terça-feira, 30 de junho de 2009

As grandes músicas da história do Rock #3 – Back in Black – AC/DC


Por Luiz


Finalmente a continuação desta coluna, depois de muito tempo. E nada melhor que voltar com mais um clássico da história da música: Back in Black, da banda australiana AC/DC, presente no álbum homônimo. Pode até ser uma obviedade, mas há um motivo mais especial pra ela ter sido escolhida para esta edição, que veremos abaixo.

Na nostálgica década de 70 o AC/DC já era uma das maiores bandas de rock da época, cativando fãs com seus riffs simples e pegajosos, que todo mundo ouvia incansavelmente. Com os cds T.N.T. e Highway to Hell eles se tornaram populares no mundo todo. Mas eis que no auge morre o vocalista Bom Scott, a estrela mais brilhante da banda junto com o guitarrista Angus Young. A causa oficial, mas ainda não perfeitamente certa, da morte é intoxicação alcoólica aguda, algo infelizmente não surpreendente para quem sabia dos seus excessos, que era sua marca registrada junto com sua habilidade para cantar.

E qualquer um fica muito perturbado com a morte de um companheiro e de um amigo. Muitos caem em depressão, ficam isolados e acabam desistindo de várias coisas. Sorte que isso não aconteceu com o AC/DC. As gravações de um novo álbum já tinham começado e, em vez de pararem, eles buscaram um novo vocalista, que acabou sendo o também muito bom, Brian Johnson.

Se reerguendo das cinzas, eles conseguiram concluir o novo álbum que veio a se chamar Back in Black. É o mais vendido da história do rock e o segundo mais vendido no mundo, atrás apenas de Thriller do Michael Jacksson. Isso tudo graças à hits como Hells Bells, You Shook Me All Night Long, Have a Drink On Me e Rock And Roll Ain't Noise Pollution.

Mas a canção que mais fez sucesso foi aquela que dá nome ao álbum. Ela é simples porém fantástica em todos os seus pormenores. Com o seu excelente e mundialmente conhecido riff principal ela já conquista qualquer um na primeira vez que a ouve.

Os outros instrumentos estão bem colocados, fazendo o seu papel e deixando o brilho para o trabalho dos irmãos guitarristas, Angus e Malcolm. A letra fala sobre voltar à vida, voltar à rotina, voltar a sorrir depois de um período de luto, se referindo ao Bon Scott. Serve para mostrar que eles sentiram a sua morte, como qualquer um sente, mas que não desistiram de continuar tocando e fazendo o que mais gostam.

Brian Johnson foi muito bem também, mostrando seu potencial e que poderia substituir o vocalista antigo. Com isso tudo não tem como não se tornar um grande sucesso, quase um divisor de águas na história do rock, influenciando muitas bandas.

O clima que se cria no refrão é algo maravilhoso, contém a pura essência do rock: arte e diversão misturadas sem seguir regras específicas e sem ficar parado, sentindo a energia e alegria de todos que a ouvem. Por essas e outras essa é uma das grandes músicas da história do rock e merece o respeito e admiração de todos.




Era uma vez África, sede de uma Copa do Mundo de Futebol


Por Bruno


Aconteceu o que tinha de acontecer. Brasil e Dunga trouxeram de volta o título das Confederações (talvez o mais importante torneio entre seleções, após a Copa e a Eurocopa, além daquele joguinho salvo no meu Memory Card, da onírica liga mundial de seleções), após cinco incontestáveis vitórias, catorze gols marcados, apenas cinco sofridos, a artilharia de Luis Fabiano (que foi marcada pelos urros e berros de Galvão Bueno, além do nada contido Luciano do Vale, outro fervoroso narrador, é por isso que eu prefiro alternar entre SporTv e ESPN), além do status de craque de Kaká, o Príncipe de Milão, agora de Madrid, que poderia ser de Manchester. Após suar contra os americanos, que após o grande jogo, páginas e páginas dos principais tablóides americanos foram inundados com notícias sobre o magnífico Brasil e o quase campeão Eua - fato raro no país que, acostumado a assistir beisebol, basquete e futebol americano, renderam-se ao Soccer, como é dito na língua local, apesar de haver alguns aficionados pela Barclays inglesa.

Fato foi que a final não poderia ter sido melhor, onde numa virada sensacional o Brasil provou e se confirmou como, novamente (infelizmente), favorito para melhor nação do mundo em 2010. Espera-se muito equilíbrio na Copa, além de uma ligeira vantagem brasileira, tendo em vista a identificação africana com os brasileiros, além de uma pequena aversão aos europeus (esta injusta, tendo em vista os massivos incentivos para que o país sul-africano tornasse-se sede deste evento de proporções globais). A Copa deverá ser um grande espetáculo para junho de 2010, onde com o advento tecnológico disponível para as televisões transmissoras do evento, poderá captar sons e imagens em high definition, onde lance a lance, detalhe a detalhe, o telespectador e o torcedor poderão desfrutar de ótimas partidas de futebol moderno, em estádios que, espera-se, estejam a altura do encontro das nações neste majestoso esporte. Brasil, Itália, França, Espanha, Argentina, Alemanha, Holanda e Inglaterra, talvez sejam as equipes favoritas, tanto pelo histórico, quanto por seus plantéis recheados com as maiores estrelas do Esporte na atualidade. O mando de campo é praticamente neutro, salvo exceções de surpresas, tendo em vista as velozes seleções africanas, pode-se esperar tudo.

A África é o último continente onde o Brasil ainda não coroou-se campeão mundial, lembrando-se das consagrações na Suécia(Europa), Chile(América do Sul), México e Eua(América do Norte) e Coréia do Sul/Japão(Ásia). Ao menos que haja copas na Oceania e na Antártida, a África é o último terreno que ainda há de curvar-se à seleção brasileira. Com o hexacampeonato, nos consagraremos definitivamente como nação do Futebol nos quatro cantos do Mundo. Se não ganharmos, ao menos torçamos para que a Itália não torne-se penta, mas sim alguma nação africana consiga a alegria suprema do Futebol, afinal eles precisam de alguma alegria e do reconhecimento mundial para este povo tão sofrido, alvo de algumas piadas maldosas, como essas que serão listadas a seguir:

· Por que o continente africano não sofrerá com problemas no abastecimento de água no país? Porque o continente já está lotado de barrigas d’água.

· Por que não passa Globo Esporte na África (tenha em consideração que existam televisores no país)? Porque o programa é depois do almoço.

· Como se faz para lotar um fusca em um país africano? Põe-se um pão dentro do carro.

· E para reunir toda a população deste mesmo país, neste mesmo fusca? Passa-se manteiga neste mesmo pão.

Apesar de mau gosto, a enumeração de anedotas acima só evidencia o quão carente é este continente, que ao longo dos anos sofreu, e ainda sofre, com problemas de saúde, alimentação, pandemias, pobreza, e outros fatores de calamidade internacional. É triste quando se observa a separação da Eritréia do resto do Chifre da África, por exemplo, para extração das riquezas naturais abundantes no país, como o ouro negro, petróleo.Ou mesmo quando se vê choques tribais, como o ocorrido entre tutsis e hutus, em Ruanda, no ano de 94 (coincidentemente ano do tetra). A aversão só de se ouvir falar em nomes como Serra Leoa, Etiópia ou Somália. Os baixíssimos índices de desenvolvimento humano (IDH) nos países da África Subsaariana. Situações caóticas e bizarras, como a enfrentada por Zimbábue (antiga Rodésia) com índices estratosféricos de inflação. Jornais e revistas mostrando regiões de conflitos, como Darfur. Filmes que evidenciam o tráfico, como a questão dos Diamantes de Sangue. Números abusivos de Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida (ou AIDS), doença oriunda deste continente, onde em países como a própria República Sul Africana registram 10% de sua população com o vírus (engrossam o índice ainda, pessoas não registradas).

Estes são alguns dos problemas da próxima sede da Copa do Mundo. Realmente a política romana do pão e circo mantem-se mais forte do que nunca. Só que agora debaixo dos calejados narizes dos facilmente entretidos com esportes e festas. Como não dizer que países inteiros são de fácil manipulação de seus governos incompetentes e corruptíveis? E o que você cidadão deste mundo mundano irá fazer: ler as piadas acima, rir-se delas e desligar seu notebook? Ou procurará fazer coro às campanhas de melhoras das condições de seus semelhantes?


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Troféu na África do Sul


Por Luiz


Foi difícil, foi sofrido e foi complicado, mas o Brasil ganhou a Copa das Confederações. Em um jogo emocionante, o time brasileiro conseguiu uma virada heróica pra cima dos surpreendentes americanos, que quase fazem milagre na África.
Um primeiro tempo apático do Brasil, os Estados Unidos se defendendo bem a aproveitando as chances que conseguiam criar. Foi assim que Dempsey, depois de cruzamento de Spector (não sei se é assim que escreve, mas quem liga?) girou bem para fazer 1 a 0. Eles se fecharam ainda mais na defesa e, num contra-ataque muito bem armado, ampliaram com Donnovan.
Agora o time favorito era o desesperado em campo e tudo parecia se desenrolar para mais um episódio como o jogo contra a Espanha. A bola batia no muro americano e voltava, Maicon botava a bola na área e a defesa afastava, poucas finalizações e um meio de campo sem criatividade.
Mas eis que começa o segundo tempo e logo no primeiro minuto Luis Fabiano gira muito bem e faz de esquerda o gol que mudaria o jogo. A partir daí foi pressão brasileira, agora mais organizada e os EUA se defendendo com seu ótimo goleiro Howard. Mas alguma hora não daria mais pra ele salvar o seu time. E assim foi na cabeçada de Kaká que bateu no travessão e entrou no gol, não assinalado pelo bandeira. Mas quando o meia brasileiro fez boa jogada para esquerda e tocou para Robinho, que chutou no travessão, não teve jeito: Luis Fabiano de novo, agora de cabeça, fez para o Brasil no rebote.
Quase chegando aos 40 minutos, Elano levantou a bola na área e Lucio, que fez um belo campeonato, cabeceou firme para vencer Howard pela última vez. Aí foi só esperar o apito do árbitro e comemorar o tri-campeonato.
Aos Estados Unidos, parabéns. Conseguiram ir muito longe no torneio, venceram duas vezes times favoritos (o Egito e a Espanha) e mostraram que um time não precisa ser cheio de estrelas para brilhar, se tiver organização e disciplina tática. Parabéns também à África do Sul e ao Joel Santana, que fizeram um ótimo trabalho e conseguiram jogar de igual para igual contra o Brasil e contra a Fúria.
E um parabéns final à nossa seleção que pode não ter sido brilhante, mas teve vontade e cabeça no lugar para conseguir os resultados, está cada vez mais entrosada e cada vez mais recupera o amor do torcedor brasileiro. Este é mais um título do questionado Dunga, que vem calando a boca de quem o critica (inclusive eu) e provando que pode alçar vôos mais altos no comando da seleção.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O jogo contra a África do Sul e os palpites para a final


Por Luiz


Nesta quinta-feira o Brasil enfrentou a seleção da casa em um jogo difícil, mais do que se esperava, aliás. Ainda bem que viemos vacinados pela surpreendente eliminação da Espanha frente aos Estados Unidos no dia anterior. E não deu outra: outro jogo complicado para o favorito, dessa vez mais equilibrado e com boas chances para os dos lados.
Mas no final acabou prevalecendo a estrela de Dunga mais uma vez. Aos 30 e tantos do segundo tempo ele resolveu colocar Daniel Alves na lateral esquerda, no lugar de André Santos, que não estava mal, mas também não brilhou, como todos da seleção brasileira.
E então eis que aos 42 minutos Ramires sofre falta perto da grande área, o lateral do Barcelona pega a bola para cobrar, recebe o apoio dos companheiros e, com uma cara ainda mais feia tamanha era a sua concentração, mandou um petardo potentíssimo na meta do goleiro sul-africano que, mesmo tendo a bola vindo na sua direção, não conseguiu fazer a defesa. Talvez se eles tivessem um Julio César lá, eles não sofreriam o gol, pois nosso goleiro mais uma vez mostrou porque é o melhor do mundo na sua posição (se você imaginou algo maldoso nessa colocação, precisa parar de pensar em sexo), defendendo um chute desviado pela defesa realmente inacreditável, de extrema dificuldade.
Mesmo não tendo jogado bem, o Brasil está na final e aos torcedores da África do Sul só resta lamentar, o que realmente foi triste de ver, todos decepcionados, o desespero de Joel Santana que vem tirando leito de pedra ao conseguir jogar de igual para igual contra um time muito superior ao seu, marcar alguns dos melhores jogadores do mundo de forma tão efetiva e conseguir ter esperanças de classificação para a final com um time que precisava de um milagre para que isso acontecesse. E mesmo assim a imprensa adora criticá-lo, apesar do seu bom trabalho.

Agora quanto ao jogo decisivo desta Copa das Confederações:
1- Não é aquele que todos esperavam, já que os EUA não têm tradição no futebol, nem dão muita importância a isso. Todos esperavam ansiosamente para ver o Brasil de Kaká e a Espanha de Villa frente a frente.
2 – O Brasil é favorito mas a Espanha também era e hoje tem de se conformar com a volta da fama de não ser boa em jogos decisivos (o que já não é mais verdade, visto que ganhou a Eurocopa ano passado).
3 – Nós brasileiros só podemos nos orgulhar frente aos americanos por duas coisas: mulher e futebol. Então não podemos perder este jogo de jeito nenhum.
4 – Outro motivo é que eles são arrogantes, pelo menos este é o estereótipo mais conhecido deste povo, apesar de que nem todos são assim, é claro.
5 – O presidente dos EUA é negro e mais humano, e eu acredito que ele fará um belo trabalho como “homem mais poderoso do mundo”.
6 – A observação acima, logicamente, não tem nada a ver com a final, mas eu queria falar isso de algum modo.

Então é isso, espero que o Brasil jogue melhor do que jogou contra a África do Sul, traga mais uma vez o troféu da Copa das Confederações para casa e definitivamente recupere o amor de seu torcedor, que quase foi extinto depois da lamentável Copa do Mundo de 2006.
Que não haja salto alto e falta de humildade, pois o adversário é perigoso, apesar de inferior. E que isso não aconteça também na Copa do ano que vem, pois os resultado todos nós já sabemos.

Será isso o que teremos para a Copa?


Por Bruno


Jogamos, vencemos, mas como nem tudo é perfeito, não só perdemos um ícone da música pop, como também não convencemos. Tudo bem, era contra os Bafanas, que sediavam o torneio, torcedores inflamados com aquelas cornetas (aliás, por que eles não enfiam as vuvuzelas...), mais de 48.000 torcedores que só se calaram após o gol brasileiro (já nos longínquos 43 do segundo tempo). Porém, como não há comparações entre a economia dos dois países, ou o número de aidéticos, não há comparações no Futebol. No retrospecto do confronto, duelos equilibrados como 3x2 e 2x1, nada para se incomodar, afinal eram apenas amistosos. Porém o que se viu pôde mostrar que o Futebol sempre será uma caixinha de surpresas, mesmo que um time seja infinitamente superior ao outro, em campo, são onze contra onze. Aliás, os sul-africanos tiveram as melhores chances, obrigando Julio César a mostrar porque é hoje, o melhor goleiro peso a peso do mundo.

Valeu o espetáculo, com chances para os dois lados, num jogo imprevisível, onde qualquer um poderia sagrar-se finalista do torneio. As dúvidas quanto ao comandante brasileiro – volto a repetir, o segundo cargo mais importante do país, precedido pela presidência da República e sucedido pela presidência do Corinthians – voltaram, talvez apenas para os mais exigentes, pois ele acabou acertando a substituição (uma troca estranha, onde saiu um lateral esquerdo para entrar um direito). Os Bafana Bafana provaram seu valor, sendo os únicos que tiveram chance de vencer o Brasil nessa competição (o Egito é um caso a parte).

Por fim, Brasil e Eua decidirão a Copa, após desbancarem Itália e a badalada Espanha de El Niño, Carles Puyol, David Villa, Cesc Fabregas, Iker Casillas e outros grandes jogadores. Apesar de ser surpreendente, não acredito na força americana, uma vez que o futebol que eles melhor conhecem, nem esporte é (apesar de ser um entretenimento recomendável para quem gosta de ver homens fortes se degladiando). Em resumo, é o país do Futebol contra o país do Beisebol, do Futebol Americano, do UFC e do Presidente Negro. Esperamos um show de grandes jogadores como Kaká e Luis Fabiano, além da escalação por gratidão do autor do golaço de falta contra a África de Joel, Daniel Alves.

Mas, para nível de Mundial, a Seleção precisa de alguns ajustes, talvez algumas trocas na escalação, posicionamento tático e, como não, da volta de Ronaldinho Gaúcho (o maestro da Seleção, duas vezes melhor do Mundo, além de ser um ícone do Futebol Moderno, mas é claro, que tem de colaborar).


quarta-feira, 24 de junho de 2009

A grande (e tomara que última) zebra da Copa das Confederações


Por Luiz


Na tarde de hoje pudemos presenciar um jogo que entrará para a história do futebol mundial. A toda poderosa Espanha, de Villa, Fernando Torres, Fabregas, Xavi e cia., disputando a vaga na final contra os Estados Unidos de, até esse jogo, apenas Donnovan. Todos esperavam a vitória da Fúria para ver a tão sonhada partida contra o Brasil (caso passemos pela África do Sul amanhã).
Mas, para a supresa do mundo todo, não foi o que se viu e o time que não perdia há 35 jogos saiu de campo amargando uma derrota inesperada e marcante. Primeiro Altidore conseguiu proteger bem bola dos zagueiros, chutou no meio do gol e Casillas aceitou. O que vimos depois foi uma seqüência de tentativas espanholas que ora paravam no bom goleiro Howard, ora na ótima atuação da zaga americana e ora nas falhas de finalização de Villa e Fernando Torres.
O segundo tempo começou com pressão do time favorito, muitos chutes a gol, maior volume de jogo e rapidez no toque de bola. Mas quando parecia que iam chegar ao empate, eis que em um contra-ataque mortal, Dempsey aproveitou uma falha feia de Sérgio Ramos para fazer 2 a 0 e fechar o caixão espanhol.
A partir daí a Fúria foi no desespero e, se mesmo quando tinha um bom tempo pra empatar não o conseguiu fazer, imagina precisando fazer dois gols em pouco mais de dez minutos. O surpreendente resultado todos já sabem.
Esse jogo remete ao que disse Dunga, que o favorito só é favorito até o jogo começar e volta a sê-lo se ganhar. Tomara que toda a Seleção Brasileira pense assim e não entre de salto alto contra os donos da casa, pois a Espanha já tratou de ensinar a lição pra todos, não que tenha subestimado os EUA, mas mostrou que o futebol é assim, algumas vezes inesperado e contra a razão.
De qualquer modo, não há como não pensar em um favor feito a nós por parte dos americanos, pois mesmo que tenham alcançado tão espetacular resultado, eles ainda são mais fáceis de se bater que o time que eles eliminaram. O Brasil vem jogando bem, já meteu 3 a 0 neles facilmente na primeira fase e agora tem tudo pra ficar com o título. A não ser que os nossos “amigos” americanos resolvam fazer milagre pela terceira vez no campeonato.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Obina e sua controvérsia


Por Luiz


Não é de hoje que o último atacante a ser contratado pelo Palmeiras chama atenção, ora pela jeito engraçado, ora pela falta de habilidade, ora pela simpatia e ora pelos gols importantes. Tornou-se quase um ídolo no Flamengo, fazendo gols importantes em conquistas do Campeonato Carioca (informação esta desnecessária, afinal o que um time do Rio de Janeiro conquistou em matéria de títulos nos últimos anos a não ser os campeonatos estaduais?).

Fato é que a boa fase passou e o Showbina acabou passando por um péssimo momento no clube da gávea, sendo questionado pela torcida por sua seca de gols. E foi justamente aí que ele foi transferido para o time de Palestra Itália, sob muitas desconfianças, piadas e expressões incrédulas da torcida.

Mas também é fato que, surpreendentemente, ele vem fazendo um bom trabalho nessa nova fase. Tem dado muita raça, lutado por todas as jogadas (o que lhe rendeu um gol importante no último jogo, contra o Atlético-PR) e arrancado aplausos dos palmeirenses que têm o “privilégio” de vê-lo de mais perto, da arquibancada.

Claro que nem tudo são flores, ele perdeu duas chances de ser canonizado pela torcida no jogo contra o Nacional pela Libertadores. Pra falar a verdade uma só, de cabeça, que não era um lance fácil, mas ele poderia ter mandado a bola pras redes. Na outra ele foi atrapalhado pelo pênalti claro do marcador que o juiz fingiu não ver. E na última partida, coincidentemente ou não, mas uma vez a arbitragem tentou apagar seu brilho, assinalando um impedimento inexistente depois do seu golaço incrível, com uma bicicleta/voleio depois de uma matada no peito.

A verdade é que eu posso estar enganado, mas por mais que seja perna-de-pau, o Obina tem vontade, sabe lá fazer um pivô (coisa que nenhum dos atacantes do Palmeiras faz direito), luta por cada lance e, esporadicamente ou constantemente, dependendo do momento, também faz seus gols.

Eu também não acreditei quando fiquei sabendo da sua contratação, só aceitei a verdade quando vi todos os noticiários esportivos anunciando esse reforço “esplêndido” do meu time. E pode até ser que não, mas o eterno rival do Eto’o pode ser útil ao time como o foi na sua fase mais brilhante pelo Flamengo. Até agora ele tem provado que esta possibilidade é real.