quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Sr. Perfeito, será?


Por Bruno


Bonito, carismático, bom porte, habilidoso (até demais, diriam alguns de seus mais consistentes adversários), boa pinta (de novo?), grandes jogos e contratos, dinheiro, mulheres, fama, conquistas e promessa para muito mais, além de um irresistível sotaque português no inglês, este é um breve resumo das qualidades do novo “queridinho” do cenário futebolístico Cristiano Ronaldo (não o único Ronaldo em destaque na atualidade, que se tome nota). Eu mesmo, fã do polivalente time do Arsenal londrino (não me perguntem porque, talvez por ver Henry fazer chover), já me rendi ao futebol do gajo, que desfila futebol de altíssima qualidade pelos gramados britânicos com gols magníficos de falta, com brilhantes jogadas pelo lado esquerdo do campo - seu lado favorito para infernizar e desmontar as mais sólidas defesas européias. Jogando Winning Eleven eu pude provar do doce néctar que é ser o Ronaldo lusitano, marcando um dos gols da vitória por 3x0 sobre o País de Gales, numa simulação de uma possível despedida de Giggs dos gramados, mas isso não vem ao caso.
Toda essa rasgação de seda pelo português, porém, contém uma observação que fiz a partir do jogo do último domingo, durante o jogo contra o time homônimo Manchester City, em duelo válido pela 36ª rodada da Barclays. Na vitória por 2x0 sobre o time de Robinho, Ronaldo ficou insatisfeito após ser substituído por Scholes e deu uma verdadeira prova de seu ego inflamado ao protagonizar uma cena de total desrespeito ao seu manager, e cavaleiro de Sua Majestade, Sir Alex Fergusson ao ‘agredir’ a bandeirinha de escanteio e demonstrar total falta de controle e indignação. Deu para perceber que, como já aconteceu com grandes mentes pensantes (que viriam a ser os Ditadores mais perversos da História), que o narcisismo do jovem português chegou ao ápice, onde ele acredita ser um ser supremo, uma divindade acima de tudo e de todos, mas não é bem assim...
Fica no ar uma suspeita, de que talvez o craque esteja criando os ares para a sua transferência para Madrid, já que parece improvável que ele troque ‘600 por meia dúvida’- alusão à expressão seis por meia dúzia, para os mais desavisados – e escolha o novo milionário time do Manchester City. Esperamos que este belíssimo jogador (me entendam como quiserem) tenha mais zelo com seu estado de espírito, mantenha seu alto nível no futebol, principalmente em grandes decisões – o que ele mostrou ser seu ponto fraco até então – e procure manter seus pés na grama – nova alusão, deixa pra lá – para que fique registrado como grande vencedor dentro e fora dos gramados (o que se tem mostrado difícil na História do Futebol).

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