Por Bruno
A postagem mais atrasada da curta história de CDQS, finalmente está redigida. No primeiro dia do mês, o Corinthians (Futebol Clube, como disse Gustavo Nery em sua apresentação) venceu o time do Internacional na disputadíssima final da Copa do Brasil. Com uma campanha de encher os olhos, o Timão mostrou-se superior a todos os seis adversários que enfrentou. Foram cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota – a dramática derrota para o Furacão, que vencia os corintianos por três tentos a zero, um placar quase fatal, até que dos pés de Cristian e Dentinho, insurge a recuperação corintiana, nas oitavas de final da competição que é o caminho mais rápido para a Libertadores da América.
O Inter vinha mordido do conturbado torneio de 2005, vencido por seu adversário, com benefício dos jogos remarcados após o Escândalo da Arbitragem, protagonizado por Edílson Pereira de Carvalho, o fanfarrão, que até já voltou as funções de árbitro, perdendo apenas o distintivo da Fifa. Por outro lado, o Corinthians vinha de um vice campeonato em 2008 contra o time do nômade Carlinhos Bala, à época defendo o rubro-negro pernambucano, Sport Recife, além do amargo ano de disputa da Série B do Nacional. Dois dos maiores elencos do Brasil, enfrentaram-se em duas partidas eletrizantes, com amplo domínio dos paulistas que contavam com o astro Ronaldo e o recém chegado da África do Sul, André Santos, hoje na Turquia com Cristian. O Inter contava com Kleber e Nilmar (que foi para o Villarreal da Espanha), também vindos da Seleção. As duas equipes vinham do título do Estadual e buscavam o título de projeção nacional que daria o direito de disputa da onírica Copa Santander Libertadores.
No primeiro jogo em São Paulo, realizada no Pacaembu (quando na verdade deveria ser disputada no Morumbi, porém houve desentendimentos entre as diretorias de Corinthians e São Paulo), gols de Jorge Henrique e Ronaldo. Na segunda partida, no Beira-Rio, o Corinthians tratou logo de liquidar as pequenas chances dos Colorados, com gols de André Santos e novamente Jorge Henrique. A equipe paulista terminou a competição coincidentemente com cinco jogadores autores de três gols (Chicão, André Santos, Dentinho, Jorge Henrique e Ronaldo), além do gol de falta salvador de Cristian na Arena da Baixada.
Autor de dois gols nas duas finais, o destaque corintiano foi o baixinho, marrento e carioca (não é o Romário que decidiu voltar, apesar das inúmeras semelhanças) Jorge Henrique, aparentemente coadjuvante do trio ofensivo corintiano, mas que conquistou seu espaço e confiança do boníssimo técnico Mano Meneses, além de créditos com a exigente Fiel Torcida. Somam-se a este título o Estadual e a Taça São Paulo de Juniores, o Corinthians busca agora a redenção também no Campeonato Brasileiro, o que traria a Tríplice Coroa (do Futebol Profissional, exclui-se os torneios amadores de juniores), fato realizado apenas pelo Cruzeiro de 2003, que contava com Luxemburgo no banco, além de grandes estrelas do Futebol, como Alex, Deivid e Sorín.
Para finalizar, peço encarecidamente desculpas aos leitores e acompanhantes do blog, pela demora na postagem deste acontecimento do Mundo da Bola. Julho é julho, mês de frio e descanso, além do luto pelo astro maior do Pop e outros acontecimentos externos que dificultam a criação de novos artigos para o site. Prometo a publicação de um novo post logo após o término do Derby Paulista entre os arqui-rivais Corinthians e Palmeiras, independente do resultado. Apesar de que parece até ser previsível quem deve se sair melhor num duelo de Ronaldo e Obina...
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