Por Bruno
Ao datilografar o último post, meu parceiro de Blog cometeu uma das mais cruéis injustiças feitas no Planeta Bola que eu já presenciei. Talvez comparado a não convocação de Neto para a Copa de 90, o que talvez tenha propiciado seu desempenho de “cobrar o escanteio e ao mesmo tempo cabecear pro gol” no Brasileirão do mesmo ano, o que o aspirante a jornalista Luiz Vendramin Andreassa (corrija-me se estiver errado) fez em seu texto, é bom que não se repita quando este estiver redigindo para um jornal ou revista. Ao citar os “Deuses do Futebol” o garoto enunciou nomes como Ademir da Guia – hoje mais um maldito vereador às custas de seu trabalho ‘artístico’, o que quase aconteceu com Dinei -, o goleiro também palmeirense, que ele fez questão de extrapolar com elogios, o famigerado ‘Seu Marcos’, dentre outros nomes que talvez até possa se concordar. Se fora de seu agrado incluir ‘ícones’ do hall palestrino é um direito, mas não em detrimento de outros monstros consagrados como Cruiff (o famoso camisa 14 da Laranja Mecânica), Fontaine (francês autor de 13 gols em uma única Copa, feito até hoje não superado), Haji (craque romeno de meados de 94), Puskas (comandante dos tempos de glória húngaro, depois espanhol), Yashin (este sim um grande goleiro, o Aranha Negra soviético, que sofreu o primeiro gol de Pelé em Copas do Mundo), Abedi Pelé (o maior da África de todos os tempos, apesar de não parecer grande coisa), Jorge Best (o ‘Quinto Beatle’, grande craque irlandês), além de outros grande nomes fincados e incrustados como jóias raras nos anais da história futebolística (que me perdoem outros grandes nomes, inclusive do cenário nacional, como Júnior, Careca e Rivaldo, por exemplo).
Mas além destes monstros espalhados por todos os quatro cantos deste mundo (talvez não no Oriente Médio, Ásia e Oceania, apesar de apreciar Viduka e Kewell, mas é um outro escalão) um nome que brilhou e sempre brilhará no Futebol é sem dúvida o de Roberto Rivellino, ‘o Reizinho do Parque’ ou ‘a Laranja mais doce das Laranjeiras’- bem típico de um time como o Fluminense. Não há dúvidas que este craque, jóia rara, foi, é e será um dos maiores de todos os tempos, talvez o primeiro após as unanimidades Pelé e Maradona, este último inclusive fã do canhoto ‘Patada Atômica’. Campeão em 70 com a Canarinho, isso ainda quando jogava pelo Corinthians, despontou mesmo no Tricolor Carioca, período em que comandou a seleção de 74 e 78. E cá pra nós, só o porte atlético que o atleta esbanjava em seus tempos de ouro e a ostentosa bigodeira, já eram motivos para o galã entrar na História.
Por esta intacta biografia, provo minha tese do quão injusto foi meu colega, peço desculpas aos leitores e deixo um recado ao autor deste equívoco: cuidado da próxima vez em que for escrever um post, pois nós estamos de olho.
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