domingo, 21 de junho de 2009

Seção Nostalgia: Voltando aos Velhos Tempos Demis Roussos, the Phenomenum (Chapter #01)


Por Bruno


Tomando a liberdade de me basear no meu parceiro de blog, começo agora uma série de posts com a introdução desta nova, onde procurarei relembrar grandes cantores e bandas apagados pelo tempo. Hoje, abriremos com um Fenômeno, um verdadeiro cantor nato, com voz suave e impenetrante. Um ser com voz que atinge o status de anjo (por sua voz, não por sua imagem física, como acontece nas melhores óperas do mundo afora). Estou falando de Artemios Ventouris Roussos, ou simplesmente, Demis Roussos.

O cantor nascido em Alexandria, no Egito, mas de ascendência grega, tornou-se um dos cantores mais cultuados dos anos 70, quando lançou grandes sucessos como Forever and Ever, Goodbye, My Love, Goodbye, When Forever has Gone, My Only Fascination e muitas outras magníficas canções, que admite o cantor, humildemente, não ter escrito nenhuma – mas interpretado de forma magistral, sem sombra de dúvidas.

Aos quinze anos, com a Crise do Canal de Suez, teve de se mudar com os pais para a Grécia. Nessa época já sofria influencias de jazz e música árabe. Participou de bandas como The Idols (que depois daria origem ao nome do programa americano, mentira...), We Five, mas foi em 1968 que com o Aphrodite’s Child, Demis atingiu a fama. Após o fim da banda, manteve parceria com o músico Vangelis Papatanassiou (um encontro cármico, segundo o próprio cantor), cujas letras de música seriam usadas por Demis desde então. Race to the End, trilha sonora do filme homônimo, além da trilha do filme cult Blade Runner (aclamado como um dos melhores da década de 80), formam um exemplo de sucesso da dupla. Na carreira solo, lançou We Shall Dance, depois On the Greek Side of my Mind, atingindo o topo das paradas de sucesso na Europa, inclusive na Escandinávia. Depois, reencontrou-se com um parceiro do We Five, Lakis Vlavianos, onde juntos, fizeram grandes sucessos como Forever and Ever, My Reason, Lovely Lady of Arcádia e Goodbye, My Love, Goodbye. Faturou um disco de ouro com o LP Demis, único sucesso nos Eua.

Sua fama restringiu-se mais a Europa, apesar de fazer fama também na América Latina, pois canta, além do inglês, em espanhol, italiano, alemão, grego e sabe-se lá mais o que (peço perdão ao leitor deste post). No Brasil, conseguir lotar o estádio Maracanã com capacidade para 150.000 pessoas, façanha apenas conseguida por ele e Frank Sinatra. Foi citado no Livro de Recordes de Guinnes como personalidade de destaque do mundo do entretenimento musical das décadas de 70 e 80. Emplacou mais de 100 discos de ouro, platina e diamante. Em 1985, quando já desfrutava do fim da carreira, o cantor pop com voz de ópera, sofreu um seqüestro no avião onde viajava com sua terceira mulher (é, o gordinho é safado), que o fez refletir sobre a vida, após correr o risco de perde-la. Considerou a retomada aos shows e as gravações de estúdio, como uma forma de retribuir a chance de viver, podendo contribuir para um mundo melhor.

A carreira de Demis não fica apenas na música, sendo que participou de conferências para soluções de problemas de âmbito mundial, como o fórum pela paz e desarmamento em Moscou, no ano de 1987, ou como na Reunião de Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro. Após três shows no Brasil em 2005 (nessa época eu não conhecia este Fenômeno, portanto perdi a chance de conhece-lo), Demis desfruta dos loros da aposentadoria, após a construção de uma carreira sólida entre os maiores cantores de todos os tempos. Dificilmente encontra-se um cantor que imprime tanta sensibilidade e dedicação espiritual a música, como Demis Roussos.


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