Por Luiz
O sempre polêmico heavy metal, vertente do rock, conhecido no mundo pelo seu jeito único e inconfundível, está de certa forma com mais 35 anos de existência. Nesse meio tempo ele passou por muitas modificação e evoluções, dando origem a vários tipos diferentes, como o black metal, o death metal, o metal melódico, e etc.
Muitos consideram que seu nascimento foi quando algumas bandas da década de 70 ou até mesmo 60 resolveram usar guitarras distorcidas em músicas mais pesadas. A verdade é que as técnicas desse estilo foram popularizadas por bandas que talvez nem possam ser consideradas pertencentes a ele como o Deep Purple e o Led Zeppelin.
Foi com o surgimento do Black Sabbath de Ozzy Osbourne, o pai do heavy metal, que ele começou a se tornar um estilo definido, diferente do rock’n’roll, do rock progressivo ou do punk, que eram os mais populares na época.
Como todos nós sabemos, algumas bandas posteriores começaram a misturá-lo com letras sobre ocultismo e satanismo, surgindo o estereótipo de que o heavy metal (ou até mesmo o rock em geral) é coisa do diabo. Claro que as letras mais pesadas sempre foram mais comuns no mundo do metal, mas é preciso analisar antes de generalizar.
Mas como o intuito do post não é esse, vamos ao que interessa. Vamos tomar como ponto de partida as principais bandas do estilo como Black Sabbath, Judas Priest, Iron Maiden e Metallica, junto com aquelas que o influenciaram, como o Deep Purple, Led Zeppelin e AC/DC e comparar com o que foi surgindo ao longo dos anos.
Pra começar, vemos que as músicas que foram introduzindo o heavy metal ao mundo tinham sempre suas guitarras elétricas e pesadas, porém com riffs legais e cativantes. Como esquecer o riff de Iron Man? Ou então o de Smoke on the Water? Ou então a melodia vocal de Ozzy em Paranoid? Como não arrepiar com Fear of the Dark ou não balançar a cabeça feito louco com Whiplash?
Essas músicas são trabalhadas e de certa forma até bonitas, mesmo que pareçam apenas barulho para ouvidos menos evoluídos. Característica que foi se perdendo com a criação dos vocais guturais e com a criação de sub-gêneros como o death e o black metal, que passaram a explorar de forma exagerada o peso e a velocidade.
Nos anos 80, a boa banda Helloween criou o que se pode chamar de power metal, com suas letras mais fantasiosas e os agudos nos vocais. No Brasil, Angra e, posteriormente, Shaman, popularizaram essa nova vertente, conhecida aqui como metal melódico. Exploraram ainda mais os agudos, chegando a exagerar neles. Foi também quando o teclado passou a ganhar grande importância nas composições.
O problema é que foram surgindo bandas que exploraram demais essas características, dando origem a aberrações como Sonata Arctica e Dragonforce, com suas letras muitas vezes “bobas demais”, seu sentimentalismo artificial e a velocidade desnecessária, tanto na bateria quanto na “fritação” dos solos de guitarra.
O que eu quero dizer é que, através dos anos, o heavy metal foi se fundindo com outros estilos e técnicas, dando origem a novas e boas bandas (como Dream Theater e Queensryche com o metal progressivo, o Motörhead, até mesmo o Alice in Chains, por exemplo). Mas acontece que também muito se perdeu e atualmente vemos poucas bandas como Metallica por exemplo, que ajudou a criar o thrash metal, mas se manteve fiel (até o lançamento do Load) às raízes.
Não que a evolução seja ruim, ela é boa. Mas não se pode esquecer as raízes e o que fazem do que você gosta aquilo que é hoje.
Talvez seja melhor dizer assim: o heavy metal não é, na sua essência, barulho desorganizado, músicas pesadas e desculpa pra fazer bate-cabeça. É, antes de tudo e apesar das controvérsias, um estilo musical e cultural. Apesar de existirem algumas bandas que não o representam totalmente terem sido feitas como seu estereotipo, o que há de legal no metal são os riffs bem trabalhados, a emoção, descarregar a raiva muitas vezes, curtir um som mais pesado, mas sempre com melodia e organização.
É preciso ter respeito por esse senhor que continua cativando antigos e novos fãs. Muito se fala mas pouco se conhece deste que é um dos mais famosos modos de se fazer música no mundo.
Foda, Lulu escreve muito.
ResponderExcluirMas discordo de algumas coisas... Sonata Arctica owna, e agora tu vir dizer que gerou boas bandas igual Dream Theater? Hauahauahauahau EURI
Se não fosse por isso daria um 10 pro texto
Se tu quer criticar, pelo menos conheça a banda antes. Hum...