
Por Luiz
Na tarde de hoje pudemos presenciar um jogo que entrará para a história do futebol mundial. A toda poderosa Espanha, de Villa, Fernando Torres, Fabregas, Xavi e cia., disputando a vaga na final contra os Estados Unidos de, até esse jogo, apenas Donnovan. Todos esperavam a vitória da Fúria para ver a tão sonhada partida contra o Brasil (caso passemos pela África do Sul amanhã).
Mas, para a supresa do mundo todo, não foi o que se viu e o time que não perdia há 35 jogos saiu de campo amargando uma derrota inesperada e marcante. Primeiro Altidore conseguiu proteger bem bola dos zagueiros, chutou no meio do gol e Casillas aceitou. O que vimos depois foi uma seqüência de tentativas espanholas que ora paravam no bom goleiro Howard, ora na ótima atuação da zaga americana e ora nas falhas de finalização de Villa e Fernando Torres.
O segundo tempo começou com pressão do time favorito, muitos chutes a gol, maior volume de jogo e rapidez no toque de bola. Mas quando parecia que iam chegar ao empate, eis que em um contra-ataque mortal, Dempsey aproveitou uma falha feia de Sérgio Ramos para fazer 2 a 0 e fechar o caixão espanhol.
A partir daí a Fúria foi no desespero e, se mesmo quando tinha um bom tempo pra empatar não o conseguiu fazer, imagina precisando fazer dois gols em pouco mais de dez minutos. O surpreendente resultado todos já sabem.
Esse jogo remete ao que disse Dunga, que o favorito só é favorito até o jogo começar e volta a sê-lo se ganhar. Tomara que toda a Seleção Brasileira pense assim e não entre de salto alto contra os donos da casa, pois a Espanha já tratou de ensinar a lição pra todos, não que tenha subestimado os EUA, mas mostrou que o futebol é assim, algumas vezes inesperado e contra a razão.
De qualquer modo, não há como não pensar em um favor feito a nós por parte dos americanos, pois mesmo que tenham alcançado tão espetacular resultado, eles ainda são mais fáceis de se bater que o time que eles eliminaram. O Brasil vem jogando bem, já meteu 3 a 0 neles facilmente na primeira fase e agora tem tudo pra ficar com o título. A não ser que os nossos “amigos” americanos resolvam fazer milagre pela terceira vez no campeonato.
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