Por Bruno
Como já ocorria nas Democracias das velhas Repúblicas romana e ateniense, o povo – com atualizações, tendo em vista as políticas dos eupátridas, que só privilegiavam os nascidos ‘em berço de ouro’ – foi às ruas, ou mesmo de casa, pôde ver que o atacante do Internacional, Nilmar, é hoje uma unanimidade. Não bastasse a qualidade do garoto, seu incrível gol no ex-time Corinthians, sua velocidade e técnica apurada, o jovem joga com a camisa, mas não o número, do atual famigerado técnico da seleção, o sexto de sete anões, Dunga. Mais do que viável foi a convocação do craque, tendo em vista seus atuais desempenhos e sua concorrência na canarinho, Ronaldo (e brilha muito no Curintís).
Apesar de semelhanças na trajetória futebolística dos dois, como as cirurgias, a explosão e a coletânea de grandes gols, pesou a condição física (e como pesou hein Ronaldo?). Mesmo com o Fenômeno em alta, fica difícil chamá-lo novamente para vestir a 9 (que foi dele durante longos anos), com suas atuações medianas, que se restringem a algumas jogadas de efeito, alguns bons chutes, mas muito pouco rendimento físico – na última quarta, Ronaldo mostrou baixa mobilidade em campo, onde foi comum vê-lo contando passos no meio de campo. Por outro lado, temos Nilmar Honorato Silva, com seus 24 anos (contra 32 do Fofomeno, ou seja, 8 anos e sabe-se lá quantos kilos à mais) e numa provável ascendente que possa vir a ser seu auge – na média, o jogador atinge seus melhores dias aos 26, o que não é regra todavia -, vem mostrando futebol requintado e encantador, cuja elegância já mostrava tempos atrás no time de Kia.
Junto a Nilmar na convocação, juntam-se duas gratas surpresas, o que mostra que Dunga não está tão bitolado à Europa, Victor, André Santos e Ramires (de Grêmio, Corinthians e Cruzeiro, respectivamente). Mesmo com tantas boas novidades, o treinador continua com peças inexplicavelmente fixas, como os volantes Josué e Gilberto Silva, este último que, provavelmente, fixou vaga ao comandar a defesa brasileira pentacampeã na final com a Alemanha. Com a vinda de André Santos, espera-se que se resolvam os problemas nas laterais, onde por muitos anos reinaram absolutos Cafu e Roberto Carlos, sem deixar descendentes. Talvez não fosse necessária a convocação de Kleber, atualmente no Inter de Nilmar, para dar oportunidade à outra promessa, mas é para garantir uma convocação sem maiores riscos. Talvez a única injustiça tenha sido a não convocação de Alex, ex-Palmeiras, atual meio campo do Fenerbahçe da Turquia (onde cavou sua sepultura, provavelmente), e talvez a não convocação do ex-cruzeirense Guilherme, atual maestro nos campos ucranianos (apesar de que lá, se você der um elástico, eles te dão um carro; se você der um mexicano ou lambreta, eles te dão uma estátua em praça pública; se você fizer um gol de bicicleta, eles te dão a presidência do país) . No papel é uma grande equipe, esperamos que renda nos campos sul-africanos, principalmente agora que a equipe para a Copa começa a tomar definitivamente corpo.
Este blog é, merecidamente, um fã do Nilmar né?
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