domingo, 10 de maio de 2009

Images and Word - Dream Theater - Review de CD



Por Luiz

Estreia (sem acento agora) desta coluna em que farei análises de alguns CDs. É uma breve avaliação sobre as músicas dele segundo meu gosto pessoal. Para estrear, o incrível Images and Words, do Dream Theater. Espero que gostem.


Vocalista novo, vida nova. O ano de 1992 talvez tenha sido o mais importante para o, na época ainda jovem grupo de Prog Metal, Dream Theater. Depois de um bom, porém acanhado começo com “When Dream and Day Unite”, eles voltam ao estúdio para, junto com o vocalista James LaBrie, gravar aquele que se tornaria um dos mais importantes CDs da banda – ou talvez o mais importante.

Mesmo depois da saída de Charles Dominici, o Dream Theater não parou de compor, criando músicas instrumentais que depois dariam origem ao “Images and Words”. E isso se reflete no instrumental complexo e longo e na técnica inconfundível mostrada ao longo do álbum.
A primeira música, Pull Me Under, logo se tornou hit (o único da banda),desbancando até o Metallica nas paradas americanas. Com seu refrão marcante e pegajoso, conquistou o grande público que não conseguia compreender as outras obras da banda. Some a isso um belo solo de guitarra de John Petrucci, levadas e viradas extremamente complexas de Mike Portnoy, peso e melodia na medida certa e teremos a música mais conhecida do Prog Metal.
Mas se engana quem pensa que a atenção deve se voltar somente para a primeira faixa. Logo em seguida temos Another Day, uma balada com uma bonita letra e uma bela participação de LaBrie, sendo uma das mais emocionantes da carreira da banda.
Então o clima está pronto para a entrada de Take The Time, um dos maiores clássicos do Dream Theater. Mais uma vez com um belo trabalho vocal, um refrão grudento, quebras de ritmo nos pontos certos, técnica e animação, esta se tornou uma das músicas mais amadas pelos fãs.
Surrounded é a quarta, especialmente progressiva, começando apenas com o vocal e o teclado, para depois ir se desenrolando e evoluindo em uma das mais belas baladas que o metal pode oferecer.
Em seguida vem a incrível Metropolis Pt. 1, The Miracle and the Sleeper, um dos melhores momentos da carreira da banda, que deu origem ao aclamado álbum “Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory”. É criado todo um clima místico e épico, uma emocionante participação vocal que dá lugar ao longo período instrumental, com destaque para os curtos solos de baixo de John Myung e a técnica de Kevin Moore nos teclados.
Under a Glass Moon não é tão conhecida pelo público quanto as outras, mas seu solo de guitarra lhe rendeu a posição 98 entre os 100 maiores solos eleitos pelos leitores da revista “Guitar Player”. E mesmo sendo uma boa música, está um pouco abaixo do nível das outras.
A penúltima faixa, Wait for Sleep, é uma curta, porém boa, baladinha em vocal/teclado que introduz a obra-prima do álbum.
Learning to Live é uma daquelas músicas que chegam mais perto da perfeição. Com um clima ao mesmo tempo alegre e triste, uma letra primorosa sobre o surto de AIDS nos anos 90, composta por John Myung, um instrumental excepcional, com solos de teclado e guitarra permeando por quase todos os minutos, um final épico com a bela frase: “Através da graça inflexível da natureza, eu estou aprendendo a viver” e uma participação excelente de todos os integrantes, esta é uma das obras-primas do mundo progressivo. Para alguns pode ser difícil de se acostumar a ela, mas quando se aprende a ouvi-la e senti-la em toda a sua grandeza, vemos como esses americanos levam jeito pra coisa.

Resumindo, “Images and Words” foi o álbum que deu projeção mundial ao Dream Theater, tornou-se um clássico e talvez o mais importante momento deles. É uma bela pedida para quem gosta de um metal mais leve e trabalhado, técnico e com emoção. Apesar de Mike Portnoy ter dito que não gosta do timbre e do som da bateria neste CD, o som está no ponto certo, deixando os bumbos mais baixos para que se pudesse usar levadas rápidas nos dois bumbos mesmo nas baladas. Com uma boa produção e composições incomparáveis, vindo desde o instrumental até as letras, este é sem dúvida um dos maiores álbuns do metal progressivo.

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