Por Luiz
Algumas frases típicas dos rockeiros de hoje em dia:
- Ninguém mais ouve música de verdade;
- A mídia só valoriza lixo;
- Eu queria ter nascido há 30 anos atrás;
- O rock está morto.
Não posso deixar de concordar com as três primeiras, tendo em vista toda a desvalorização do bom senso musical que domina a população, principalmente no Brasil. Não há como negar que os tempos são outros, os gostos mudaram, a inteligência e o discernimento parecem ter sido extintos. Mas será que podemos dizer que o Rock está morto? Eu falo do verdadeiro, não dessas bandas filhas da mídia que aparecem hoje em dia e são rotuladas com o símbolo sagrado do rock’n’ roll, mas que na verdade só foram feitas para lucrar com músicas de estruturas manjadas, sem sentimento ou expressão.
Talvez a última palavra do parágrafo acima defina bem o que falta hoje em dia. Não se ouve mais uma banda com expressão, com vontade, que queira passar alguma mensagem, que se mostre preocupada com o mundo em que vivemos. Será que vamos passar a vida toda à espera de um novo “messias do rock” como John Lennon? Será que nunca mais veremos letras como as de Renato Russo, cheias de protesto, inteligência e emoção?
Novamente faço uso da última palavra do parágrafo anterior para desenvolver este: emoção. Atualmente o que surgiu de novo no rock brasileiro? Muitas pessoas que ignoram a história do gênero podem lhe responder que são os “fenômenos” como NxZero e Fresno, pertencentes ao tão “amado” estilo emo. Claro que não vou considerá-las como bandas de rock, pois isso seria como cuspir na cara de mestres como os Stones, os Beatles, o Led Zeppelin, Deep Purple, e muitos outros que fizeram história mundo afora. Apesar do nome, tudo o que lhes falta é emoção. Músicas de três acordes com vocais irritantes e mal feitos, com letras banais e rimas manjadas qualquer um faz. Agora peça para algum deles compor uma música que seja metade de uma Losing My Religion, uma Alive, ou pra apelar, uma Stairway to Heaven. Falta emoção de verdade. Não essa emoção que eles conseguiram banalizar. Eu digo o sentimento, a vontade, o tesão em fazer música e mostrar o que pensa para as pessoas, mostrar que há muito o que mudar.
E o pior de tudo é que faz sucesso. Mas num país onde o funk virou mania, o que mais é preciso ser dito? Claro que não vou perder meu tempo abordando esse outro fenômeno triste até porque esse texto é para falar de música e, todos sabemos, chamar o funk carioca de música seria uma afirmação tão cheia de verdade quanto dizer que o título brasileiro de 2005 do Corinthians não foi (escandalosamente) roubado.
Bom, depois de lavar a roupa suja e dar uma breve explicação dos motivos de muitos darem o rock como morto, nos próximos posts tentarei acender alguma luz de esperança para nossos ouvidos, abordando outros aspectos do assunto.
Espero que não esteja mesmo morto. O que será de nós?
ResponderExcluirPQ FALAR MAL DO NX E DO FRESNO!!!=/
ResponderExcluirConcordo, Beatles deve ser seguido como padrão de rock. Pelo menos, como uma base do rock! hahahah O que faz com que o rock permaneça vivo, são seus fãs! Estes com certeza não o deixarão morrer, independentemente de Fresno e NxZero para abalar nossos ouvidos, os rockeiros vão dinamizar a música de verdade para sempre :D
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