Por LuizChegamos à última edição desta coluna que já deveria ter sido finalizada, tendo em vista o tempo entre a presente parte e a terceira. Vamos para as conclusões finais, falar um pouco sobre o que tem acontecido e sobre o que já aconteceu, além daquilo que está por vir.
Como vimos nas outras edições, o rock viveu três décadas de ouro, feitas por várias bandas e artistas que escreveram seus nomes na história, conquistaram os corações do público e fizeram todos refletir sobre o que acontece, além de diverti-los e emocioná-los, o que é o principal.
Também vimos que dê uns tempos pra cá isso não tem mais acontecido, que estamos jogados ao relento da falta de percepção e bom gosto do povo, carentes de novos ídolos que mostrem habilidade e atitude para contrariar essa onda de falta de cultura. Realmente o cenário não é propício para grandes esperanças.
Mas vamos analisar melhor. Nos últimos, mesmo com a falta de novidades, não podemos reclamar das grandes bandas que fizeram sucesso anos atrás. Temos a volta do Metallica às suas origens com o sensacional Death Magnetic; o Snakes and Arrows do Rush; Black Ice do AC/DC, mostrando que eles ainda estão em forma; além do Iron Maiden, Dream Theater e Pearl Jam que continuam muito vivos. Isso sem falar nos aguardados álbuns novos do Kiss e do Alice in Chains, e tudo isso só para citar os mais famosos.
Para quem gosta de metal, temos bandas que estão mantendo o legado deixado pelos mestres de antigamente. E mesmo no rock em si temos bandas surgindo e tentando conquistar seu espaço, o problema é que, no Brasil e no mundo todo, a mídia adora valorizar qualquer coisa que se autodenomina música e que acaba conquistando as pessoas com menos discernimento, como por exemplo o funk carioca (que não merece ser chamado de música, como eu já disse antes). Ou então coloca em destaque modas passageiras como Hanna Montana e Jonas Brothers. Só o trabalho de ter de citá-los já é algo que me causa repulsa.
Mas se formos para os bares e casas de show mais desconhecidos, vamos encontrar muita gente talentosa que tenta conquistar seu espaço e realmente tem vontade de mudar o cenário musical que vivemos. Lutando contra gravadores e mídia que quase sempre se recusam a destacar o que é bom, eles continuam com a chama do rock ardendo em seus corações.
E é aí que eu quero chegar. O rock não pode morrer, isso nunca acontecerá, porque suas canções são marcantes e eternas. Ainda tem muita gente que se emociona ao ouvir Legão Urbana ou Pink Floyd, que se diverte com os Beatles, que balança a cabeça quando ouve Black Sabbath, que venera os Rolling Stones, que se arrepia quando ouve Queen, etc, etc, etc.
Enquanto ainda houver alguém escutando essas coisas e gostando de verdade, essa chama não poderá ser apagada. Podem dizer que o rock morreu pela falta de novidades, mas ele está apenas descansando, dando um tempo para voltar ainda mais forte. É nisso que eu quero acreditar, pois ninguém que ainda consegue conquistar tantos fãs fiéis pode estar enterrado e esquecido como muitos acreditam. É preciso manter o legado vivo e incentivar as bandas que querem fazê-lo também. Como diria o lendário Dio:
LONG LIVE ROCK N’ ROLL!
Espero que um dai esse gigante chamado rock acorde de novo!
ResponderExcluirMas, infelizmente as gravadoras são empresas como qualquer outras. TEM Q VENDER. O que precisa mudar é o jeito com que essa juventude ve o rock. Os dinossauros vem ao Brasil e tem um publico enorme quando comparado ao resto do mundo. Falta essa nova geração aprender um pouco mais de música.