser, faço agora algumas observações a respeito do jogo:
- Pouco antes da marca de vinte minutos, Ronaldo sofre falta do bizarro volante ruivo Souza, contundindo sua mão esquerda, deixando a partida, para dar lugar ao também volante Moradei (explicou o técnico Mano que fora para complementar o meio campo);
- Num dado momento da partida, já na segunda metade, registravam-se trinta faltas, sendo destas vinte e uma do Palmeiras;
- O Corinthians sofreu com as ausências de Cristian e André Santos (este último que estreiou com gol na Turquia);
- Atípicas atuações de Chicão (autor de um pênalti bizarro, que não se vê nem nas peladas mais amadoras das várzeas), do lateral Alessandro e do técnico Mano Menezes, que realizou a proesa de errar em todas suas substituições (inclusive na última, onde o jovem Marcinho se complicou na dividida com Obina, cedendo o contra-ataque mortal do terceiro gol);
- O Palmeiras desviou a atenção de seus jogadores para o técnico recém contratado, além de se queixar da vinda ao estádio de ônibus, ao invés de avião;
- O árbitro Gaciba foi acusado de querer compensar possíveis erros de uma passada partida da Copa do Brasil, favorecendo a equipe palmeirense em alguns lances (Armero e Souza deveriam ter sido expulsos, por exemplo);
- O atacante Obina chega agora a incríveis oito gols pelo Palmeiras neste campeonato (o mesmo número de gols do Imperador, contra seis do Fenômeno e cinco de Nilmar, só para citar verdadeiros goleadores), o que de maneira alguma possa ser algo aceitável, contrariando quaisquer lógica, razão e leis que regem o Universo.
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