Por Bruno
Com essa frase do folclórico Milton Neves (seja por sua cabeçorra, seja por seu sotaque e ou comentários), inicio um post dedicado exclusivamente a um lance de uma partida de futebol, ou talvez o lance. Matéria de periódicos, revistas das mais variadas, talvez até de fofocas, destaque do grandiosíssimo Jornal Nacional e digno até da curiosidade da banda Oasis, Nilmar despertou uma sensação de ecstasy no Planeta Bola ao marcar contra um ‘time’ do Corinthians, aquele gol que se repete uma vez a cada qüinqüênio, no melhor estilo Maradona, ou Messi, ou até mesmo do espectador Ronaldo - note que este desistiu de acompanhar a partida após o lance, seja por vergonha, seja pelo seu utópico sonho do retorno a seleção se esvaindo.
O tímido, humilde e franzino Nilmar, desmantelou qualquer tática ao perspassar nada menos que seis jogadores do Timão, um duas vezes, e arrematar de chapa, o gol que pode ser o seu passaporte de volta a seleção. É de se imaginar o que este jogador não faria se não tivesse passagem pelo time do Parque São Jorge, e mais, se não tivesse passado por tenebrosas duas cirurgias em seus joelhos, assim como o careca cabeludo Ronaldo. Seu gol foi digno de arrancar um daqueles aplausos típicos de se ver no Santiago Bernabéu, quando um jogador brilha às custas do Real Madrid, seja ele do Barcelona ou da Juventus – relembrando os dois últimos ovacionados, Ronaldinho Gaúcho e Del Piero.
Esse gol, que foi um baita presente de Dia das Mães (ou não, tendo em vista a numerosa massa corintiana), desperta dois sentimentos distintos no torcedor brasileiro: Amor ao que há de mais belo no Futebol e Ódio, ao atual técnico da Seleção Penta (seja pelos cinco títulos, seja pela vexatória quinta colocação na Copa da Alemanha em 2006).
Ps. imagem: Nilmar relembrando que já defendeu as cores alvinegras com um clássico: “Putz, é mesmo”.
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