Por Luiz
Finalmente a continuação desta coluna, depois de muito tempo. E nada melhor que voltar com mais um clássico da história da música: Back in Black, da banda australiana AC/DC, presente no álbum homônimo. Pode até ser uma obviedade, mas há um motivo mais especial pra ela ter sido escolhida para esta edição, que veremos abaixo.
Na nostálgica década de 70 o AC/DC já era uma das maiores bandas de rock da época, cativando fãs com seus riffs simples e pegajosos, que todo mundo ouvia incansavelmente. Com os cds T.N.T. e Highway to Hell eles se tornaram populares no mundo todo. Mas eis que no auge morre o vocalista Bom Scott, a estrela mais brilhante da banda junto com o guitarrista Angus Young. A causa oficial, mas ainda não perfeitamente certa, da morte é intoxicação alcoólica aguda, algo infelizmente não surpreendente para quem sabia dos seus excessos, que era sua marca registrada junto com sua habilidade para cantar.
E qualquer um fica muito perturbado com a morte de um companheiro e de um amigo. Muitos caem em depressão, ficam isolados e acabam desistindo de várias coisas. Sorte que isso não aconteceu com o AC/DC. As gravações de um novo álbum já tinham começado e, em vez de pararem, eles buscaram um novo vocalista, que acabou sendo o também muito bom, Brian Johnson.
Se reerguendo das cinzas, eles conseguiram concluir o novo álbum que veio a se chamar Back in Black. É o mais vendido da história do rock e o segundo mais vendido no mundo, atrás apenas de Thriller do Michael Jacksson. Isso tudo graças à hits como Hells Bells, You Shook Me All Night Long, Have a Drink On Me e Rock And Roll Ain't Noise Pollution.
Mas a canção que mais fez sucesso foi aquela que dá nome ao álbum. Ela é simples porém fantástica em todos os seus pormenores. Com o seu excelente e mundialmente conhecido riff principal ela já conquista qualquer um na primeira vez que a ouve.
Os outros instrumentos estão bem colocados, fazendo o seu papel e deixando o brilho para o trabalho dos irmãos guitarristas, Angus e Malcolm. A letra fala sobre voltar à vida, voltar à rotina, voltar a sorrir depois de um período de luto, se referindo ao Bon Scott. Serve para mostrar que eles sentiram a sua morte, como qualquer um sente, mas que não desistiram de continuar tocando e fazendo o que mais gostam.
Brian Johnson foi muito bem também, mostrando seu potencial e que poderia substituir o vocalista antigo. Com isso tudo não tem como não se tornar um grande sucesso, quase um divisor de águas na história do rock, influenciando muitas bandas.
O clima que se cria no refrão é algo maravilhoso, contém a pura essência do rock: arte e diversão misturadas sem seguir regras específicas e sem ficar parado, sentindo a energia e alegria de todos que a ouvem. Por essas e outras essa é uma das grandes músicas da história do rock e merece o respeito e admiração de todos.
Po, já não estava em tempo dessa coluna voltar.
ResponderExcluirEssa música é muito foda.
Ela ser o toque do meu celular já é um parâmetro pra quanto eu gosto..
O CD foi o segundo mais vendido da história? Não sabia, que poder o AC/DC tem ein. Back in Black não preciso nem comentar, é única!
ResponderExcluir