sábado, 30 de maio de 2009

Is Rock Dead? Pt. 2: Os bons e velhos tempos


Por Luiz


Agora é hora de falar dos bons tempos da música. Nós que gostamos de rock sempre dizemos que seria melhor ter nascido anos atrás, onde as grandes bandas faziam sucesso e eram adoradas pelos jovens que viam neles o reflexo de tudo aquilo que queriam ser, viam um desafio à autoridade dos pais e/ou do governo.

Pois bem, esses tempos se foram. Com o crescente número de músicas vazias e sem inteligência, que falam de relações amorosas falidas ou apelam para a sexualidade pervertida, não se vê nessa geração o mesmo ímpeto e identidade das outras. Mas como eu já disse anteriormente, esse post é para falar das fases boas.

E foram muitas. Desde o nascimento do rock, originado do blues americano, com Chuck Berry, Elvis Presley e etc, ele foi sempre um movimento mais “marginalizado”, se assim posso dizer. Contrariava uma geração de jovens comportados e bem vestidos que o governo adorava. Incitava eles a questionarem a razão dos pais e dos políticos, criticar a guerra e o ódio.

Quando surgiram, na Inglaterra, as três bandas que deram mais popularidade ao rock’n’roll, Beatles, Roling Stones e The Who, os jovens entraram de cabeça nesse movimento. Havia um novo ídolo, um garoto chamado John Lennon, e também um cara tímido e com aparência até meio afeminada que fez muito sucesso e inspirou pensamentos de libertação no público, que era Mick Jagger. Isso sem falar no mestre da guitarra Jimi Hendrix e da rainha do rock (não é o Freddie Mercury), Janis Joplin. Aí começava a era de ouro.

Nesse contexto também começavam a aparecer as bandas que prezavam pela música mais calma e trabalhada, o rock progressivo, com o Genesis, Yes e, principalmente, o Pink Floyd, com seus dois megassucessos mundias: The Dark Side of the Moon e The Wall.

Mais pra frente, alguns músicos começaram a usar guitarras distorcidas e pesadas em suas composições, dando origem ao hard rock, que foi o pai do heavy metal. Tais bandas eram Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Surgiam para o mundo Robert Plant com sua voz inesquecível e Ozzy Osbourne, um dos maiores (senão o maior) símbolo desse movimento.

Mesmo com a perda irreparável da separação dos Beatles e depois, da morte de John Lennon e Keith Moon, por mais que seus fãs ficassem inconsoláveis, o rock ia se transformando e evoluindo, atingindo novos públicos com novas bandas. Nos anos 70 foi a vez do punk rock e toda a sua barulheira, gritaria e letras de protesto. Sex Pistols e Ramones se tornaravam a nova mania na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Inspirados pelo som pesado do trio criador do hard rock citado anteriormente, surge o Judas Priest e o Iron Maiden, consolidando este estilo como uma nova forma de fazer rock, chamado heavy metal. Eles usavam cabelos compridos e roupas escuras, além de possíveis correntes, munhequeiras e etc, e deram origem ao estereotipo dos roqueiros (um bom assunto para um possível post). Mais tarde surgia o Metallica, com riffs ainda mais rápidos e secos, cativando o público americano e criando o que viria a ser chamado de thrash metal, junto com bandas como Anthrax, Megadeth, Slayer, Pantera, e etc.

Os anos 80 foram dominados pelas músicas do Guns’n’Roses, Kiss, R.E.M., U2, Queen, AC/DC e outros sucessos mundiais, apensar de alguns deles terem sido criados na década anterior. Com isso, cada vez mais o rock se tornava um movimento das massas, com seus shows em estádios lotados de gente querendo ver e ouvir ídolos como Freddie Mercury, Axl Rose e Bono Vox.

A década de 90 trouxe um novo momento, talvez não aquele que os mais os fãs mais saudosistas queriam, com um rock’n’roll voltado às antigas. O que começou a estourar foi o movimento alternativo, encabeçado por bandas como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Oasis, e etc. Foi quando Kurt Cobain apareceu para o mundo, se tornando o último ídolo do rock.

O ano de 1991 foi um dos mais emblemáticos, com grandes álbuns como Nevermind, Ten e Out of Time (além de ser o ano do nascimento do grande ser que vos escreve). Também foi nesse ano que a Legião Urbana lançou o “V”, um dos seus maiores sucessos.

Por falar na banda de Renato Russo, mesmo que muitos virem a cara, o rock brasileiro sempre foi bem representado, talvez não tão bem quanto os outros países, mas não se pode negar a qualidade de bandas como a já citada acima, além de Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Cazuza, Raul Seixas, RPM e até mesmo Mamonas Assassinas, só para citar as mais famosas.

Pena que com a aproximação do novo milênio as novidades foram ficando mais escassas, sendo que talvez a última banda boa a surgir antes dos anos 2000 tenha sido o muito amado e também muito odiado System of a Down.

Todo esse texto sobre a história do rock foi para mostrar como o que passou é bom e como nós somos carentes de grandes artistas como aqueles que eu citei. É o grande motivo pelo qual enterram o rock, mesmo sem saber se ele faleceu mesmo. No próximo post irei falar um pouco do cenário atual e compará-lo com toda a maravilha que eu tentei descrever nestes breves parágrafos.






4 comentários:

  1. Ozzy rules, rock brasileiro rules, Nirvana rules..
    Porra, todo mundo que vc colocou aí rule, menos o System of a Down, que é bem sem graça...

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  2. Kauã Iorio Gabriel7 de junho de 2009 às 15:36

    Ah para rock bom eh dus anos 2007 + - pra cá
    Paramore, Jonas Brothers, Tokyo Hotel, Fall Outboy, Fresno, Nx Zero, esses rock antigo eh coisa d bixa, olha os karas du kiss, ta certo q os karas du fresno e nxzero se makeiam, mas se makeiam a um nivel aceitavel, as bixola du kiss se makiavam ateh um nivel nao aceitavel... fora o queen, que fazia juz ao nome da banda e tinha uma verdadeira lady! repito LADY, e que ainda gostava de gatos no vocal. Viva Jonas Brothers!

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  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk o anão é fodaaaa

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