terça-feira, 9 de junho de 2009

Is Rock Dead? Pt. 3: A Maldição do Novo Milênio


Por Luiz


Continuando com o assunto do suposto fim do rock de verdade, chegamos ao presente para avaliar o que tem surgido de novo no cenário musical e suas influências.

Bom, como já vimos no post anterior, os anos 90 foram marcantes para os apreciadores da boa música. Tivemos grandes discos e grandes bandas se destacando e tendo projeção mundial com obras de arte inesquecíveis como Smells Like Teen Spirit, do Nirvana; Alive, do Pearl Jam; Metal Contra as Nuvens, da Legião Urbana, entre outros.

Mas também foi uma época difícil, com a perda dos dois últimos grandes ídolos do rock nacional e internacional: Renato Russo e Kurt Cobain. Dois ícones que, cada um a seu modo, ajudaram a revolucionar o mundo do rock com canções que embalaram suas gerações e foram trilha sonora de mudanças no mundo. Como não lembrar da letra maravilhosa de Teatro dos Vampiros?

A questão é que parece que ainda não nos recuperamos da perda dos dois astros que agora nos vêem lá do céu (ou do inferno) e devem estar lamentando o péssimo início de milênio do mundo da música.

É por isso que eu faço a pergunta: qual banda ou artista realmente bom surgiu depois do ano 2000? Dá até pra ouvir os grilos cantando daqui. Não surgiu nada de novo, nada de impactante e excitante no cenário do rock, no Brasil ou fora dele. Aqui, acabamos vendo a revelação de “fenômenos tristes” como o Calypso (como bem definiu o grande Dado Villa-Lobos). Como este podemos citar as bandas de emo-core e a maior desgraça “cultural” da atualidade, o funk carioca. Parecemos perdidos em meio a tantas letras fúteis, músicas repetitivas e nada criativas, apelo ao sexo e falta de bom senso.

Lá fora, bandas como Arctic Monkeys e The Strokes foram apontadas como a salvação do rock. Mas apesar de não serem bandas ruins, ainda precisam evoluir muito para chegar a fazer história. Falta algo que as mais antigas tinham de sobra, talvez aquele desafio aos costumes, o senso de paz ou revolução, etc.

Ok, todos nós sabemos que os tempos são outros, outra história. Mas o que assusta é como o povo se conformou em confiar em políticos corruptos e a não ouvir mais música (o que ouvem hoje em dia passa longe de receber este elogio). Talvez alguma hora alguém resolva se desvencilhar da mídia que valoriza coisas sem valor algum e contrariar essa massa, passando a tomar uma atitude.

Atualmente, nós, fãs do bom e velho rock’n’roll, temos de nos contentar com os discos de bandas já consagradas. Não digo isso num sentido ruim, pois temos o Metallica (que depois de 17 anos finalmente lançou um álbum de verdade), Foo Fighters, Pearl Jam, AC/DC, Dream Theater, Heaven and Hell, Rush, Queen, e etc, que voltaram aos holofotes com bons discos, muitos até que não ficam devendo em nada aos antigos. Temos também boas novidades como o Chickenfoot (pra quem não conhece o super-grupo do Satriani, vale a pena ouvir!) e cds novos do Kiss e do Alice in Chains sendo produzidos.
O problema é que não existem caras novas que possam absorver o legado de ouro deixado pelos artistas citados acima para juntar com coisas novas e, com personalidade, continuar trilhando o caminho da boa música para os fãs carentes. É isso que muitos de nós ainda esperam, e outros já desistiram de esperar.

Que fique claro que eu não estou tentando desvalorizar os outros estilos musicais, o que se ouve aqui ou no resto do mundo, mas na minha posição de adolescente apaixonado pelo rock’n’roll, fica difícil não cutucar. Por mais que goste de falar, eu ainda tenho respeito por esses estilos (menos o funk!). É que você, que entende o que estou tentando passar deve estar cansado de viver em um país onde quase todos se limitam ao pagode, ao sertanejo, forró e outros, sem conhecer grandes músicas que fizeram e fazem parte da história e deve estar cansado também de ter que olhar para o passado para encontrar coisas boas e, ao voltar ao presente, ver o que temos. Pois é, eu também estou.


Um comentário:

  1. Eu acho que eles nos vêem do inferno mesmo. Por isso que eu quero ir pra lá...
    Funk não merece mesmo o respeito. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Pelo menos não a maioria que vemos por aí, mas tem alguns funks com letras sociais que falam dos problemas da favela e tal. Eu continuo não suportando mesmo esses, mas acho que qunado se usa a música para um próposito maior, têm que ser conciderado, e alguns funks fazem isso. Mas como são raros...
    Abraço

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