
Por Bruno
Não é de hoje que se escuta nas ruas, provocações a respeito do time do Sport Clube Corinthians Paulista não possuir um estádio de futebol para realizar suas partidas oficiais, apesar dos quatro CTs (ou Campos de Treinamento, aliás de qualidade duvidosa). Sobram provocações como equivaler à característica do torcedor ao fato de não possuir estádio, ou em outras palavras, o Time do Povo, ou seja, sem recursos financeiros – apesar do time desbancar 650 mil por mês ao jogador Ronaldo, além de 80% de alguns patrocínios, além de 20% do patrocínio principal, a Batavo holandesa.
Torcidas como a do São Paulo entoam hinos de escárnio, como um famoso: “Galinha sem história, galinha sem estádio...” – em referência ao lindo canto corintiano: “Corinthians minha história, Corinthians meu amor”. É duro como um fiel torcedor, ter de ouvir tais banalidades a respeito do time de maiores torcida e mídia do país (foda-se o Flamengo e seus torcedores mistos, em outras palavras, torcedores de seus times locais e da Urubuzada). Aliás, esta mesma torcida são paulina, poderá talvez acompanhar a estruturação de um estádio para os corintianos, graças ao Panetone (ou Morumbi: redondo, fofinho e cheio de frutinhas). Sim amigo torcedor. Uma nota da Fifa declarou o estádio Cícero Pompeu de Toledo como inapto para receber jogos da Copa, por sua estrutura que não comporta os 60 mil torcedores exigidos, ou algo assim. O São Paulo rebateu, mas de nada, ainda, adiantou.
Esperamos que o mandatário corintiano Andrés Sanches (ou Freddy Gruger, para os íntimos) cumpra com seu projeto da época de candidato ao cargo de presidente do clube, onde prometeu a construção de um estádio – campanha já repetida de muitos pré-candidatos ao cargo no Timão. Aliás, este poderia usar como artifício o coração do presidente do país, Lula – não porque ele esteja apaixonado pelo Gruger, longe disso aliás – que é claramente corintiano, já tendo feito inúmeros pedidos ao dono do segundo posto mais importante do país, o técnico da seleção, onde pedia escabrosas convocações, como Finazzi, ou até mesmo o argentino Herrera, na época em que esses eram os atacantes do Coringão. O fato é que o terreno para o Fielzão (possível nome, ou apelido do estádio, um justo nome em homenagem à Gaviões da Fiel), foi encontrado numa ótima localização, a infra-estrutura garantida, apesar de acordos para serem fechados com empresários, investidores, parceiros, prefeitura e com o dono do terreno. Porém, quando pensávamos que finalmente um dos maiores tabus da História do Futebol ia cair (aliás, tabu maior que esse só o título da Libertadores da América e um título qualquer para a Portuguesa), o negócio parou de forma brusca. Voltou-se então a cogitar a possibilidade de compra do Pacaembu (Paulo Machado de Carvalho) ou seu aluguel por 40 anos.
Espero, não só como torcedor corintiano, mas também como anti-são paulino (não que seja homofóbico, sendo que até sou a favor das Paradas Gays, pois trazem mídia internacional, além de grana da viadada gringa, o que é muito bom para a cidade, em questão de infra-estrutura), pois seria muito bom ver a cara de desgosto não só dos bambis, mas também, dos suínos e das sardinhas, ao verem o maior e melhor estádio, nas mãos da Fiel Torcida.
Quem sabe a galinha dos ovos de ouro Ronaldo não nos propicie este presente, atraindo empresários e financiadores, como fez, por exemplo, o time do Arsenal, que com infra-estrutura da companhia de aviação Fly Emirates, trouxe para Inglaterra o Emirates Stadium, uma grande obra paga com os dólares do ouro negro (petróleo).
Ps. legenda da foto: "Bem melhor que o Curralzinho do Palmeiras, aspirante a Chiqueiro. Mil vezes maior que a Pequena Piscina que abriga as Sardinhas. Muito mais lugares que o Panetone. Fielzão, o sonho da Fiel Torcida."
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